<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106</id><updated>2011-06-08T07:22:07.800+01:00</updated><title type='text'>fisterra notícias</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>67</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-115825373110241753</id><published>2006-09-14T18:04:00.000+01:00</published><updated>2006-09-14T18:08:51.116+01:00</updated><title type='text'>Golo!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Assim vale a pena"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eduardo Prado Coelho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Público - 14/09/2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nos últimos anos, eu praticamente deixei de ir aos estádios de futebol. Aquela prática que tinha começado, já há muitos anos, quando o meu pai me levava a alguns desafios. Sempre ao Estádio Nacional, porque ele não ia a outros. Mas ver um jogo em que estamos empenhados em casa, sozinho, é algo tão triste como comer só uma lagosta no restaurante. Há coisas que têm de ser feitas em conjunto para que a alegria e a tristeza sejam partilhadas. Outras não exigem isso. Não é preciso mais pessoas para ouvir Chostakovitch em disco, afundados num sofá. Nem convém estarmos juntos se vamos comer esse grau zero da culinária que é um "peixinho cozido".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A ideia de sair de casa, ficar no carro em longas filas de espera, andar à procura de lugar para estacionar, depois seguir multidões ansiosas por chegar, ou que regressam com comentários desportivos ao alcance de qualquer bolso, exaspera-me. A minha experiência mais recente não foi muito compensadora. Tratava-se do Sporting e do Porto, em Alvalade. Rapidamente senti, com as garras afiadas da mais fácil intuição, que o Sporting não estava nos seus dias e que ia ser um longo calvário. Vim cá fora tomar cafés, fui à casa de banho, na esperança de que, durante a minha ausência, marcassem o golo redentor. Voltava e nada.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Anteontem, quase convencido de que a derrota era inevitável, tentei de novo e fui ao Sporting-Inter. E percebi claramente as vantagens de estar acompanhado e fazer a festa mesmo com desconhecidos a quem me ligava um sportinguismo indefectível. E que grande jogo! Já há muito que me não entusiasmava tanto num desafio de futebol. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Porque não era só vencermos, porque não era só vencermos um dos grandes clubes da Europa, era mostrar que tínhamos uma equipa, uma verdadeira equipa, como há muito o Sporting não tinha. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Temos um treinador excepcional: Paulo Bento. É um homem calmo, sereno mas firme, capaz de estabelecer a ordem baseada não no medo mas na cumplicidade entre os jogadores, com notável visão de jogo e que transmite segurança a todos os que o ouvem falar. Curiosamente, para a UEFA, não pode ser reconhecido como treinador porque não tem o quarto nível de treinador. Oficialmente, o treinador do Sporting foi Carlos Pereira.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Temos também uma equipa jovem, que é preciso conservar e continuar a trabalhar como se fossem as jóias da coroa. Nani é um portento, Miguel Veloso foi uma verdadeira revelação, João Moutinho já é uma referência clássica apesar da sua idade. E Yannick Djaló, que foi mais convincente do que aqueles que poderiam substituí-lo e que ainda não me convenceram - nem Alecsandro, nem Bueno. E depois temos Polga, absolutamente admirável, Marcos Caneira (aquele golo foi deslumbrante), o terrível Liedson, um Tonel magnífico e um Ricardo que, quando começa a acertar, é seguríssimo (muito sensível às questões psicológicas). Sem falar naqueles que estão lesionados, e que são também excelentes, como Custódio ou Paredes, o intelectual da equipa. Esperemos que toda esta força se mantenha. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-115825373110241753?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/115825373110241753/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=115825373110241753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/115825373110241753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/115825373110241753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/09/golo.html' title='Golo!'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-115643833256838987</id><published>2006-08-24T17:50:00.000+01:00</published><updated>2006-08-24T17:52:12.590+01:00</updated><title type='text'>A pistola</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Um Verão português "&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Miguel Sousa Tavares&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Expresso - 19/08/2004&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"1 O ÚNICO Parque Nacional que temos - Peneda-Gerês - ardeu este Verão. Quatro mil hectares de pasto e mata de árvores que já não se plantam desapareceram no que era suposto ser o espaço natural e público mais bem vigiado, preservado e mantido. Afinal, soube-se depois, os caminhos não estavam abertos, a mata não estava limpa, a vigilância não estava atenta. Após reforçar com milhões de euros, helicópteros, aviões e meios sofisticados o combate aos incêndios, depois de passar o ano a intimar os proprietários privados a limparem as suas florestas, o Estado deixou arder o que era seu, por incúria e incompetência.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;2 O Algarve, inevitavelmente. Este ano não foram descobertas novas praias, não se fizeram novas estradas, não mudou o saneamento básico nem a capacidade de abastecimento de água. Mas, como todos os anos, aumentou significativamente o número de aldeamentos, urbanizações, construções. Esgotada a vista de mar, de serra, do que quer que seja, a grande novidade agora são os prédios com vista para as rotundas - que, essas sim, proliferam todos os anos. E, depois de Albufeira ter inventado a primeira terrina do mundo (uma inacreditável «marina» feita um quilómetro dentro de terra, por já não haver costa disponível), Vale do Lobo projecta expandir-se para o largo, através de uma ilha artificial, que prolongará o Algarve Atlântico fora. Este Verão tive de me deslocar a Vale do Lobo e a Armação de Pêra e aconteceu-me, de ambas as vezes, uma coisa incrível: dei por mim completamente perdido no meio de tanta construção nova, sem sequer conseguir perceber para que lado estava o mar. Eu, que me gabo de nunca perder o sentido de orientação e que conheço estas terras desde miúdo, aprendi que no Algarve já só de GPS é que se chega onde se quer.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;3 Lagos tinha uma estação de comboios dos anos 40 ou 50, estilo Raul Lino, uma construção branca de paredes grossas caiadas, rodeada de palmeiras e araucárias. Com o tempo, a estação foi ganhando «patine» e «charme» e, embora o comboio demorasse hora e meia a percorrer os 40 quilómetros dali até Tunes, onde havia o transbordo de e para Lisboa, era um prazer esperar ou chegar àquela estação, sempre fresca em pleno Verão, cheirando a fruta e rebuçados embrulhados em papel vegetal. Depois, fizeram a marina de Lagos à frente da estação e a cidade deixou de a ver, ali, de sentinela de boas-vindas, do outro lado do rio. Mas, enfim, pelo menos continuava lá e servia, com conforto e encanto, o seu escassíssimo tráfego ferroviário. Mas eis que a Câmara ou a CP se lembraram de ter um ataque de «modernidade». A velha e digna estação de Lagos foi desactivada (provavelmente para ser demolida e dar lugar a mais um horrendo mamarracho), e ao seu lado construíram uma aberração arquitectónica, cuja cobertura tem a particularidade de deixar permanentemente os passageiros expostos ao sol, à chuva ou ao vento e sem lugares para se sentarem. Para embelezar a coisa, resolveram fazer também na estrada que passa ao lado uma rotunda sem saída para lado algum e apenas destinada a fazer os carros andarem à roda para voltarem ao mesmo ponto. E, para «épater le touriste», fez-se um pífio jardim na rotunda, plantado em pleno mês de Julho e regado intensamente. Entretanto, milhares ou milhões de euros depois, o comboio continua a demorar a mesma hora e meia para Tunes que demorava na minha infância. Só que agora espera-se por ele à torreira do sol, numa espécie de monumento ao desperdício e ao mau gosto. É por estas e por outras que eu, quando oiço os autarcas pedirem mais dinheiro, apetece-me puxar da pistola.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;4 Se alguém tem uma colecção de pintura com milhares de quadros, tem obviamente um problema entre mãos: onde os guardar, como os expor. Nos países mais «normais», o problema resolve-se habitualmente com a doação da colecção ao Estado ou com a criação de um museu privado. Mas em Portugal as coisas não se passam assim: o problema da colecção do comendador Berardo transformou-se num problema do Estado, aterrorizado com a ameaça de que o senhor levaria a colecção lá para fora, se não lhe garantissem uma solução. E assim se fez: reservaram-lhe toda a área disponível para exposições do CCB, com todos os encargos a serem pagos por nós e até 2017, altura em que Berardo poderá escolher entre vender tudo ao Estado, voltar a ameaçar que se vai embora ou ir mesmo embora, como fez em Sintra, levando a sua colecção para onde lhe garantam igual contrato leonino - o que não será fácil. Agora, ficou a saber-se também que o comendador goza do direito vitalício de vetar o director escolhido pelo Estado para gerir a área do CCB exclusivamente reservada para a colecção. Em troca permite-nos apenas que desfrutemos do privilégio de poder ver os seus quadros até 2017 - coisa que eu, aliás, nem sequer recomendo por aí além. Mas isto é apenas uma opinião minha. Eles é que sabem.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;5 Não contente com a extrema indulgência do tribunal que condenou a penas simbólicas os meninos que mataram a Gisberta, considerando o crime apenas o resultado de «uma brincadeira de mau gosto», um dos advogados dos réus anunciou ir processar o Estado por considerar que as oficinas de S. José descuraram a educação do seu cliente. Percebam bem: durante uma semana, ele e os amigos dedicaram-se a torturar sadicamente uma sem-abrigo indefeso, até o lançarem a um poço e deixarem-no lá para morrer. A justiça considerou isto uma brincadeira e uma sucessão de azares. Mas não chega: é preciso ainda pedir desculpa e indemnizar o criminoso.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;6 Enfim, uma coisa boa e um português especial. Na hora da verdade, Francis Obikwelu não se preocupou com a «síndroma Mamede»: sabia que era o melhor e que, por isso, tinha obrigação de ganhar, e ganhou. No final nem sequer sabia que tinha também ganho o direito a uma compensação monetária do Estado, pelos seus dois títulos europeus brilhantemente conquistados. O que ele lastimava era ter de viver e treinar em Espanha, porque em Portugal - onde se fizeram dez estádios para o Euro e onde se prepara um centro de estágios luxuoso para a selecção de futebol - não há uma pista coberta onde os atletas olímpicos se possam treinar durante o Inverno. Se não tem nascido na Nigéria e se não se tem treinado em Espanha, será que este português de coração teria chegado onde chegou?"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-115643833256838987?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/115643833256838987/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=115643833256838987' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/115643833256838987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/115643833256838987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/08/pistola.html' title='A pistola'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-115314360129115136</id><published>2006-07-17T14:38:00.000+01:00</published><updated>2006-07-17T14:40:01.306+01:00</updated><title type='text'>A nova economia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nicolau Santos - "A economia está cada vez mais perigosa"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Expresso - 15/07/2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;NO MOMENTO em que escrevo, o preço do barril do petróleo está prestes a ultrapassar os 77 dólares, quando em 2004 andava na casa dos 30 dólares. O cenário dos 80 dólares já deixou de ser uma ficção - mas a escalada não deve parar por aqui. E já houve quem apontasse para um barril a 100 dólares. A guerra aberta no Médio Oriente, entre Israel, o Líbano e a Autoridade Palestiniana, a recusa do Irão em abandonar o seu programa nuclear, a explosão de um «pipeline» na Nigéria, os mísseis testados pela Coreia do Norte perante a irritação do Japão e o facto de os «stocks» de crude dos Estados Unidos estarem muito abaixo do que os analistas previam constituem um «cocktail» explosivo que vai continuar a empurrar o preço do ouro negro para a estratosfera. Junte-se a isto a espiral nacionalista em países produtores de petróleo e gás natural e o consumo crescente da China, Índia e Estados Unidos, e não se vê como podemos dormir descansados.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acresce que, como nota António Costa e Silva em texto publicado neste caderno, Vladimir Putin se prepara para utilizar uma outra fonte de energia, o gás natural, para restaurar o poder e influência da Rússia, fazendo dela «a superpotência energética de que todos devem depender e, por isso, pagar um preço político». Para além do jugo geoestratégico, a outra consequência será inevitavelmente a subida do preço do gás natural.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto, e como é liminarmente evidente, os bancos centrais, em especial o BCE, estão particularmente sensíveis às tensões inflacionistas, pelo que é de esperar novos aumentos das taxas de juro: dos 2,75% actuais ninguém se espantará se chegarmos ao final do ano nos 3,25% ou mesmo 3,5%. Temos assim, pela frente, o pior cenário possível: aumento do custo do dinheiro e do barril do petróleo, acompanhado pela necessidade de continuar a reduzir o défice, quer por via da diminuição das despesas quer do aumento das receitas - tudo tendo por pano de fundo um crescimento ainda muito fraco e uma subida sustentada do desemprego, agravada pelo mediatismo de certos casos, como o encerramento da fábrica da General Motors na Azambuja.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Num quadro destes, ou desistimos ou vamos à luta. Na verdade, não há duas hipóteses: temos mesmo de ir à luta. E há alguns bons sinais. O crescimento, embora insuficiente, está a ser empurrado pelas exportações, com destaque para os mercados fora da União Europeia (Angola, China e Estados Unidos). Existe um conjunto de empresas que se estão a afirmar nos mercados externos, desde sectores mais tradicionais (Efacec, Valadares, Renova, Mota Engil, Grupo Pestana, Vila Galé...) até às de tecnologias de informação, passando por filiais das multinacionais instaladas no país (Siemens, Bosch, Vulcano, Autoeuropa...). E há uma consciência crescente que - embora o Estado tenha de fazer o seu trabalho de casa, apertando o cinto e parando de absorver recursos necessários para a economia - a sociedade civil, trabalhadores e empresas, tem de fazer a sua parte, trabalhando melhor e investindo com mais qualidade. Como a selecção nacional mostrou, não temos nada de genético que nos condene a ser inferiores aos outros. Também na economia há várias empresas que estão a dar o mesmo exemplo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-115314360129115136?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/115314360129115136/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=115314360129115136' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/115314360129115136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/115314360129115136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/07/nova-economia.html' title='A nova economia'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-115011242222450047</id><published>2006-06-12T12:37:00.000+01:00</published><updated>2006-06-12T12:40:22.246+01:00</updated><title type='text'>E será que se a pode tirar a quem já a tem?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;RELAÇÃO LISBOA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nacionalidade rejeitada a indiana por não saber hino&lt;br /&gt;"TSF" - 12/06/2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"Uma cidadã indiana viu rejeitada a sua pretensão de se tornar portuguesa, apesar de dominar perfeitamente o português e viver em Portugal desde 1997. O Tribunal da Relação de Lisboa entende que esta indiana revelava total desconhecimento da cultura portuguesa, não sabendo mesmo o hino nacional.&lt;br /&gt;( 09:10 / 12 de Junho 06 )&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O Tribunal da Relação de Lisboa rejeitou a nacionalidade a uma cidadã indiana casada com um português há nove anos, alegando que esta, apesar de falar fluentemente o português, revelava total desconhecimento pela cultura portuguesa.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Segundo o «Público», a indiana de 33 anos, que vive desde 1997 em Portugal, que tem dois filhos nascidos em Portugal e que habita em casa própria, não sabe nem a letra, nem a música do hino português, nem conhece nenhuma figura relevante da cultura portuguesa.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Por isso, o tribunal decidiu rejeitar a pretensão da cidadã indiana, uma vez que esta não provou a «sua ligação efectiva à comunidade nacional», o que levou o tribunal a considerar no seu acórdão que «o desejo de adquirir a nacional portuguesa prende-se exclusivamente com o facto do seu marido e filhos terem a nacionalidade portuguesa».&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«Revelou um desconhecimento da absoluta da história, cultura e realidade política portuguesas. Praticamente nada sabe sobre estas matérias, nenhum interesse ou curiosidade tendo revelado, ao longo destes anos em que passou a viver em Portugal, em tomar conhecimento - ainda que perfunctório - com esses temas», acrescenta o acórdão.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;A cidadã indiana, que tem os seus filhos perfeitamente integrados na comunidade local, que é sócia de dois estabelecimentos comerciais e que está a tirar a carta de condução, tinha invocado a lei da nacionalidade para adquirir a nacionalidade portuguesa.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O artigo três desta lei diz que o «estrangeiro casado há mais de três anos com nacional português pode adquirir a nacionalidade portuguesa mediante declaração feita na constância do matrimónio».&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Este artigo é complementado pela necessidade de ser o requerente a fazer prova da efectiva ligação à comunidade nacional, nunca sendo referida na mesma lei a necessidade de se ter conhecimentos cultura, história ou música, nem sequer da necessidade de se saber o hino nacional."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-115011242222450047?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/115011242222450047/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=115011242222450047' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/115011242222450047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/115011242222450047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/06/e-ser-que-se-pode-tirar-quem-j-tem.html' title='E será que se a pode tirar a quem já a tem?'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-115011179369301828</id><published>2006-06-12T12:25:00.000+01:00</published><updated>2006-06-12T12:29:53.696+01:00</updated><title type='text'>Se calhar com isso já não se lidaria tão bem</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As outras metas que devíamos alcançar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nicolau Santos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Expresso" - 10/06/2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«AGORA que nos preparamos para colocar o destino do país durante o próximo mês nos pés de onze homens e que definimos como meta mínima chegar aos oitavos-de-final no Mundial de futebol, era bom que apontássemos para outros objectivos bem mais importantes e que rejubilássemos com outras vitórias. Por exemplo:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1- Colocar o país a crescer a uma taxa de 4% ao ano até 2010. É possível, já por lá andámos no final da década de 80 e é desesperadamente urgente. Sem um crescimento acima da média comunitária, consistente, não só continuaremos a afastar-nos da média comunitária e a empobrecer em termos relativos, como teremos grande dificuldade em evitar o agravamento do desemprego, que só começa a cair a partir do momento que a economia está a crescer acima dos 2%.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2- Acabar com as situações de exclusão social ou de pobreza envergonhada que atingem dois milhões de portugueses em dez anos. Um país que carrega o negro troféu de ser o Estado da União Europeia onde as desigualdades sociais são maiores, a par de ter um dos rendimentos «per capita» mais baixos, não pode deixar de fazer um enorme esforço para reduzir as chagas sociais que o atingem. E as empresas têm o dever de contribuir para esse objectivo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;3) Tornar Portugal um país atractivo para técnicos e investimentos estrangeiros, transformando-nos na Califórnia da Europa. Isso implica desburocratizar, descer impostos, flexibilizar o mercado da habitação, oferecer bons serviços de saúde, divulgar a qualidade de vida do país no estrangeiro - mas também criar um ambiente cultural efervescente, que faça sentir bem quem decidir vir viver para Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;4- Desenvolver continuadamente uma cultura de sucesso, que incentive o mérito e a excelência, em detrimento da inveja e da mediocridade. Portugal tem inúmeras facetas positivas na arquitectura, na música, no mundo empresarial, na ciência, na inovação, no turismo - e tem inúmeras personalidades, que vivem no país ou no estrangeiro, que se distinguem brilhantemente nas suas áreas de actividade. Há que divulgar continuadamente esses exemplos. Haverá muitos jovens que os quererão imitar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nós somos o país de Saramago e Lobo Antunes, de Siza Vieira e Souto Moura, de Maria João Pires e António Damásio, de Cutileiro e Cargaleiro, de Paula Rego e Júlio Pomar, de Pessoa e Amália, de Mourinho, Figo e Cristiano Ronaldo. Com estes rostos é fácil fazer uma grande campanha de imagem.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;P.S. - Já agora, alguém pode explicar porque é que, tendo nós o melhor treinador do mundo (José Mourinho), não é ele o treinador da selecção nacional?»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-115011179369301828?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/115011179369301828/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=115011179369301828' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/115011179369301828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/115011179369301828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/06/se-calhar-com-isso-j-no-se-lidaria-to.html' title='Se calhar com isso já não se lidaria tão bem'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-115011152213609552</id><published>2006-06-12T12:23:00.000+01:00</published><updated>2006-06-12T12:25:22.906+01:00</updated><title type='text'>E agora?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Altri fica com Celbi"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Christiana Martins&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Expresso" - 10/06/2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«PAULO Fernandes foi quem ofereceu mais e, por isso, acabou por comprar a fábrica de pasta da Celbi à Stora-Enso, por 428 milhões de euros. Para o grupo escandinavo Stora-Enso, a mais-valia será de 170 milhões. A aquisição vai permitir à Altri conquistar dimensão no segmento industrial. A Altri passa a estar em concorrência directa com o grupo Portucel Soporcel, que tem uma das suas unidades fabris mesmo em frente à fábrica da Celbi, na Figueira da Foz. A operação de aquisição deverá estar concluída até fim de Setembro.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A venda da Celbi foi considerada um desinvestimento estratégico para o grupo Stora-Enso. «Estamos a focar a nossa estratégia no Brasil, onde o primeiro passo será o arranque da fábrica de pasta de papel Veracel», afirmou em comunicado Jukka Harmala, CEO da Stora-Enso. Inaugurada em Setembro de 2005, a Veracel tem capacidade para produzir, anualmente, 900 mil toneladas de celulose branqueada de eucalipto e é considerada uma das fábricas mais avançadas do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As vendas da Celbi alcançaram, em 2005, 137 milhões de euros, dos quais 55 milhões foram vendas internas à Stora-Enso. A fábrica da Figueira da Foz tem uma capacidade de produção anual de 315 mil toneladas de pasta de fibra de eucalipto. Metade da matéria-prima é obtida a partir das próprias plantações da Celbi, avaliadas em 41 mil hectares e 18 milhões de euros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Altri justifica a aquisição da Celbi com a obtenção de sinergias resultantes da gestão conjunta das três fábricas de pasta - Celbi, Celtejo e Caima - e dos activos florestais, avaliadas em cerca de 80 milhões de euros. O novo grupo passará a ter uma capacidade de produção de pasta de 640 mil toneladas/ano a partir de 2008. O mercado europeu de pasta branqueada de eucalipto foi de 8,2 mil milhões de toneladas/ano em 2005 e, de acordo com uma apresentação para analistas preparada pela Altri, a Celbi terá dos mais reduzidos custos de produção de pasta na Europa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A curto prazo, o projecto de expansão da Altri prevê aumentar a produção da fábrica da Figueira da Foz para 330 mil toneladas de pasta de papel. A aquisição foi financiada pelo BPI e pelo Caixa Banco de Investimento. O grupo liderado por Paulo Fernandes afirma que, para financiar a compra da Celbi, não terá de proceder a qualquer aumento de capital.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os ganhos e as perdas&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Altri surgiu em Fevereiro de 2005, através da separação dos activos industriais do grupo Cofina, cuja denominação passou a abranger apenas os activos relacionados com os «media». Celulose do Caima/Celtejo e F. Ramada Aços e Indústrias passaram a constituir o universo da Altri.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na corrida à Celbi, ficaram para trás o grupo espanhol Ence, a Portucel, Manuel Champalimaud e o fundo de investimento TDR. No mercado, avançava-se que a venda da Celbi deveria ficar entre 300 e 400 milhões de euros, valor que acabou por ser ultrapassado.»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-115011152213609552?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/115011152213609552/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=115011152213609552' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/115011152213609552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/115011152213609552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/06/e-agora.html' title='E agora?'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114657664757607814</id><published>2006-05-02T14:27:00.000+01:00</published><updated>2006-05-02T14:30:48.970+01:00</updated><title type='text'>Concordo tanto que até duvidei que tivesse sido ele a escrever</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Trata-me por tu"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Jorge Fiel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Expresso" - 29/04/2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"QUANDO se doutorou, Marcelo Rebelo de Sousa era administrador do «Semanário». Mal concluiu as provas, a primeira coisa que fez quando chegou ao jornal foi instruir secretárias e telefonistas sobre a nova forma de tratamento a que tinha direito. De ora em diante, quem telefonasse a pedir para falar com o doutor Marcelo seria elegantemente corrigido - «E quem é que deseja falar com o professor Marcelo?».&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nós, os portugueses, adoramos títulos. Uma pessoa tão genial como Marcelo não resiste à vaidade de ser tratado por professor - e quando quer dar uma canelada por baixo da mesa ao seu colega-professor-doutor (e correligionário) Cavaco, faz o «downgrading» de se lhe referir como «o doutor Cavaco».&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa tão encantadora como Miguel Horta e Costa não resistiu e mal pôde apoderou-se do título de barão, que vai acumular com o de comodoro da marina da Cascais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nós os portugueses, antes de sermos Manuéis, Isabéis, Antónios ou Marias, somos doutores, engenheiros, arquitectos, embaixadores, coronéis, professores, viscondes ou comandantes. E se, de algum modo, nos tornamos relevantes e se uma falha lamentável na nossa formação académica nos deixou nus, desprovidos de um título para anteceder o nome próprio, há sempre um Presidente da República para disfarçar a coisa, fazendo-nos comendadores, uma verdadeira praga a que não lograram escapar pessoas valiosas, que eu prezo e admiro, como Joe Berardo, Joaquim Cardoso ou Horácio Roque - ou até o meu amigo e colega Nicolau Santos, que até nem precisava pois já é doutor (licenciado).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esta nossa atracção pelos títulos é um péssimo sintoma. Revela uma sociedade doente, onde a pompa conta mais do que o mérito, em que é possível camuflar a incompetência com um título impresso a relevo por baixo do nome, no cartão de visita. A mudança de cultura e mentalidades de que precisamos, para sermos mais prósperos e vivermos melhor, vai revelar-se em sinais, no dia-a-dia. O tratamento por «você» vai tornar-se arcaico, como aconteceu ao «usted» espanhol. Nas empresas e em sociedade, as pessoas vão passar a tratar-se pelo nome em vez do título académico. Os «open space» nos locais de trabalho, que estão na moda nos locais de trabalho (aqui no Expresso o nosso espaço tornou-se esta semana ainda mais aberto com a retirada dos armários altos), não podem ser só físicos - também têm de ser relacionais e mentais."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114657664757607814?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114657664757607814/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114657664757607814' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114657664757607814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114657664757607814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/05/concordo-tanto-que-at-duvidei-que.html' title='Concordo tanto que até duvidei que tivesse sido ele a escrever'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114605729620900973</id><published>2006-04-26T14:12:00.000+01:00</published><updated>2006-04-26T14:14:56.213+01:00</updated><title type='text'>Tirou-me as palavras da boca, hehehehe!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Estava-se mesmo a ver"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Miguel Esteves Cardoso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Expresso" - 22/04/2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"Às vezes parece que o maior terror dos portugueses é darem a impressão de estarem a tomar &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;conhecimento dalguma coisa. Mesmo nas situações mais banais. Faltando meia hora para a retirada da empregada bendita e continuando a faltar uma camisa engomada para vestir, chama-se-lhe com sonsice a atenção: «Ó Dona Manuela, por acaso não me fazia o enorme favor de me passar uma camisa qualquer?» Mas ela, em vez de se fingir surpreendida, para disfarçar a incúria de deixar o patrão em tronco nu, prefere sempre fazer-se sabedora e informadíssima acerca do assunto. E vai logo, muito fresca: «Por acaso já tinha reparado que o senhor não tinha camisas passadas...»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E alonga-se cruelmente na demonstração de eu não lhe estar a ensinar nada: «Quando fui pendurar um casaco, lembrei-me de ir ver o camiseiro. E estava vazio... Até achei estranho, mas pensei que talvez a senhora as tivesse levado... E pensei assim para mim: o melhor é ir passar uma camisa do senhor, porque ele pode precisar. Só que, depois, com as pressas, esqueci-me... Deixe lá ver a camisa que eu passo-lha num instantinho!»&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esta estranha preocupação de simular omnisciência vai da área doméstica à académica. Recomenda-se a um aluno ou colega um livro acabado de sair de um autor desconhecido e ele assegura imediatamente: «Sim, sim... já tinha lido uma referência e estive quase a encomendá-lo... parece que é muito bom, não é?» Se o homem prevenido vale por dois, o português vale por mil porque, mesmo quando o apanham desprevenido, faz questão de «desdesprevenir-se» instantaneamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Poderá parecer que tal fobia à tomada de conhecimento traduz um certo ódio à aprendizagem em geral. Mas não. Quando muito, atrapalha o processo. Diz-se ao amigo: «Já ouviste o último disco dos Chorizo Omelette?» E ele até quer saber como se chama e como é - não quer é fazer figura de parvo. E daí que responda: «Já ouvi, já - então não! Mas olha, vê tu que escrevi o nome num bloco que eu tenho ao pé do computador e... como é que é que se chama?»&lt;br /&gt;Quando se presta uma informação a um português, ele informa-se sub-repticiamente. Recusa-se a ficar atolado na ignorância. Tanto mais que tem sempre a amabilidade de nos dar os parabéns: «Pois claro! É isso, é... Tens razão! É esse o nome do último disco dos Chorizo Omelette! Estava farto de saber, só que, pronto, já sabes como é... um gajo está em casa e tal, na maior, mas toca o telefone, mais os miúdos e o cão, pá...»&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando alguém ouve ou lê uma coisa que se tenha escrito, o elogio é invariavelmente dizerem-nos que era aquilo mesmo que tinham pensado. Passam-se meses a observar e a escrevinhar e o leitor agradecido não se contém: «É incrível como você pôs em palavras coisas que eu tinha pensado já há muito tempo...!» Fica-se sempre com uma sensaçãozinha de ladroagem. E um eco indesejado daquela cantilena horrenda que asseverava: «Só nós dois é que sabemos.»&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A atitude epistemológica portuguesa resume-se da seguinte maneira: «eu sei tudo, mas é tanta coisa que a certa altura esqueço-me completamente. Como é que era aquilo? Tu, em contrapartida, sabes muito mas não tanto como eu, atenção. Tens é uma memória do caraças.» Anseia-se por aquelas duas palavras que não envergonham as outras raças e que tantas vezes conduzem ao esclarecimento: «não sei». Ou três: «não fazia ideia». Mas em Portugal, fora as repartições públicas, isso não existe. E mesmo nas repartições públicas é mais «Eu sei mas não lhe digo». Vivemos no império do «eu já soube...»; do «está na ponta da língua...»; do «eu tinha a obrigação de me lembrar mas, sabe, é tanta coisa e a cabeça já não dá para o que dava...»&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ser português é fingir que se sabe tudo mas querendo saber umas coisinhas ao mesmo tempo. Ficar surpreendido é dar parte fraca, pelo que a aprendizagem tem de fazer-se de uma posição de força, um bocado bruta até. A atitude dos portugueses perante uma novidade interessante é mostrar fastio e condescendência. A formulação típica é: «Olhe, não me está a dar novidade nenhuma, que eu isso já estava farto de saber... e, aliás, estive mesmo para lhe chamar a atenção precisamente para isso, só que faltava-me uns elementos, não sei se está a ver...»&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O facto desta pose de omnisciência não enganar ninguém só a torna mais incompreensível e encantadora."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114605729620900973?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114605729620900973/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114605729620900973' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114605729620900973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114605729620900973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/04/tirou-me-as-palavras-da-boca-hehehehe.html' title='Tirou-me as palavras da boca, hehehehe!'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114605713433771587</id><published>2006-04-26T14:09:00.000+01:00</published><updated>2006-04-26T14:12:14.340+01:00</updated><title type='text'>Mais um toque de genialidade...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Óculos à Onassis"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Jorge Fiel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Expresso" - 22/04/2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"RUI Abecassis, um dos responsáveis do ICEP em Nova Iorque, começou este ano a usar uns impressivos óculos de massa à Onassis. Rui vê tão bem como um falcão. Os óculos, que lhe custaram um dinheirão (creio que são Armani), não têm graduação. São um instrumento de trabalho, um acessório para evitar que o seu rosto, correcto mas vulgar, continuasse a naufragar no mar das apresentações, apertos de mão e trocas de cartões de visita e piadas rápidas, que sublinham os milhares de eventos de negócios que sacodem o dia-a-dia da Big Apple.&lt;br /&gt;Os óculos à Onassis foram o passaporte para a cara de Rui Abecassis emergir do anonimato. Desde que os usa, o homem do ICEP em Nova Iorque passou a ouvir mais vezes o «Sim, claro que me lembro da sua cara!» em vez do tradicional e desanimador «Desculpe, mas não estou a lembrar-me de onde o conheço…».&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;A vedeta da recente exposição Big Bang, no Centro Pompidou, foi a instalação «Attempt to raise hell», do americano Dennis Oppenheim, que consiste num boneco, vestido de preto e sentado num pequeno palco, que periodicamente dá uma sonora cabeçada num sino de bronze suspenso à sua frente.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O barulho ensurdecedor - não é por acaso que a obra se chama tentativa de criar o inferno… - propagava-se por todo o andar do Beaubourg, atraindo os curiosos, que demoravam mais tempo com a instalação de Oppenheim, a tentar perceber como é que o sino era tocado, do que a apreciar e decifrar as obras maiores de Magritte, Bacon, Mondrian ou Pollock que constavam desta exposição sobre a destruição e a criação na arte do século XX.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Os óculos à Onassis melhoraram a imagem e reconhecimento de Rui Abecassis, mas não evitam que os jornais nova-iorquinos continuem a mandar vendedores de publicidade (em vez de jornalistas) aos eventos que ele organiza.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O facto da instalação de Oppenheim atrair mais olhares e atenções que «Petite fille sautant à la corde» não faz de «Attempt to raise hell» uma obra melhor do que aquela estátua em que Picasso nos conseguiu transmitir a sensação de que a figura quer escapar da força de gravidade terrena.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Sócrates usa óculos à Onassis (vide «jogging» matinal da baía de Luanda) e está sempre a tocar o sino (vide Simplex, PRACE, pacotes de investimento estrangeiro). Mas a inflação está descontrolada, os juros sobem, a despesa pública derrapa, não se vê meios da economia melhorar, o prudente Constâncio está pessimista e o gigantesco esforço de rapar o tacho da equipa fiscal não vai chegar para salvar o Orçamento 2006.&lt;br /&gt;Não basta ter boa imagem, agitar-se como uma varinha mágica e garantir a Stanley Ho que Portugal não está em crise, para que a crise desapareça. O primeiro-ministro é um bom político, mas não é o Luís de Matos."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114605713433771587?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114605713433771587/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114605713433771587' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114605713433771587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114605713433771587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/04/mais-um-toque-de-genialidade.html' title='Mais um toque de genialidade...'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114605693232310592</id><published>2006-04-26T14:06:00.000+01:00</published><updated>2006-04-26T14:08:52.326+01:00</updated><title type='text'>E é pena...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"O dinheiro não cai do céu, meus senhores!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nicolau Santos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Expresso - 22/04/2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;«OS MAIS recentes dados sobre a execução orçamental são muito preocupantes e permitem concluir 1) que vai ser dificilimo cumprir o Orçamento do Estado para 2006; 2) que este Governo também não conseguiu controlar a despesa, que cresceu acima do que estava previsto no Orçamento Rectificativo de 2005.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É verdade que o OE do ano passado foi elaborado por um Governo do PSD e pelo ministro Bagão Félix - e era uma completa ficção. O OE Rectificativo, da responsabilidade do PS, tentou evitar o descalabro total. Mas o facto é que o saldo orçamental em percentagem do PIB, o saldo orçamental excluindo medidas temporárias, o saldo orçamental primário e o saldo primário ajustado do ciclo pioraram todos em 2005 quando comparados com os três anos anteriores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O mais grave é que isto acontece num período em que os portugueses pagam cada vez mais impostos, fazendo com que a receita do Estado tenha atingido 41,9% do PIB no ano passado, contra 40,4% em 2003 e 41% em 2004.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, o Estado não faz dieta. Na verdade, a despesa pública segue sem freio: 45,7% do PIB em 2003, 46,3% em 2004 e 47,9% em 2005. A despesa corrente primária, enfunada pelo crescimento automático das transferências sociais, aumentou quase 7% no ano passado, o que, mais que inadmissível, é insustentável, sobretudo quando o PIB estagnou. E, como consequência, a dívida pública passou de 58,6% para 64%, outro sinal inquietante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Poderia haver uma esperança - a garantia de que, daqui para a frente, tudo vai ser diferente. Mas a OCDE afirma que são necessárias medidas adicionais e o Banco de Portugal lança dúvidas sobre o cumprimento das promessas do Governo. Por um lado, sublinha que o essencial do esforço de consolidação este ano estará ainda concentrado do lado da receita, que suportará cerca de dois terços do ajustamento previsto. Por outro, duvida de um conjunto de medidas anunciadas (a regra da saída de dois funcionários para entrar apenas um, o não aumento dos pagamentos sociais) e lembra que outras (reforma da administração central e revisão do sistema contributivo da função pública) só terão efeitos em 2007.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estamos, pois, a entrar numa fase em que não bastam só discursos corajosos, é preciso começar a ver resultados. Ora o forte crescimento da despesa corrente primária no ano passado deixa inquietos todos os que consideram que os socialistas só sabem governar atirando dinheiro para os problemas - porque pensam que ele cai do céu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;2006 é, pois, um ano decisivo para a credibilidade deste Governo. Não há conjuntura externa, por pior que seja - e é, com o petróleo a caminho dos 80 dólares e o aumento das taxas de juro -, que justifique que o Estado continue a engordar, enquanto os portugueses apertam o cinto. E ninguém aceitará que o desequilíbrio orçamental venha de novo a ser resolvido à custa do aumento dos impostos - porque o problema não é cobrar mais, é gastar menos ou, por outras palavras, é inviável sustentar este modelo de funcionamento.»&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114605693232310592?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114605693232310592/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114605693232310592' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114605693232310592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114605693232310592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/04/e-pena.html' title='E é pena...'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114605674599016577</id><published>2006-04-26T14:03:00.000+01:00</published><updated>2006-04-26T14:09:33.356+01:00</updated><title type='text'>vai uma passa?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Casino Portugal"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Miguel Sousa Tavares&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;22/04/2006 - "Expresso"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«NÓS tínhamos uma lei contra o fumo em locais públicos que era suposto ter entrado em vigor em Janeiro passado: era uma lei sensata e justa, que defendia a liberdade de escolha dos estabelecimentos, os direitos dos fumadores e dos não-fumadores. Mas o novo governo cancelou-a, dizendo que ia estudar melhor o assunto. Logo temi o pior: uma lei mais «moderna», radical, «fracturante». Não há nada que os nossos governos mais gostem do que imaginarem-se à moda, sobretudo se isso apenas implica o trabalho de proibir e não implica diminuição das receitas do Estado. O governo não quer proibir a venda e consumo de tabaco - longe disso! - porque isso significaria um abalo nas receitas públicas. O governo não quer que as pessoas deixem de fumar - e por isso não se propõe participar ou descontar nos tratamentos e medicamentos para tal. Quer que continuem a fumar, mas longe da vista e perto do fisco, ao mesmo tempo que faz passar a ideia de que está a «defender a saúde pública». E tem o apoio das sondagens, sabendo que os portugueses adoram ver proibidos aos outros aquilo que eles não gostam ou não praticam. Aliás, é tão funda a mentalidade salazarista da proibição, que nos inquéritos de rua até há fumadores que defendem a proibição do fumo.&lt;br /&gt;Suponho que, depois de ter proibido o fumo em todos os locais públicos fechados, depois de ter transformado o acto de fumar numa coisa vexatória e clandestina, o governo se prepare para atacar outros vícios privados que são casos de saúde pública. O álcool e a má alimentação, por exemplo. É escusado enumerar os malefícios clínicos e sociais do álcool: muito pior do que deixar fumar numa discoteca é servir «shots» aos miúdos que depois se vão viciar nisso ou virar suicidas na estrada. Quanto à alimentação, é sabido que o seu mau uso é a maior causa de doenças de toda a ordem e respectivas despesas sociais. Muito pior do que fumar num restaurante é comer num McDonalds. Porque não os proíbem? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que vale é que isto é Portugal e há sempre volta a dar. Fiquei a saber, por exemplo, que a bordo do avião do primeiro-ministro para Angola, onde viajava um terço do PIB nacional - num louvável esforço ético para enriquecer ainda mais a nomenclatura da Grande Família do Futungo de Belas, à custa dos angolanos - era permitido fumar. Aqueles de nós que não conseguirem deixar o vício, têm sempre essa última esperança: serem eleitos primeiros-ministros e associarem o vício privado com a pública virtude. Outra excepção é o vício do jogo, entre nós tratado oficialmente como «investimento» e «indústria turística».&lt;br /&gt;Esta semana, Stanley Ho veio a Portugal inaugurar o seu segundo Casino - o muito publicitado Casino Lisboa, fruto dos delírios da gestão camarária de Santana Lopes, que, ao resolver financiar a impossível ressurreição de uma coisa mais do que medíocre chamada «teatro de revista», conseguiu deixar a Câmara de Lisboa entalada e o Parque Mayer encalhado de vez, ao mesmo tempo que dava ao arquitecto Frank Ghery o seu melhor contrato de sempre, à Bragaparques uma fortuna e ao senhor Ho o cumprimento do «sonho antigo de dotar Lisboa de um casino». Que, como se calcula, fazia uma falta tremenda à cidade e à economia dos seus habitantes - os quais, segundo as previsões da Estoril-Sol, num ano e meio de vício, amortizarão todo o investimento e dentro de dois anos já lá estarão a deixar 125 milhões de euros de receita. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pois, Stanley Ho - que, para todos os efeitos e dêem-se as voltas ao texto que se derem - faz fortuna à custa do vício alheio, teve o privilégio de ser recebido em audiência privada pelo Presidente da República e pelo primeiro-ministro. E, para a inauguração do seu casino, contou com o ministro da Economia e a ministra da Cultura (realmente, os casinos adoram ter uma caução cultural e lá fazem uns concertos e umas exposições de pintura, mas aquilo digamos que está para a cultura como a música militar está para a música...).&lt;br /&gt;Mas, não me interpretem mal: uma das raras virtudes que eu tenho é gostar de vícios. Também gosto de jogar e de ir a casinos. Mas, se tanto, vou uma vez cada dois anos a um casino, onde adoro sentar-me na mesa do «blackjack», pedir um whisky e (oh, escândalo!, oh incongruência!)... acender um charuto. Porque conheço histórias de tragédias pessoais e familiares causadas pelos casinos, ao pé das quais o cancro de pulmão é um simples acidente vital, mantenho-me prudentemente longe. Não defendo a sua proibição porque, acima de tudo, acredito na liberdade de determinação individual, mas, por favor, o mesmo governo que me quer tratar como proscrito por ser fumador, não me venha vender um casino como investimento de interesse público! Fiquem com a receita para os cofres do Estado, mas abstenham-se de hipocrisias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Particularmente, acontece ainda que eu não gosto da personagem Stanley Ho. Não da pessoa, que não conheço, mas da personagem. E não gosto, desde que, aqui há uns anos, no EXPRESSO, li a única entrevista que o vi dar: perguntavam-lhe, a certa altura, se ele jogava, e ele respondeu, quase ofendido, que não, nunca, jamais. A mesmíssima moral de um governo que cobra em impostos dois terços do preço de cada cigarro e finge querer que as pessoas deixem de fumar. Faz-me lembrar um poema da minha mãe: «As pessoas sensíveis não gostam de ver matar galinhas/ porém, gostam de comer galinhas».&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Aqui há umas semanas, também no EXPRESSO, li um trabalho sobre Stanley Ho, onde, a certa altura, um daqueles portugueses influentes que tanto lhe devem, afirmava isto: «Portugal deve muito a Stanley Ho!». E eu fiquei a pensar se seria distracção minha ou se, de facto, não existe nenhuma indústria, nenhuma fábrica, nenhuma exploração agrícola, nenhum bairro social, nenhuma empresa tecnológica, feita em Portugal pelo senhor Ho. Se é distracção minha ou o 84º homem mais rico do mundo não doou a Portugal um hospital, um museu, uma universidade, um centro cultural, um monumento. Ou, mais modestamente, uma ala de hospital, um laboratório de universidade, um centro de terceira idade, um prémio científico ou cultural, uma sala de museu, caramba!, um jardim público! Dizem que, com o novo Casino Lisboa, mais o do Estoril, o comendador Ho terá criado 900 postos de trabalho. Mas alguém tem de trabalhar para ele para que ele possa facturar 125 milhões por ano, só em Lisboa. E, por mais ordenados que ele pague, nunca se compararão àqueles que os seus casinos arrecadam dos jogadores, todos os meses. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;De modo que, desculpem este desabafo, mas às vezes penso que, ou eu estou a ficar senil, ou o mundo está de pernas para o ar: exaltam-se as virtudes hipócritas e perseguem-se os vícios honestos. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Deixem lá o cigarro na boca do Malraux! E do Bogart e, já agora, do Corto Maltese!»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114605674599016577?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114605674599016577/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114605674599016577' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114605674599016577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114605674599016577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/04/vai-uma-passa.html' title='vai uma passa?'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114562692995821444</id><published>2006-04-21T14:36:00.000+01:00</published><updated>2006-04-21T14:42:09.970+01:00</updated><title type='text'>A pechincha</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Audi de Santana Lopes trocado por dois Golf ecológicos"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Anabela Mendes &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Público" - Quarta, 19 de Abril de 2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;«O carro do anterior presidente da Câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes, um Audi topo de gama, foi trocado por dois Volkswagen Golf, a diesel e gás, dando por terminada a saga que durante alguns meses envolveu a viatura. Segundo o vereador das Obras Municipais, Pedro Feist, também responsável pela frota da autarquia, o Audi tinha sido adquirido por 99 mil euros e os dois novos carros, que deverão chegar à câmara na próxima semana, têm um valor comercial de cerca de 66 mil euros. "Desta forma, pode dizer-se que o Audi não foi um mau negócio, pois tratou-se de uma espécie de aluguer que custou, durante quatro anos, apenas 33 mil euros à autarquia", explica o responsável. De acordo com Pedro Feist, quando Santana Lopes chegou aos Paços do Concelho havia dois veículos Volvo, do tempo de João Soares, "já com muito uso e que passaram para o serviço de dois directores municipais". De acordo com aquele responsável, Santana Lopes começou por ter um Lancia, que deu muitos problemas. "Foi feita uma sondagem junto de outros municípios e mesmo junto de alguns secretários de Estado, para saber o valor e qualidade das viaturas, e na altura recebi uma proposta dos agentes da Audi, que nos cediam um carro de serviço, com cerca de seis mil quilómetros, 30 mil euros abaixo do valor de mercado", explica. O vereador diz que o recomendou "com insistência" a Santana Lopes, pois não via nenhuma razão para que "o presidente da Câmara de Lisboa não tivesse um carro daquela qualidade", atendendo ao bom preço a que era apresentado. "É lamentável que Santana Lopes tenha sido objecto de especulação e até de ofensas quando a ele não cabiam responsabilidades directas, mas a mim, que recomendei o carro", garante. O vereador relembra ainda que recebeu contactos directos de particulares interessados na compra do Audi presidencial, que remeteu sempre para as hastas públicas, onde "estranhamente esses interessados nunca apareceram a licitar a viatura".»&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114562692995821444?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114562692995821444/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114562692995821444' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114562692995821444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114562692995821444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/04/pechincha.html' title='A pechincha'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114469117728392641</id><published>2006-04-10T18:40:00.000+01:00</published><updated>2006-04-10T18:46:17.736+01:00</updated><title type='text'>Pois...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"A inevitável derrota"&lt;br /&gt;Eduardo Prado Coelho &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Público - 10/04/2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«A carreira de Sporting tem sido bastante impressionante. A partir de uma equipa desmoralizada, e sem consistência, herança de um Peseiro a que Dias da Cunha estava afeiçoado, Paulo Bento chegou de um modo um pouco inesperado. Era uma solução que vinha de dentro, e parecia uma daquelas soluções de recurso que não têm futuro. Uma espécie de "o programa continua dentro de momentos. Contudo, Paulo Bento começou por revelar-se no modo de falar. Não afirmou que ia ganhar tudo, como fizera Peseiro, no seu estilo de Mourinho frustrado. Paulo Bento é um pragmático, um positivista: para ele os factos são uma realidade tangível, um pão é um pão e um queijo é um queijo, e os jogadores do Sporting são os jogadores que o Sporting tem. Lançou alguns, como Nani, coqueluche da massa associativa, Tentou outros, como André Marques por exemplo, mas logo se apercebeu de que um grande clube não pode ser um jardim de infância.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Mas a forma altamente determinada, a voz segura, o discurso bem articulado, uma certa filosofia da vida mostraram que temos homem. Sem o lado intelectual de Boloni e os seus cadernos de apontamentos. Sem o popularismo sem garra de José Peseiro, num equilíbrio entre a capacidade de pensar o jogo e de estar no terreno, quase dentro do campo, a sentir como os jogadores. E foi implacável nos aspectos de disciplina. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Encontrou um Ricardo inseguro que pouco a pouco foi recuperando. E criou uma defesa sem golos sofridos semana após semana. Uma defesa onde Polga ou Tonel e Abel justificaram a sua contratação. Mas o ataque parece algo à deriva. Douala perdeu a forma depois de a ter tido. Certos nomes como Deivid, Romagnoli ou Koke, ainda não argumentaram o suficiente para nos surpreenderem e convencerem. O Liedson é de facto um jogador extraordinário, mas o ataque do Sporting vive demasiado em torno das suas capacidades. Se Liedson não está feliz, a equipa fica infeliz. E Sá Pinto é um prodígio de energia e entusiasmo, mas a idade não perdoa e ele compensa em denodo certa escassez de virtudes. Por outro lado, depois de um arranque impressionante, José Moutinho, um jogador notável, tem tido altos e baixos. É a vida, como diria o nosso engenheiro, numa dessas exclamações que não dizem nada e afinal dizem tudo. Carlos Martins joga brilhantemente um em cinco jogos. Nunca se sabe qual é o jogo que escolheu para ser brilhante, mas quando é, é mesmo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O que se passou sábado foi talvez um excesso de expectativas que se confirmava nas multidões mais ou menos mascaradas de sportinguistas eufóricos. De certo modo, todos sabiam que era um jogo difícil, mas ninguém acreditava na derrota. Amigos meus seguiram aquele princípio irracional mas reconfortante de que a sua presença podia dar azar ao Sporting. Eu também pensava isso no mau tempo das derrotas, mas tive a esperança de que a maldição tivesse sido ultrapassada. Ainda tentei vários truques para sacrifício do olhar, ir à casa de banho e ficar de ouvido à escuta, passear pelos corredores, ou tomar um café. Nada deu resultado. Logo no estilo esgarçado dos primeiros minutos, e no meio de uma arbitragem de um "cartocompulsivo", se percebeu que o Sporting não encontrava o fio ao jogo e estava um bocado perdido. Estas coisas sentem-se, e também se pressentem. A partir de certa altura já sabia que seríamos derrotados, que sairíamos todos acrabunhados. Augusto Santos Silva, que é um homem de equilíbrios parlamentares, acusou as cores escuras com que eu estava vestido de manifesto mau augúrio. Talvez tenha razão, mas para o caso tanto faz. Como diria a minha avó paterna, viemos ao mundo para sofrer. Com o Sporting, é claro.»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114469117728392641?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114469117728392641/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114469117728392641' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114469117728392641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114469117728392641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/04/pois.html' title='Pois...'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114287841635569199</id><published>2006-03-20T18:11:00.000Z</published><updated>2006-03-20T18:13:36.360Z</updated><title type='text'>Eu acho que ela se deixou afectar</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Fechar uma escola"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Clara Ferreira Alves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Expresso" - 18/03/2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"A escola D. João de Castro vai fechar. A notícia tem passado mais ou menos despercebida nos jornais, excepto para os interessados e envolvidos, os pais e alunos, o Ministério da Educação e a Câmara Municipal de Lisboa. Esta semana, a associação de pais resolveu meter o Estado em tribunal, exigindo indemnizações. Isto, porque «o clima de instabilidade que se vive na escola tem óbvios reflexos no desempenho dos alunos», segundo o jornal «Público». O Ministério da Educação, através da Direcção Regional de Educação de Lisboa, está a conduzir o processo de encerramento da escola. Ainda segundo a mesma notícia (assinada por João Pedro Henriques), «o encerramento foi anunciado há semanas, mas o processo iniciou-se no ano lectivo de 2001-2002, quando a escola deixou de ter 7.º ano. Nessa altura leccionava-se do 7.º ao 12.º ano, tendo a escola 660 alunos e agora só vai do 9.º ao 12.º, com 291 alunos. Numa primeira fase, foi dito que os alunos da D. João de Castro seriam transferidos para a Fonseca Benevides - cujos corpos directivos, aliás, também se queixaram, alegando não ter condições, nem pedagógicas nem de instalações, para receber os alunos da escola a encerrar». Agora fala-se de uma possível transferência para a escola Rainha D. Amélia. Segundo o secretário de Estado da Educação, seria «irrevogável» a intenção governamental de «suspender» o funcionamento da escola. Por um lado, os pais não sabem o que isto quer dizer, por outro lado, acham que a verdadeira intenção do Ministério e da DREL é a de mudar-se para as instalações da D. João de Castro. A Câmara de Lisboa, que não foi ouvida nem consultada no processo, aprovou uma deliberação contra o Governo, exigindo a suspensão de todos os encerramentos previstos das escolas do concelho. Por tudo isto se vê como está instalada a desordem. A Escola D. João de Castro, que tem um bom lugar no «ranking» nacional da escolas e tem tido bons resultados de sucesso escolar, faz parte de um grupo de escolas, antigamente chamadas liceus, que por sua vez fazem parte do passado e da tradição da cidade. Tal como a Pedro Nunes, a Maria Amália Vaz de Carvalho, a Camões, a D. Filipa de Lancastre, a Passos Manuel, entre outras, a D. João de Castro educou gerações de alunos, e serviu o bairro onde se inscreve e a cidade onde moramos todos. Fechar uma escola é um acto gravíssimo e que deve ser ponderado porque não são apenas as instalações que se fecham, fecha-se também um passado, uma memória colectiva, um pedaço da história pessoal dos habitantes. As instalações da D. João de Castro são de qualidade superior, do auditório ao pavilhão desportivo, do ginásio aos centros de recursos bem equipados, das salas de aula aos jardins. O edifício está em excelente estado, e pressente-se que, para todos aqueles que neste momento frequentam a escola, uma decisão pendente de encerramento deve ser, como alegam os pais, geradora de tensão e instabilidade para alunos e professores, prejudicando o desempenho escolar. As razões invocadas pelo Ministério, quaisquer que sejam, devem ter em conta a Câmara Municipal, que tem todo o direito a ser envolvida no processo, porque as escolas não são apenas uma responsabilidade do Governo mas também da cidade. A razão principal do encerramento deve ser aquela já invocada noutros casos não consumados. Já ouvimos falar no possível encerramento da Passos Manuel, e da Maria Amália Vaz de Carvalho, por falta de alunos e falta de dinheiro. A desertificação do coração de Lisboa e dos seus bairros antigos, a substituição de habitação popular e de baixa classe média por condomínios privados (cujos proprietários preferem as escolas e colégios privados para os seus filhos), levou à diminuição dos alunos das escolas do centro de Lisboa enquanto as escolas dos subúrbios crescem e rebentam pelas costuras. A perene falta de fundos do Ministério da Educação, sem meios financeiros para reabilitar escolas que estão, como estava a Maria Amália até há pouco tempo, em estado adiantado de degradação patrimonial, junta-se à razão anterior para decidir o fecho. Ora, as escolas públicas são e devem ser um meio de captação de habitantes e um modo de convencer os pais a não as trocar por escolas privadas, promovendo a excelência e o ensino de qualidade. Se uma escola está a cair, com os vidros partidos e os jardins secos, com a tinta a despegar-se das paredes e os muros derrubados, os alunos entram em debandada. Já escrevi aqui, justamente a propósito do possível encerramento da Maria Amália, a escola onde andei e uma escola que marcou o resto da minha vida, que a Maria Amália deveria ser arranjada e pintada em vez de encerrada, pondo termo à sua decrepitude e decadência física. Ainda hoje encontro e me correspondo com antigas e excelentes professoras da escola, entretanto reformadas, e que foram essenciais para a formação do carácter e da educação de tantos alunos, e eram unânimes em considerar o encerramento de uma escola assim um atentado histórico. Na altura, falava-se na reconversão da Maria Amália em condomínio privado, um desses crimes comuns em Lisboa, que matou cafés para instalar bancos, e destruiu bairros para instalar fortalezas. A Maria Amália está agora pintada e arranjada, com um aspecto glorioso que realça a beleza do edifício (já não se fazem escolas destas) e recomeça a atrair alunos. Parece que «está na moda ir para a Maria Amália», e acredito que a recuperação da escola está ligada à recuperação do edifício. A Pedro Nunes também anda a necessitar de obras, e assim, escola a escola, se recupera a vida da cidade. A Câmara Municipal tem toda a razão em exigir ser ouvida, porque os critérios economicistas ou funcionais não podem ser razões destrutivas. Pelo menos, antes de se pensarem em alternativas e em modos de atrair a população estudantil. No caso da D. João de Castro, alma mater de muito boa gente, não nos podemos dar ao luxo de a transformar em departamento administrativo. Uma escola é feita por prédios e pessoas, e uma cidade também. Espero que a D. João de Castro, como a Maria Amália Vaz de Carvalho, sobreviva."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114287841635569199?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114287841635569199/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114287841635569199' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114287841635569199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114287841635569199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/03/eu-acho-que-ela-se-deixou-afectar.html' title='Eu acho que ela se deixou afectar'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114287821554459824</id><published>2006-03-20T18:05:00.000Z</published><updated>2006-03-20T18:10:15.550Z</updated><title type='text'>Parecem-me mais "Fatias de Leão"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"As OPA ou o ano dos jovens leões"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nicolau Santos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Expresso" - 18/03/2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"DIGAMOS o óbvio: a OPA do BCP sobre o BPI não teria acontecido se Jorge Jardim Gonçalves e Artur Santos Silva fossem os presidentes das duas instituições. Na verdade, desde há muito que vigorava um pacto de não agressão entre os maiores banqueiros nacionais, embora os cenários de fusão amigável sempre tivessem sido motivo de conversas mais ou menos aprofundadas. A mudança de lideranças no sector, desejosas de se afirmar, alterou este frágil equilíbrio. Não nos iludamos, contudo: a OPA é protagonizada por Paulo Teixeira Pinto, mas é improvável que tenha sido lançada sem a concordância de Jorge Jardim Gonçalves. Este ou não faria a OPA ou fá-la-ia de outra maneira. Mas as novas lideranças, no BCP como na Sonae, precisam destas operações para provar que se libertaram da sombra tutelar dos seus antecessores.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;ESTABILIDADE POLÍTICA&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;As duas OPA são também consequência da estabilidade política que o país vive. No último ano, empresários, investidores, decisores, numa palavra, os «animal spirits» de que falava John Maynard Keynes, observaram o estilo e a forma de actuar de José Sócrates. E gostaram. Estão confortáveis com o Governo socialista e não esperam surpresas desagradáveis. A eleição de Cavaco Silva para Presidente da República veio reforçar a crença de que haverá estabilidade política até ao final da legislatura em 2009.&lt;br /&gt;A par disso, a Europa assiste a uma nova vaga de OPA’s como não se via desde os anos 90. De acordo com o gabinete de estudos Dealogics, as operações transfronteiriças na Europa, anunciadas desde o começo do ano, ascendem já a 173 mil milhões de dólares, o valor mais elevado desde há seis anos. E começou a tornar-se claro para empresas cotadas em bolsa que quem não crescer por aquisições, ganhando alguma dimensão, corre o sério risco de ser «opado». Chegou, pois, a hora de voltar a investir, de apostar, de arriscar.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;A AFIRMAÇÃO DOS NOVOS LÍDERES&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;NOS ÚLTIMOS três anos assistiu-se em Portugal a uma lenta mas consistente passagem de testemunho entre os líderes incontestados dos grupos que nasceram ou se recompuseram após 1974 para uma nova geração de dirigentes, excepcionalmente bem preparados nas melhores escolas de gestão mundiais e que entretanto fizeram o seu tirocínio no próprio grupo ou em empresas internacionais. Paulo Azevedo, 40 anos, e Paulo Teixeira Pinto, 45, representam bem essa nova geração de gestores de topo, que no entanto necessitam de ganhar as suas esporas de cavaleiro, a sua carta de alforria. Estas operações são também a marca de água que os distingue. Paulo Azevedo foi o mentor da OPA da Sonaecom sobre a PT. Paulo Teixeira Pinto foi quem propôs avançar sobre o BPI.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;NADA SERÁ COMO ANTES&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Paulo Azevedo e Paulo Teixeira Pinto correm, no entanto, sérios riscos. Iniciaram um movimento que se sabe como começou - mas não como vai acabar. Como dizia Samora Machel, não se pode parar o vento com as mãos. O mercado português ficou debaixo dos holofotes internacionais. Mesmo que as duas operações resultem, ainda assim as empresas daí nascidas continuarão a ser pequenas no plano europeu e mundial. Logo, o risco de serem «opadas» não pode ser descartado.&lt;br /&gt;Os fundos internacionais podem encontrar um parceiro português, que seja o seu testa-de-ferro para uma OPA concorrente sobre a PT. Estará o Governo disponível para recusar uma operação deste tipo, com características meramente financeiras, em detrimento do projecto industrial da Sonae?&lt;br /&gt;Por seu turno, o BCP soltou todos os demónios ao avançar para a OPA sobre o BPI. Há quatro anos, o BBVA perguntou ao Governo de Durão Barroso e ao Banco de Portugal qual seria a reacção se comprasse um banco português. A resposta foi que não haveria problema desde que a compra não fosse hostil. A partir de agora, nem o Governo nem o banco central estão em condições de dizer, a quem quer que seja, para não comprar um banco em Portugal. Paulo Teixeira Pinto lançou a OPA sem perguntar às autoridades nacionais. Porque é que qualquer outro banco, nacional ou estrangeiro, o há-de fazer a partir de agora?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O DESTINO DOS PAULOS&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Para o mal ou para o bem, estas OPA vão marcar o futuro dos dois Paulos - mas também a ideia que vamos criar desta nova geração de líderes e gestores. Se tiverem sucesso, confirmam que já se libertaram da sombra tutelar dos que os antecederam e que vão projectar a sua imagem bem para lá deles. Se não... É que do outro lado também estão jovens leões. A luta vai ser renhida. «Les jeux ne sont pas faits».&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;P.S. - Na semana passada critiquei o Santander por ter bancado a operação da Sonae sendo o banco que mais trabalhava com a PT, o que lhe possibilitaria acesso a informação confidencial. Do Santander dizem-me que não é assim, da PT insistem que sim. Se errei, as minhas desculpas ao Santander. Nunca quis pôr em causa a credibilidade da instituição."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114287821554459824?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114287821554459824/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114287821554459824' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114287821554459824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114287821554459824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/03/parecem-me-mais-fatias-de-leo.html' title='Parecem-me mais &quot;Fatias de Leão&quot;'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114287793855045272</id><published>2006-03-20T18:02:00.000Z</published><updated>2006-03-20T18:05:38.556Z</updated><title type='text'>Também és pouco bruto...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"É o capitalismo, estúpido!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Miguel Sousa Tavares&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Expresso" - 18/03/2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"VAI por aí uma euforia tonta com as OPA e a Bolsa de Lisboa. Em tom entusiasmado, garantem-nos que estão de volta os bons tempos do optimismo económico e da «dinamização» da sempre letárgica Bolsa de Lisboa, e juram até que os simpaticamente chamados «investidores internacionais» estão de volta ao mercado de capitais português. Confesso que não percebo tanta euforia: quando os abutres financeiros voltam a pairar no céu é porque há carne fresca para engolir. Como habitualmente, as vítimas vão ser os ingénuos que ouviram dizer que «a bolsa está a dar» e que, sem tempo, conhecimentos e «contactos», vão meter lá as suas poupanças só para perceber que chegaram tarde e a más horas, porque os «investidores internacionais» e os especuladores nacionais já «realizaram mais-valias» e, ala que se faz tarde, foram-se para outras paragens. Já assisti, pelo menos, a duas conjunturas de euforia bolsista entre nós, e não me lembro que a bolsa tenha saído credibilizada ou que o país tenha visto a sua riqueza acrescida, as suas empresas mais competitivas ou a economia mais sólida. Lembro-me, sim, de algumas fortunas feitas em «over-night» e de algumas empresas sem futuro capitalizadas até ao absurdo, e logo vendidas pelos seus proprietários.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade é que andam todos eufóricos, com estes jogos de OPA e contra-OPA. Ensinam-nos, até às décimas, a composição societária da Sonae, da PT, da EDP, do BPI, do BCP, do BES, ficamos a saber quem está por trás de quem, quem está com os espanhóis e quem é suspeito de «patriotismo», quais são os negócios com marca da Opus Dei e os da Maçonaria, e, em tom íntimo, ouvimos dissertar sobre as intenções do Paulo, do Belmiro, do Ricardo, do Fernando e do Engenheiro. Espantados, vemos o acossado presidente da PT discursar às tropas comparando-se ao general Kutuzov resistindo ao Napoleão-Belmiro às portas de Moscovo, e vemos os amigos de ontem acusarem-se de ataques «hostis» e, entrelinhas, de quererem roubar à má-fila o negócio alheio. A paz implodiu entre os cavalheiros da finança, mas, aparentemente, isto é um bem para o país, tão bom que os ministros do Governo não disfarçam a sua satisfação com o que consideram «a retoma da confiança» e «a demonstração de que o mercado funciona». Não compreendo: não foi Marx quem ensinou que é assim que o capitalismo caminha para a sua autodestruição, engolindo-se todos uns aos outros? E não são estes, apesar de tudo, ministros de um governo socialista?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas há mais coisas que, estupidamente, me custam a compreender que façam a euforia de um Governo socialista, observando de fora, e deleitado, este espectáculo de miúdos a jogar Monopólio. Vejamos: se, depois de sucessivas fusões e aquisições, só restam praticamente três bancos privados portugueses, não é mau para a concorrência e para os consumidores que um deles engula outro? Com mais de meio milhão de desempregados, não é pior que as anunciadas OPA resultem também em já anunciados despedimentos? Quando se quer impor o aumento da idade da reforma, é saudável que se anunciem, como resultante das OPA, reformas antecipadas, chamadas tecnicamente de «aproveitamento de sinergias»?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E, já agora, o principal: de onde vem tanto dinheiro? À custa de quem foram obtidos os astronómicos lucros da EDP? É sem dúvida louvável que o presidente-cessante da empresa se despeça dando um bónus de 120 euros a cada um dos seus 8.000 trabalhadores (além dos tradicionais e infinitamente mais generosos prémios aos administradores, decididos por um órgão societário, hoje determinante, chamado «comissão de vencimentos»): mas não seria mais louvável que tivéssemos a electricidade mais barata, conforme foi solenemente prometido quando se privatizou a EDP? E o que andava a PT a fazer com tanto dinheiro que, só agora, sob ameaça, resolveu dobrar o dividendo dos accionistas, assim como só agora se dispõe a aceitar o fim do seu confortável monopólio de facto na rede fixa? Não teria sido possível, sem OPA, ter aberto o sector à concorrência muito antes, para que o telefone tivesse deixado de ser entre nós um produto de luxo e os portugueses não fossem obrigados a sofrer o pior e mais caro serviço de telefone fixo de toda a Europa?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E os lucros dos bancos, santo Deus?! Como é que num país onde o PIB cresce 0,5% e os depósitos dos clientes, geridos «private» e profissionalmente, pouco mais valorizam do que a taxa de inflação (e, vá lá, vá lá...), os bancos conseguem apresentar lucros de 60 e 70%? E como podem pagar em média 10% de IRC sobre os lucros - graças ao «off-shore» da Madeira, à «consolidação fiscal» e a uma série de bonificações e isenções - enquanto os seus clientes pagam até 42% de IRS e o porteiro do banco alguns 20%? Onde está a riqueza do país correspondente à riqueza destes gigantes nacionais? Onde estão as empresas que crescem e criam empregos e riqueza graças a financiamento acessível, energia a preços concorrenciais e telecomunicações eficientes e baratas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu sei: lá fora, dizem-nos, é igual. «Lá fora», e «na vizinha Espanha», em particular, também há OPA e «off-shores» e fusões e lucros absurdos no sector financeiro. Já me explicaram isso vários economistas, vários ministros, vários pragmáticos - e eu continuo sem perceber bem. Também sei que há a «globalização» e a necessidade de as nossas principais empresas ganharem «dimensão crítica», para resistirem a investidas do estrangeiro e não termos de cair na situação onde agora se encontram espanhóis e franceses, inventando legislação retroactiva e batotas de emergência engendradas pelos governos, para defenderem os seus «campeões nacionais». Mas, permitem-me um desabafo? A finalidade do capitalismo, como aliás a de toda a economia, não é a satisfação das necessidades individuais? Pois se assim é e se vivemos num incontornável mundo globalizado, a mim, enquanto consumidor e destinatário final das politicas económicas, é-me indiferente a nacionalidade da operadora telefónica, da seguradora do meu carro ou do banco que me financia o crédito à habitação: quero é poder escolher entre quem melhor me sirva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por teimosia patriótica ou por necessidade estratégica, acho prudente não abrirmos mão de algumas coisas, mas de outra natureza: a água, a língua e a cultura, a paisagem natural e o património, as 200 milhas, as leis e tradições de vida em sociedade, a Justiça pública, a Caixa Geral de Depósitos, a Selecção Nacional de Futebol e o arquipélago dos Açores. Acrescento, por razões de pura política, mais duas instituições, que acho que devem ser defendidas e até subsidiadas: a agricultura e o Vasco Pulido Valente. A agricultura, por razões à vista de preservação da vida rural e da paisagem e de povoamento e ordenamento do território; o Vasco Pulido Valente, porque, sem o seu pessimismo extremo, temo que já não restassem, por oposição, quaisquer razões para optimismos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora, de duas uma: ou se quer ver o mercado funcionar a sério e então não são admissíveis distorções à concorrência nem situações de favor e privilégio; ou isto não é a sério e não finjam que é, quando dá jeito, e que já não é quando aqui d’el rei que vêm aí os espanhóis engolir os nossos «campeões nacionais»."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114287793855045272?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114287793855045272/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114287793855045272' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114287793855045272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114287793855045272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/03/tambm-s-pouco-bruto.html' title='Também és pouco bruto...'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114287769285394025</id><published>2006-03-20T17:57:00.000Z</published><updated>2006-03-20T18:01:32.856Z</updated><title type='text'>Mais acessores</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Explicação"&lt;br /&gt;Vasco Pulido Valente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;"Público" - 18/03/2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«Pese embora a José Manuel Fernandes, quando se tratou das nomeações para o Conselho de Estado, Jorge Sampaio fez precisamente o contrário de Aníbal Cavaco Silva. Queria que os partidos representados na Assembleia da República (excepto o Bloco, nessa altura, ainda em embrião) estivessem também representados no Conselho de Estado. Ofereceu, por isso, um lugar da sua quota pessoal ao presidente do CDS e outro ao secretário-geral do PC. O presidente do CDS, por razões que não interessam aqui, resolveu recusar. O secretário-geral do PC não recusou e o PC teve o seu assento garantido durante todo o mandato. A política de Jorge Sampaio é muito compreensível. Se a Assembleia se portava com facciosismo, ignorando uma parte significativa de si própria, competia ao Presidente repor o equilíbrio. O Conselho de Estado, sendo consultivo, não decide nada, mas na medida do possível deve representar a opinião do regime e do país. Deixar de fora o CDS ou PC diminui, como é óbvio, sua eficácia e o seu valor: e contribui para isolar o Presidente. O Presidente não precisa de uma claque de "notáveis", precisa de um instrumento que lhe sirva de medida e orientação, quando as coisas se complicam.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Quanto aos conselheiros, não há de facto qualquer impedimento a que o dr. Cavaco nomeie Gengis Khan seu assessor político. Só parece estranha a concentração em Belém de gente que em princípio se julgava incompatível, ou quase incompatível, com a personagem pragmática e moderada do candidato à Presidência. A comparação com Sampaio (José Manuel Fernandes que me desculpe) volta aqui a ser reveladora. Sampaio não foi buscar uma dúzia de lunáticos ao formigueiro da extrema-esquerda para o ajudarem. E por um bom motivo. Um pequeno grupo de zelotas, para não dizer pior, acaba frequentemente por influenciar (ou envenenar) a atmosfera ideológica de uma instituição. O que sem eles se considerava impensável é com eles, de repente, vulgar. Admito que vozes de burro não cheguem ao céu por onde paira o dr. Cavaco e que teoricamente a presença em Belém de certas criaturas se destine a meros fins de ornamentação. Teoricamente: porque, na prática, a ornamentação conta. Essas criaturas chegam com um passado, encarnam causas, trazem uma agenda e exercem funções de algum alcance. Não são o dourado de uma porta. São uma franja da direita irreformada e irreformável, que o dr. Cavaco instalou no centro da política.» &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114287769285394025?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114287769285394025/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114287769285394025' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114287769285394025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114287769285394025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/03/mais-acessores.html' title='Mais acessores'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114287741276687088</id><published>2006-03-20T17:54:00.001Z</published><updated>2006-03-20T17:56:52.873Z</updated><title type='text'>Os acessores</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Isto começa mal"&lt;br /&gt;Vasco Pulido Valente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Público" - 17/03/2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«O dr. Cavaco nunca passou, ou se apresentou, como um homem típico da direita. Quando chegou a primeiro-ministro, até se disse o único representante português da "esquerda moderna" e durante todo o mandato governou invariavelmente como um "social-democrata" de modelo "europeu", que à superfície parece continuar a ser. Foi, por isso, uma surpresa a espécie de gente que insistiu em levar para Belém. As nomeações para o Conselho de Estado, por exemplo, revelam uma estranha de hostilidade ao Parlamento. Não em si mesmas, claro. Mas porque deixam o PC e o BE sem um único representante, o CDS representado por um homem sem uma verdadeira ligação ao partido e o próprio PSD "real", que ficou só com Marques Mendes (de resto eleito pela Assembleia da República) e com o ambíguo Loureiro, um pouco pendurado. Este Conselho de Estado proclama o "esplêndido isolamento" do dr. Cavaco: a sua orgulhosa auto-suficiência.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;A escolha de assessores também não tranquiliza. O assessor para Assuntos Políticos e grande nome da revista Atlântica, António Araújo, o consultor para Assuntos Políticos, o notório dr. Espada, e a consultora para a Ética e Ciências da Vida, uma açoriana, podiam perfeitamente ter saído ontem de uma caverna qualquer do Bible Belt, a berrar por Bush. Será que o dr. Cavaco, que sempre julgámos relativamente equilibrado, quer de facto embarcar numa cruzada moral contra o aborto, a pílula, o divórcio, a homossexualidade, a pornografia e o resto dos crimes sem perdão em que o "niilismo" moderno nos "poluiu"? Se quer, precisa de músculo: e tem muito músculo no dr. Carlos Blanco de Morais, da "nova direita" e da revista Futuro Presente, conhecido apologista da "maneira forte", que da imigração à nacionalidade já mostrou o seu apego à "ordem". Para acabar o quadro, há ainda o contingente "liberal". O inevitável dr. Espada, claro, papagaio por excelência do ultraconservadorismo americano; o prof. Justino, que acha o levantamento do sigilo bancário um acto de "fascismo fiscal" (fascismo? a sério?); e o dr. Borges de Assunção, consultor económico e organizador do Compromisso Portugal (esse benemérito grupo), que vem com a velha receita de "emagrecer" o Estado e reduzir impostos.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Se o dr. Cavaco resolver um dia ouvir este raminho de cabeças pensantes, põe em pé de guerra ou simplesmente em guerra a esquerda e a república. E, se puser, não se deve iludir, com certeza que perde. Isto começa mal.»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114287741276687088?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114287741276687088/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114287741276687088' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114287741276687088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114287741276687088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/03/os-acessores_20.html' title='Os acessores'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114287740623477237</id><published>2006-03-20T17:54:00.000Z</published><updated>2006-03-20T17:56:46.773Z</updated><title type='text'>Os acessores</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Isto começa mal"&lt;br /&gt;Vasco Pulido Valente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Público" - 17/03/2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«O dr. Cavaco nunca passou, ou se apresentou, como um homem típico da direita. Quando chegou a primeiro-ministro, até se disse o único representante português da "esquerda moderna" e durante todo o mandato governou invariavelmente como um "social-democrata" de modelo "europeu", que à superfície parece continuar a ser. Foi, por isso, uma surpresa a espécie de gente que insistiu em levar para Belém. As nomeações para o Conselho de Estado, por exemplo, revelam uma estranha de hostilidade ao Parlamento. Não em si mesmas, claro. Mas porque deixam o PC e o BE sem um único representante, o CDS representado por um homem sem uma verdadeira ligação ao partido e o próprio PSD "real", que ficou só com Marques Mendes (de resto eleito pela Assembleia da República) e com o ambíguo Loureiro, um pouco pendurado. Este Conselho de Estado proclama o "esplêndido isolamento" do dr. Cavaco: a sua orgulhosa auto-suficiência.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;A escolha de assessores também não tranquiliza. O assessor para Assuntos Políticos e grande nome da revista Atlântica, António Araújo, o consultor para Assuntos Políticos, o notório dr. Espada, e a consultora para a Ética e Ciências da Vida, uma açoriana, podiam perfeitamente ter saído ontem de uma caverna qualquer do Bible Belt, a berrar por Bush. Será que o dr. Cavaco, que sempre julgámos relativamente equilibrado, quer de facto embarcar numa cruzada moral contra o aborto, a pílula, o divórcio, a homossexualidade, a pornografia e o resto dos crimes sem perdão em que o "niilismo" moderno nos "poluiu"? Se quer, precisa de músculo: e tem muito músculo no dr. Carlos Blanco de Morais, da "nova direita" e da revista Futuro Presente, conhecido apologista da "maneira forte", que da imigração à nacionalidade já mostrou o seu apego à "ordem". Para acabar o quadro, há ainda o contingente "liberal". O inevitável dr. Espada, claro, papagaio por excelência do ultraconservadorismo americano; o prof. Justino, que acha o levantamento do sigilo bancário um acto de "fascismo fiscal" (fascismo? a sério?); e o dr. Borges de Assunção, consultor económico e organizador do Compromisso Portugal (esse benemérito grupo), que vem com a velha receita de "emagrecer" o Estado e reduzir impostos.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Se o dr. Cavaco resolver um dia ouvir este raminho de cabeças pensantes, põe em pé de guerra ou simplesmente em guerra a esquerda e a república. E, se puser, não se deve iludir, com certeza que perde. Isto começa mal.»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114287740623477237?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114287740623477237/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114287740623477237' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114287740623477237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114287740623477237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/03/os-acessores.html' title='Os acessores'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114233500725534292</id><published>2006-03-14T11:14:00.000Z</published><updated>2006-03-14T11:16:47.266Z</updated><title type='text'>Um bom negócio</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lisboa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Audi de Santana Lopes volta hoje a hasta pública"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"&lt;a href="http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1250663&amp;idCanal=10"&gt;PÚBLICO&lt;/a&gt;" - 14.03.2006 - 10h21&lt;/span&gt;    &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;«Se tudo correr bem, acabará hoje a "maldição" do Audi A8 4.2 litros Tiptronic Quattro do ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes, que ninguém quer, apesar de estar a "preço de saldo".&lt;br /&gt;Na segunda tentativa de venda do veículo em leilão municipal, poderá ser o ex-autarca e ex-primeiro-ministro a adquiri-lo, caso venha a conseguir um empréstimo bancário para pôr termo "à lamentável situação", conforme noticiou o semanário "Expresso". Com apenas três anos e parado na garagem desde Setembro de 2005, o topo de gama da marca alemã está à venda por uma verdadeira pechincha - 56.250 euros, contra os cem mil euros que custou aos cofres da autarquia. À parte o seu consumo exorbitante em circuito urbano, são muitas as virtudes. Demora 5,4 segundos a chegar aos cem quilómetros, atinge os 250 quilómetros por hora, tem uma caixa automática de seis velocidades, estofos de couro, interiores de madeira de raiz de nogueira, 19 pontos de iluminação, Multi Media Interface (um computador que permite aceder ao telefone, televisão, CD-ROM, sistema de navegação, climatização). Está em bom estado de conservação, conta apenas com 66 mil quilómetros de estrada. Tem uma cor sóbria, azul-escuro. O seu grande defeito são os 17,5 litros de gasolina que consome por cada cem quilómetros. Comprado a 26 de Agosto de 2003, o carro esteve envolto em polémica desde o primeiro dia. A oposição questionou o montante gasto para um automóvel que habitualmente é apenas solicitado para cargos de chefia de Estado. Foi, inclusive, Santana Lopes que decidiu avançar com a venda do carro antes de abandonar a câmara, em Julho do ano passado. O negócio, contudo, acabou nas mãos do actual presidente, Carmona Rodrigues, que avançou com a venda em hasta pública. O ex-ministro das Obras Públicas prefere um Peugeot 607, veículo adquirido por 50 mil euros.»&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114233500725534292?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114233500725534292/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114233500725534292' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114233500725534292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114233500725534292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/03/um-bom-negcio.html' title='Um bom negócio'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114226124648323194</id><published>2006-03-13T14:46:00.000Z</published><updated>2006-03-13T14:47:26.483Z</updated><title type='text'>Em inglês?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Expresso" - 11.03.2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Clara Ferreira Alves processa Pulido Valente &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;CLARA Ferreira Alves decidiu processar por difamação Vasco Pulido Valente devido aos comentários de que foi alvo no blogue Espectro, dirigido pelo cronista, a propósito de um texto de Ferreira Alves, publicado no EXPRESSO, sobre Santana Lopes."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114226124648323194?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114226124648323194/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114226124648323194' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114226124648323194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114226124648323194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/03/em-ingls.html' title='Em inglês?'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114226107175570363</id><published>2006-03-13T14:39:00.000Z</published><updated>2006-03-13T14:44:31.756Z</updated><title type='text'>Ainda o Audi - o problema é quem vai pagar o empréstimo (donde lhe virá o graveto)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Santana compra carro da Câmara"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Expresso" - 11.03.2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"PEDRO Santana Lopes escreveu esta semana a Carmona Rodrigues informando-o de que quer comprar o seu antigo carro na Câmara de Lisboa - um Audi topo-de-gama, que Carmona decidiu leiloar.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Santana diz que vai «recorrer a um empréstimo bancário» para pôr termo «à lamentável situação» que acusa a autarquia de ter criado. «Venho assim tranquilizá-lo perante o grande incómodo que certamente tem sido a questão do ‘carro de Santana’», lê-se na missiva, onde o ex-autarca não poupa um remoque ao seu sucessor e velho amigo: «Procurei até agora não intervir, apesar das notícias e do silêncio da autarquia que deve respeito ao cargo institucional dos seus presidentes».&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Carmona Rodrigues entendeu leiloar o Audi 8 (que custou 115 mil euros à autarquia, e que Santana Lopes garante «não ser blindado») por não querer ficar com a viatura. Mas na carta lê-se que a aquisição da viatura foi «uma excelente oportunidade» e estranha-se «ninguém dizer qual o preço dos carros dos presidentes de câmaras de dimensão aproximada ou de responsáveis por empresas públicas». &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Das duas vezes que foi a leilão, com o preço-base de 62.500 euros, ninguém licitou a viatura."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114226107175570363?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114226107175570363/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114226107175570363' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114226107175570363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114226107175570363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/03/ainda-o-audi-o-problema-quem-vai-pagar.html' title='Ainda o Audi - o problema é quem vai pagar o empréstimo (donde lhe virá o graveto)'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114226074606229879</id><published>2006-03-13T14:34:00.000Z</published><updated>2006-03-13T14:39:06.066Z</updated><title type='text'>No melhor pano cai o Cavaco...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Boa sorte, senhor Presidente!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Miguel Sousa Tavares&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Expresso" - 11.03.2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"COMEÇO por fazer esta confissão, se calhar indevida: nunca votei em Cavaco Silva. Nem nas três vezes que se candidatou a primeiro-ministro, nem nas duas que se candidatou a Presidente. Sei que muitos dizem o mesmo, mas no silêncio das urnas votaram nele: não foi o meu caso e, dizendo-o agora, acho que mereço credibilidade. Por razões que adiante resumirei, fui sempre muito crítico daquilo a que se chamou o «cavaquismo», muito embora lhe reconheça seriedade e empenho enquanto governante. E os dez anos seguintes, em que ele esteve em pousio político, à espera de nova oportunidade para Belém, não me foram suficientes para apagar da memória aquilo de que não gostei anteriormente.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas, a partir de anteontem, Cavaco Silva é o meu Presidente, como Jorge Sampaio o foi até lá. Nesta matéria, aliás, sou bastante inflexível: a única pessoa que trato por Presidente é o Presidente da República, seja ele quem for. Estive dez anos na RTP, onde toda a gente tratava os presidentes do Conselho de Gestão por «senhor presidente» (será que ainda continuam a fazê-lo?) e eu nunca o tratei como tal, assim como não trato por presidente os presidentes dos clubes de futebol (incluindo o do meu), das Câmaras Municipais ou de qualquer outra coisa - conforme é costume da boa gente portuguesa. Porque sou republicano, acredito que o respeito devido a um Presidente da República começa por aí e, mais do que uma manifestação de respeito pela pessoa ou pelo cargo, é uma manifestação de respeito pela República e por mim próprio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, só posso desejar boa-sorte ao novo Presidente da República - caso contrário, ou estaria a desejar mal para o país, ou faria parte daqueles que acham que o cargo é rigorosamente inútil e que a única coisa que se espera de um Presidente é que faça umas digressões pelo país, passe revista às tropas em ocasiões solenes, elabore uns discursos rigorosamente despidos de conteúdo político, se desloque em visitas ao estrangeiro onde lhe é absolutamente vedado ocupar-se de política externa e distribua, de vez em quando, umas condecorações pelos amigos e suplicantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, eu não acho que o cargo seja inútil e despido de conteúdo político - há mais vida para lá da «bomba atómica», em Belém. A questão, obviamente, está em saber gerir com mestria - e com resultados úteis para o país - essa ambígua demarcação do que sejam ao certo os poderes presidenciais, matéria tão discutida na última campanha eleitoral e condenada a continuar a ser entusiasticamente discutida até à eternidade pelos nossos constitucionalistas. Pessoalmente, acho que não se perderia nada em concretizar alguns desses poderes ou, pelo menos, em demarcar bem as suas fronteiras. Mas sabe-se como os juristas detestam leis claras, que todos possam interpretar de forma mais ou menos pacífica e igual - talvez tenham medo de perder o emprego. É com isso, pois, que vamos ter de continuar a viver. É com isso que Cavaco Silva vai ter de viver nos próximos dez anos - assim tenha saúde, porque vontade de se recandidatar certamente que também a ele não lhe faltará, quando chegar a ocasião.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A avaliar pelo seu discurso de posse, o novo Presidente, tal como muitos anteciparam na campanha mas agora quase todos negavam, vem com vontade de fazer coisas e de não se conformar com o que ele próprio chamou «o imobilismo»: não será uma estátua em Belém nem em digressão pelo país. Não é necessariamente um mal, desde que a sua agenda política própria - que a tem, inegavelmente - não entre em colisão com a do governo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na Assembleia da República, Cavaco Silva, não obstante as cautelas da praxe, foi suficientemente explícito em zonas de tradicional ambiguidade, para se poder razoavelmente concluir que, pelo menos à partida, ele faz questão de se distanciar da agora tão elogiada magistratura do seu antecessor. Certas passagens do seu discurso foram, a meu ver, elucidativas. Assim, quando ele, em lugar de dizer que actuará dentro do quadro dos seus poderes constitucionais, disse que actuará «dentro da interpretação que faço dos meus poderes constitucionais». Assim, quando substituiu a «cooperação institucional» dos discursos de campanha pela «cooperação estratégica» do discurso de posse. E assim, quando, referindo-se explicitamente às suas relações com o Governo, falou em fazer «obra comum». Ora, como se sabe, quem tem de fazer obra é o governo - o Presidente limita-se a vigiar que o Governo o faça de acordo com a Constituição. A «cooperação estratégica» não passa por fazer «obra comum»: passa por um fazer e o outro vigiar de alto (nem sequer controlar, porque essa é a função da Assembleia).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Mais sintomático ainda, é quando Cavaco Silva enuncia como programa do seu mandato aquilo que verdadeiramente é um programa de Governo. Quase nada de política externa ou de defesa - as únicas zonas onde ainda partilha constitucionalmente algum poder com o Governo; e nada sobre a qualidade da democracia e os direitos de cidadania, que lhe cabe vigiar. Em vez disso, a reforma da justiça, do ensino e qualificação profissional e do financiamento da segurança social. Tudo, curiosamente, não apenas matérias da estrita competência do Governo, mas também matérias que era suposto terem sido resolvidas com as célebres «reformas da década», que ele anunciou ter feito e, como se vê, não fez.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De facto - e aí reside o essencial da minha crítica ao «cavaquismo» - Cavaco Silva teve dez anos privilegiados para governar e fazer as reformas de que o país precisava e gastou-os a fazer estradas, hospitais e pouco mais. Deixou a justiça em roda livre, aumentou o «monstro» da Administração Pública sem a reformar, deixou a educação entregue aos sindicatos e as verbas para formação do Fundo Social Europeu entregues a vigaristas sem escrúpulos, e a Segurança Social na antevéspera da falência. Tudo aquilo que ele agora anuncia ir exigir que este Governo &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;faça e que ele não fez, quando tinha maioria absoluta, uma enxurrada de dinheiros &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;europeus e uma situação económica internacional invejável, com juros baixos e energia barata. Seja por má consciência, seja por vontade séria de ver o país libertar-se finalmente das razões do seu crónico atraso, a verdade é que Cavaco Silva, se escolher ir por aí, só encontrará neste Governo o mais inadequado dos bodes expiatórios para os males de que o país sofre. A opinião pública tem a percepção de que este é o primeiro Governo em muitos, muitos anos, que começou verdadeiramente a tentar mudar o estado de coisas e a enfrentar os poderes estabelecidos a todos os níveis da sociedade. E, logicamente, espera que o Presidente o ajude, e não que o atrapalhe.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Que a sorte e o talento dêem ao novo Presidente a sabedoria de perceber o que pode e deve fazer e o que não pode e não deve fazer."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114226074606229879?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114226074606229879/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114226074606229879' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114226074606229879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114226074606229879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/03/no-melhor-pano-cai-o-cavaco.html' title='No melhor pano cai o Cavaco...'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114226044757704691</id><published>2006-03-13T14:29:00.000Z</published><updated>2006-03-13T14:34:07.583Z</updated><title type='text'>Ó pá...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"O país já ganhou, a OPA talvez não"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nicolau Santos&lt;br /&gt;"Expresso" - 11.03.2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;QUALQUER que seja o resultado da OPA lançada pela Sonaecom, o país já ganhou. Vai haver mais concorrência - a separação das redes de cobre e do cabo é agora inevitável. É improvável que seja autorizada a fusão da Optimus com a TMN. E a PT percebeu que tem que melhorar o seu desempenho e tratar muito melhor os clientes.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ponhamos os pontos nos is. A imagem que a PT transmitia era a de uma empresa com uma gestão arrogante e majestática para com os mais fracos e temerosa para com os poderosos, desprezando a concorrência interna e não cumprindo (ou só o fazendo relutantemente) as orientações do regulador, com um corpo accionista pouco coeso, onde um dos grupos manda mais que os outros e impõe os seus homens na administração, com uma estratégia defensiva no Brasil, onde se deixou encurralar e perdeu iniciativa, esquecendo também os mercados emergentes a Leste e na Ásia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A ideia que passava era pois que a PT estava a ser gerida aquém das suas potencialidades no meio de um agónico processo de transição de poderes ao nível da administração. E quando um predador sente que a empresa está ferida, é nessa altura que ataca. Foi o que aconteceu. E foi a PT que se pôs a jeito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dito isto, convém também dizer duas outras coisas. A primeira é que a PT é a nossa única multinacional, o melhor cartão-de-visita de Portugal no exterior, conta nos seus quadros com muitos dos melhores especialistas nacionais e, em muitas áreas, desenvolve as melhores práticas a nível internacional, sendo inovadora em produtos, processos e serviços. E não é por causa da percepção que hoje existe sobre a empresa que tudo deixa de ser verdade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por isso, esta operação é uma oportunidade única para administração e trabalhadores da PT compreenderem que não iam por bom caminho - e que têm que fazer muito melhor do que nos últimos dois anos. Se não a aproveitarem, demonstrarão que não merecem a segunda oportunidade que eventualmente vão ter. E inevitavelmente acabarão por ter novos donos a mais ou menos curto prazo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porque é que a OPA da Sonaecom sobre a PT pode falhar? Por quatro grandes razões. A primeira é que Belmiro de Azevedo se propõe comprar 50% mais uma acção e não a totalidade do capital. Ora, Belmiro não tem propriamente uma boa relação com os accionistas minoritários, como o prova o seu passado nesta matéria, em que os conflitos judiciais se têm sucedido. E numa empresa como a PT é insustentável manter este tipo de conflitualidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A segunda razão é que a contraproposta da administração da PT (aprovada por todos os membros do «board», incluindo a Telefónica e apenas com as compreensíveis abstenções da CGD e do Estado) de distribuir €3 mil milhões, embora em três anos, tem condições para fazer hesitar muitos dos potenciais vendedores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A terceira é que esta operação exige uma enorme alavancagem financeira. E para a pagar a Sonaecom vai ter de vender vários activos da PT, desde logo a rede de cobre, mas também o Brasil, as posições em África e provavelmente a PT Multimédia. Ou seja, a empresa não só vai reduzir-se em termos de dimensão, perdendo o seu carácter de multinacional, como quase desaparece no «ranking» da classificação por capitalização (está agora a meio da tabela mundial), como sobretudo vê altamente prejudicada a sua capacidade de investir nos anos seguintes. Deixamos de ter um campeão nacional, passamos a ter uma empresa centrada no mercado doméstico. Os accionistas podem não gostar desta visão futura da PT - e o Governo também não.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como reflexo do que atrás fica dito, e este é o quarto ponto, as três grandes agências de notação (Standard &amp;amp; Poors, Fitch e Moody’s) desceram o «rating» da PT depois de conhecerem o plano da operadora de distribuição de dividendos até 2008 - mas dizem que o descerão ainda mais se a OPA da Sonaecom tiver sucesso por temerem um grande aumento do endividamento. Ou seja, as agências não gostam de nenhuma das propostas. Mas acham menos má, apesar de tudo, a da administração, o que é um sinal para que os grandes investidores institucionais não aceitem a proposta de Belmiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Será uma pena. Em primeiro lugar, porque Belmiro é o nosso maior e melhor empresário. Em segundo, porque uma acção tão ousada deveria ser recompensada. Em terceiro, porque prestou um serviço ao país e à própria PT. Em quarto, porque depois de não ter conseguido afirmar-se na banca, nem nos «media», nem controlar a Portucel, bem que merecia poder juntar o maior grupo português à maior empresa nacional. Mas as coisas são o que são. Aguardemos os próximos capítulos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;P.S. - O Santander é um dos grandes parceiros bancários da PT, com acesso a muita informação sigilosa da operadora. Mesmo assim, aceitou bancar a operação da Sonae. Não sei se há uma ética bancária. Mas se existe, o Santander fica muito bem na fotografia.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114226044757704691?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114226044757704691/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114226044757704691' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114226044757704691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114226044757704691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/03/p.html' title='Ó pá...'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114226016401492231</id><published>2006-03-13T14:23:00.000Z</published><updated>2006-03-13T14:29:24.063Z</updated><title type='text'>Será que ela se deixou afectar?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Capote"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Clara Ferreira Alves&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Expresso" - 11.03.2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"«Até àquela manhã de Novembro de 1959 poucos americanos - na realidade até poucos habitantes do Estado do Kansas - tinham jamais ouvido falar de Holcomb. Tal como as águas do rio, ou os motoristas da auto-estrada, ou os comboios amarelos que correm nas linhas de Santa Fé, o drama, sob a forma de acontecimentos extraordinários, nunca ali tinha parado. Os habitantes da aldeia, cujo número não passava de duzentos e setenta, sentiam-se satisfeitos com isso, contentavam-se em levar uma vida pacata; trabalhavam, caçavam, viam televisão, frequentavam a escola, iam à igreja, tinham as suas reuniões no Clube dos 4 HH. Mas de súbito, às primeiras horas dessa manhã de Novembro, uns sons estranhos vieram sobrepor-se aos usuais ruídos nocturnos de Holcomb: os ganidos histéricos dos coiotes, o seco rumorejar das ervas altas, o apito agudo das locomotivas que se afastavam, correndo, na noite. Nessa hora ninguém os ouviu - aqueles quatro tiros de espingarda que, ao todo, acabaram por destruir seis vidas humanas».&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Embora apareça na terceira página de «A Sangue Frio» de Truman Capote (Dom Quixote, 2006, trad. Maria Isabel Braga), este é o verdadeiro primeiro parágrafo do livro, o mais célebre romance documental que se escreveu até hoje, inaugurando um género romanesco a que se chamou «não-ficção». Quando a família Clutter foi assassinada na madrugada do dia 15 de Novembro de 1959, em Holcomb, Truman Capote tinha 35 anos e era uma mascote do meio literário e boémio nova-iorquino, muito apreciado por aquilo que o havia de condenar (mais tarde) ao ostracismo, a mordacidade, inteligência e o humor. Já tinha publicado «Breakfast at Tiffany’s» (1958), já tinha ganho um prémio O. Henry com uma das suas histórias, já tinha escrito dois romances («Other Voices, Other Rooms», 1948, e «The Grass Harp», 1951), já tinha colaborado com musicais, filmes e realizadores de cinema, já tinha conhecido Marilyn Monroe, bebido com John Huston e Humphrey Bogart e escrito um famoso perfil de Marlon Brando. Tinha viajado pela Europa, feito jornalismo e sido encomendado pelas melhores publicações americanas, incluindo a sua alma mater, a «New Yorker» de William Shawn. As personagens de Capote, a começar nele mesmo e a acabar em Holly Golightly, tinham um traço comum, uma certa leveza, um modo dramático de deslizar sobre as coisas da vida, incluindo as coisas graves e terminais, como quem dança num palco. Nada, na ficção de Capote e antes de «A Sangue Frio», é considerado demasiado grave ou perigoso, obscuro e obsessivo. Talvez seja isso que atrai o escritor, recostado na sua fama cosmopolita, para o artigo do «New York Times» que descreve o assassinato múltiplo de Holcomb, no Kansas. É assim que começa o filme, «Capote», com uma viagem dele e da sua amiga Harper Lee para o lugar que se constitui como o reverso das luzes de Manhattan. A viagem acabaria por demorar seis anos, e Truman Capote nunca mais foi o mesmo escritor depois de «A Sangue Frio», um trabalho jornalístico que transcende a reportagem e o romance e um livro que serviria de exemplo para outros escritores, entre eles Norman Mailer e Tom Wolfe. Mas, se «The Executioner’s Song» de Mailer é tanto sobre a pena de morte como sobre a personagem do condenado, tanto sobre o sistema como sobre a vítima do sistema, e acaba por condenar a América à pena capital, o livro de Capote é, como todos os grandes livros, sobre pessoas normais apanhadas em situações anormais e é escrito sem vestígios daquilo que torna a outra prosa de Truman Capote tão divertida, o cinismo e a descrença na espécie humana, a incontrolável tendência para a maldade e a tropelia. As anedotas que Capote costumava contar nos livros ou nas entrevistas, e que haveriam de valer-lhe o desprezo e o afastamento de quase todos os amigos no final da vida, e pelejas com outros escritores como Saul Bellow e Gore Vidal, estão ausentes em «A Sangue Frio», uma narrativa que atravessa a vida dos criminosos e das vítimas em paralelo com a autobiografia de Capote, e reconstitui os seus pensamentos e acções, embora seja preciso descobrir os cruzamentos e as identificações com um olho treinado. Capote esconde aquilo que o atrai para os dois autores do crime, sobretudo para um deles, o mais inteligente e manipulador, o mais infeliz e brutal, Perry Smith. Quando Perry e o seu colega Dick Hickock são executados, Truman Capote sente-se mal no seu papel de predador, o escritor à caça do livro. Nascido em New Orleans, e crescido numa terra de ninguém, Monroeville, no Alabama conservador e racista do princípio do século passado onde os trejeitos efeminados de um adolescente homossexual com voz de falsete não seriam muito apreciados, Truman ficou órfão de pai aos quatro anos. Tal como Tennessee Williams, outro sulista perseguido pela moral dominante e educado por mulheres, Capote não teve um pai e tomou o nome do padrasto como nome de guerra. O dele era Truman Strechfus Persons, um nome à medida das suas personagens. A amizade com Harper Lee, a autora de «To Kill A Mocking Bird», vem dessa época, e ela foi a única família que ele teve, uma mulher de princípios que rejeitava a amoralidade triunfante do escritor e desculpava nele uma crueldade de criança. «A Sangue Frio» é uma lenta e demorada pergunta sobre a morte e a violência gratuita. O que leva dois desconhecidos, dois assaltantes vulgares à procura de uns dólares, a chacinar uma família inteira, pais e filhos, cortando a garganta do pai e fuzilando com tiros de espingarda na cara? O que provoca dois homens frustrados pelo assalto não ter rendido o que esperavam a matar como quem vinga uma afronta imperdoável? A resposta arrasta o escritor para um território no coração das trevas, um território onde ele, talvez por causa da sua infância ou talvez não, se sente em casa e em família. A identificação com Perry, visível no filme, leva Capote a dizer que ele e o assassino moravam na mesma casa, ele saiu pela porta da frente e Perry pela porta de trás. A América sai intacta disto, a natureza humana não. Truman não gostava dos homens e os seus livros dão-lhe razão. Perry Smith achava o sr. Clutter uma boa pessoa, até lhe cortar a garganta."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114226016401492231?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114226016401492231/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114226016401492231' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114226016401492231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114226016401492231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/03/ser-que-ela-se-deixou-afectar.html' title='Será que ela se deixou afectar?'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114209768594847904</id><published>2006-03-11T17:14:00.000Z</published><updated>2006-03-13T11:10:04.226Z</updated><title type='text'>Duelo de Titans</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;«&lt;a href="http://o-espectro.blogspot.com/2006/03/uma-santanete.html"&gt;UMA "SANTANETE"&lt;/a&gt;»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;vpv&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;a href="http://o-espectro.blogspot.com/"&gt;O Espectro&lt;/a&gt; - 05/03/2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:arial;" &gt;«A hipotética "dra." Clara Ferreira Alves (chegou com dificuldade ao actual 12º ano), crítica literária que leu (jura ela) "os clássicos", especialista do último escritor inglês com quem almoçou, autora de um romance anunciado em 1984 e nunca até agora publicado, dona de uma coluna ilegível (e bem escondida) na "revista" do Expresso, foi um dia arvorada directora da "Casa-Museu Fernando Pessoa" pela conhecida irresponsabilidade de Pedro Santana Lopes, de quem ela tinha sido uma entusiástica partidária. Daí em diante, a importantíssima Ferreira Alves e o "Pedro", como ela dizia, ficaram muito amigos. Tão amigos que a "dra." Clara apareceu um dia presuntiva directora do "Diário de Notícias", coisa que me levou a sair antes que ela entrasse. Felizmente, não entrou, porque teve medo de cair na rua entre o "Expresso" e o DN, com a reputação de uma "santanete" obediente. Agora, morto o seu patrono, não perde uma para o maltratar, supondo que demonstra "independência". Ontem, a propósito de um "Audi", que o homem comprou, despejou em cima da cabeça dele todo o lixo do mundo. Santana não aprendeu que a certa espécie de pessoas não se fazem favores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:arial;" &gt;Se a "dra." Clara me quiser responder, sugiro que me responda &lt;/span&gt;&lt;em style="FONT-STYLE: italic; FONT-FAMILY: arial"&gt;em inglês&lt;/em&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:arial;" &gt; e não meta na conversa a sua célebre descrição do pôr-do-sol no Cairo. Muito obrigado.»&lt;/span&gt;&lt;/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114209768594847904?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114209768594847904/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114209768594847904' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114209768594847904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114209768594847904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/03/duelo-de-titans.html' title='Duelo de Titans'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114200118932178505</id><published>2006-03-10T14:30:00.000Z</published><updated>2006-03-10T14:34:39.686Z</updated><title type='text'>Deixa lá, na Figueira foi um Mercedes</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Obscenidade"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Clara Ferreira Alves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Expresso" - 04.03.2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"A notícia vinha no jornal «Público» desta semana, assinada pela jornalista Ana Henriques:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;«O Audi topo de gama que a Câmara de Lisboa comprou em 2003 para o seu então presidente Santana Lopes volta à praça daqui a duas semanas, depois de ninguém o ter arrematado num primeiro leilão. Novinho em folha, custou à autarquia 115 mil euros. Três anos passados a Câmara começou por pedir por ele 62.500 euros. Fosse por engolir gasolina como quem bebe água - 17,5 litros aos cem na cidade - ou por medo de notoriedade, o certo é que ninguém se mostrou interessado em adquirir o veículo por este preço. Por isso, e segundo os regulamentos em vigor, a Câmara de Lisboa leva agora o Audi de alta cilindrada, com um potente motor V8 e caixa automática de seis velocidades pela segunda vez à praça, com uma base de licitação dez por cento inferior, ou seja, 56.250 euros. Uma revista da especialidade avalia este modelo em bastante mais dinheiro. Mas a Câmara - que nega que o automóvel seja blindado, como sempre se disse - garante que se guiou por tabelas mais fiáveis, as das companhias de seguros, para assumir esta desvalorização de mais de 50 por cento. Seja como for, no rol de gastos com o Audi há ainda a contabilizar os anúncios que o município tem vindo a publicar na imprensa para se ver livre dele - qualquer coisa como 3700 euros, contas feitas por alto. O actual presidente da Câmara de Lisboa, que não anda no carro por entender que ele não se adequa ao seu estilo, disse há poucos dias que a ideia de o vender partiu do próprio Santana Lopes. Se o próximo leilão ficar igualmente deserto a autarquia continuará a tentar encontrar um interessado mas de outra forma, nomeadamente contactando ‘stands’ de automóveis».&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Num país onde os políticos nos querem convencer que são modelos de comportamento e que existem para melhorar a vida das pessoas, e que a causa pública é um acto de serviço, uma notícia como esta deveria ser suficiente para acabar de vez com a carreira de um político. Não está em causa a costumada leviandade de Pedro Santana Lopes, está em causa a pura delapidação de dinheiros públicos, dinheiro dos contribuintes que não ganham, em vários anos, aquilo que a Câmara aceitou pagar pelo carro do seu presidente. No mínimo, isto devia ser um ilícito penal, e quem se comportasse deste modo devia ser imediatamente proibido de receber do Estado português mais um tostão que fosse, o que liquidaria a reforma de Pedro Santana Lopes. No máximo, isto devia ser o final de uma carreira política, qualquer carreira política. Pedro Santana Lopes não chegou ontem à política portuguesa. Inteligente, instintivo e talentoso, ágil e tremendamente hábil em campanhas eleitorais, ganhou as suas batalhas dentro do PSD contra gente que não merecia um terço da simpatia que o jovem auto-intitulado discípulo de Sá Carneiro conseguia arregimentar nas hostes laranjas e nas hostes populares. Perseguido pelos guardiões da moral e os «brigadistas» de uma ética desmentida pelos seus comportamentos duvidosos e os seus negócios amorais, Santana Lopes era o representante de uma geração que, julgava eu, queria o poder para o exercer com exemplaridade e discernimento, misturada com uma certa loucura e anarquia. Ao lado da austeridade de Cavaco e da sua banda de lacaios e barões, Santana Lopes e o seu amigo Durão Barroso pareciam mais saudáveis e mais fiáveis, apesar dos erros e da ambição surda. Tanto num caso como noutro, tiveram tudo nas mãos. Durão Barroso ganhou o país sobre a fuga de António Guterres e Santana Lopes ganhou a Câmara sobre o cansaço de João Soares. Nessa noite, perante as derrotas de Edite Estrela e José Luís Judas, considerados os dois casos extremos de autarcas indesejáveis, o país celebrou a vitória do PSD, e mesmo o país socialista celebrou esta vitória. Começava uma nova era, e o novo PSD, liberto de Marcelo e do seu grupo, e de Cavaco e do seu grupo, parecia estrear uma geração de ouro, esquecendo o facto de Barroso ter enfrentado Marcelo num congresso do partido com palavras duras justamente por Marcelo ter feito a sua aliança com o «inimigo» Paulo Portas. Sabemos hoje como a história acabou. A fuga de Guterres, comparada com a de Barroso, foi nada, e nem é preciso invocar aqui a dúbia moralidade de andar meses a negar a saída de chefe do Governo para na semana seguinte entrar como chefe da Comissão Europeia. Barroso, simplesmente e com toda a desfaçatez, mentiu ao país. Santana, certamente quando tinha acabado de estrear o seu Audi de 115 mil euros, resolveu por obra e graça do Presidente Sampaio (que achou que estes actos eram possíveis e o cargo de primeiro-ministro era fungível e dinástico) mudar-se para São Bento e passar a andar noutro carro. Barroso transformou-se em José Barroso e em comissário, Santana foi despedido e regressou à Câmara de Lisboa donde se retirou reformado, suspendendo o seu mandato como deputado na Assembleia da República. Carmona Rodrigues, o seu número dois, ganhou as eleições a Manuel Maria Carrilho, entretanto desaparecido em combate e ignorado pelo PS ou pela famosa concelhia de Lisboa do PS, que continua a fazer negócios com Carmona Rodrigues e o PSD por, li eu, «não acreditar na política da terra queimada». Entretanto, as duas grandes apostas estratégicas de Santana Lopes, o túnel do Marquês (com o qual concordei) e o Parque Mayer, jazem mortos e arrefecem. Ninguém duvida que o negócio com a Bragaparques, depois da tentativa de corrupção do vereador José Sá Fernandes, avance muito mais, e muito mais há por explicar e o ministério público investigar, incluindo o preço dos terrenos na permuta, inferior à maior oferta, o que é lesivo do interesse da CML. E o túnel do Marquês, se não está parado, parece parado ali para os lados da Fontes Pereira de Melo, aguardando as obras do Metro na Linha Amarela e ameaçando transformar-se noutro Terreiro do Paço. Esta Câmara, que herdou dívidas, sangue, suor e lágrimas, está paralisada em diversas frentes. Da potestade de Pedro Santana Lopes e de José Manuel Durão Barroso, o que ficou? A azia no estômago dos portugueses, o agravamento da crise, e a vitória do Cavaco Silva nas presidenciais, que esconde um PSD a boiar em seco. E ficou este Audi, claro (não), vendido em hasta pública, símbolo perfeito do desrespeito pelo povo português, de que Santana Lopes tanto dizia gostar."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114200118932178505?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114200118932178505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114200118932178505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114200118932178505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114200118932178505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/03/deixa-l-na-figueira-foi-um-mercedes.html' title='Deixa lá, na Figueira foi um Mercedes'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114200066593535286</id><published>2006-03-10T14:20:00.000Z</published><updated>2006-03-10T14:24:25.946Z</updated><title type='text'>Aqui está um tipo que não para de me surpreender</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"A raposa e as uvas"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Jorge Fiel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Expresso" - 04.03.2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«DAS duas versões clássicas da fábula da «Raposa e das Uvas» prefiro claramente a moral da história tirada por La Fontaine à de Esopo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Como devem estar lembrados, a história é a mesma- apenas diferem na conclusão. Uma raposa faminta passa debaixo de uma parreira carregada de cachos de uvas bem maduras, mas altas de mais. Por mais que pulasse não conseguiria abocanhá-las.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Na versão de Esopo (séc. VI a.C.), a raposa olhou para os cachos e disse: «Estão verdes...». «É &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;fácil desdenhar daquilo que não se alcança», concluiu o filósofo grego, tornando-se assim o remoto inspirador do moderno provérbio «quem desdenha quer comprar».&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Na versão de La Fontaine (séc. XVIII), a raposa segue o seu caminho, murmurando: «Estão verdes... já vi que são azedas, duras...». «Adiantaria se chorasse?», remata o fabulista francês.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu interiorizei, como um mandamento de vida, o pragmatismo do ensinamento retirado por La Fontaine da fábula da raposa.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sonhar ser vizinho da Yoko Ono no Dakota Building (com vista para o Central Park), ter um apartamento no coração do Marais (preferencialmente na Place des Vosges), ser visita frequente de casa de Scarlett Johansson e voar entre Nova Iorque e Paris em classe executiva com um portátil Sony Vaio BX197XP debaixo do braço, não passaria de um exercício barato de masoquismo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Seria também um enorme desperdício de tempo que me impediria de tirar prazer dos meus apartamentos na Pasteleira e em São João do Estoril, da companhia da Isabel, João, Pedro e Mariana, das viagens de Alfa entre o Porto e Lisboa em que aproveito as três horas de autonomia do meu HP Pavilion dv 1000.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Devo confessar-vos que vivo bastante satisfeito com o formato «estão verdes... não prestam» gravado no meu disco rígido e respondendo sempre em regime de piloto automático.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ser um pragmático da linha dura não equivale a atravessar a vida com os braços caídos. O «estão verdes... não prestam» não é sinónimo de desistência, mas sim da recusa em travarmos guerras que à partida sabemos que não podemos vencer.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se queremos ganhar, é estúpido jogar ténis com Boris Becker. Mas se calhar podemos vencê-lo se o desafiarmos para uma partida de xadrez ou de matraquilhos. Temos é de ser realmente bons e competitivos nestas disciplinas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Com uma simplicidade luminosa, o ministro de Estado japonês Kouki Chuma explica tudo isto numa frase desarmante: «As roupas baratas, o Japão compra à China. As roupas caras, a China compra ao Japão». Esta bússola de bom senso deveria chegar para sobrevivermos.»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114200066593535286?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114200066593535286/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114200066593535286' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114200066593535286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114200066593535286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/03/aqui-est-um-tipo-que-no-para-de-me.html' title='Aqui está um tipo que não para de me surpreender'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114200032345046307</id><published>2006-03-10T14:14:00.000Z</published><updated>2006-03-10T14:25:02.700Z</updated><title type='text'>Já se estava a adivinhar...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Mude de atitude, compre português"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nicolau Santos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Expresso" - 04.03.2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://semanal.expresso.clix.pt/foto/default.asp?id_artigo=ES211753&amp;imagem=F1-E021" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«PORTUGAL é o maior produtor mundial de cortiça. Entre as muitas utilizações da cortiça, o fabrico de rolhas é uma das mais conhecidas - que são vendidas para muitos mercados. Portugal é um produtor e exportador de vinho. Esse vinho utiliza rolhas de cortiça. Mas há algo que ameaça quer as rolhas de cortiça quer o vinho português: são os vedantes alternativos e o vinho que os utiliza.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Faz, por isso, todo o sentido que a Associação Portuguesa de Cortiça tenha lançado uma grande campanha no mercado internacional com o objectivo de reforçar a imagem das rolhas de cortiça nos mercados internacionais - e, ao mesmo tempo, de demonstrar que o toque de classe dos grandes vinhos passa pela utilização de rolhas de cortiça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para promover esta campanha, a APCOR recorreu a um dos rostos portugueses mais mediáticos neste momento, o de José Mourinho. E fez muitíssimo bem. É este, aliás, um exemplo a seguir. Com a globalização, todos os nossos produtos em todos os mercados (mesmo no nosso) estão sujeitos a fortes ataques da concorrência. Há que estar atento e responder-lhes taco a taco. E, para isso, há que provar que os nossos produtos são melhores, são excelentes. Associar-lhes rostos portugueses de sucesso faz todo o sentido: na arquitectura (Siza Vieira, Souto Moura), na literatura (Saramago, Lobo Antunes, Miguel Sousa Tavares, Inês Pedrosa), na música (Maria João Pires, Rodrigo Leão, Kátia Guerreiro), no desporto (Mourinho, Figo, Cristiano Ronaldo), etc.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://semanal.expresso.clix.pt/foto/default.asp?id_artigo=ES211753&amp;amp;imagem=F2-E021" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Portugal mudou profundamente nos últimos 30 anos. Há muito que não somos o país da velhinha vestida de preto que leva pela arreata um burro que puxa uma carroça carregada com fardos de palha. Somos um país moderno - e temos de vender essa modernidade. Somos um país que tem excelentes produtos - e temos de mostrar aos outros que temos esses excelentes produtos.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É por isso que também fez todo o sentido a realização do SISAB (Salão Internacional do Vinho, Pescado e Agro-Alimentar), que durante três dias decorreu no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. Objectivo: dar a conhecer a 560 importadores de 65 países os produtos oferecidos pelas empresas portuguesas exportadoras do sector agro-alimentar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essa nova imagem do país é sublinhada pelo presidente do ICEP nesta edição: Portugal é essencialmente um exportador de maquinaria, que já representa um terço das nossas vendas ao exterior. Só depois vem a fileira da moda (têxteis, vestuário e calçado), mas com metade do valor vendido das máquinas. Mais importante, enquanto o sector da moda vem numa tendência de queda, a venda de máquinas ao exterior vai numa consistente tendência altista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A esta percepção do país há que juntar uma outra, a responsabilidade dos consumidores. Se quando compramos algo optarmos pelo produto português, exigirmos o produto português (exigindo também qualidade e um preço competitivo), estaremos a contribuir para uma economia mais forte, para empresas mais modernas e para garantir ou criar milhares de postos de trabalho. Todos nós, enquanto consumidores, somos responsáveis pela construção de um país onde seja excelente viver.»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114200032345046307?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114200032345046307/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114200032345046307' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114200032345046307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114200032345046307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/03/j-se-estava-adivinhar.html' title='Já se estava a adivinhar...'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114199942975634156</id><published>2006-03-10T14:00:00.000Z</published><updated>2006-03-10T14:03:49.773Z</updated><title type='text'>Sois Rei!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Um exercício inútil"&lt;br /&gt;Vasco Pulido Valente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Público - 10-03-2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«A posse do dr. Cavaco foi surpreendente. Parece que à medida que o regime se degrada, precisa crescentemente de esconder a sua fraqueza com pompa e circunstância. Mas neste caso também a pompa e circunstância serviram para anunciar outra coisa: a ideia de Cavaco sobre o que deve ser a Presidência. E, pelos vistos, deve ser um Presidência majestática. Nem Eanes, nem Soares, nem Sampaio entraram com um estrondo comparável. Se houve um "período de transição", e se calhar houve, ninguém deu por isso. Não veio de fora um cortejo de notabilidades com incenso e mirra. E a cerimónia, ela própria, teve uma certa e democrática pobreza. É a diferença entre quem se considerava um funcionário da República e quem, no fundo, se considera um soberano.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O discurso inaugural do Presidente não se distinguiu pela originalidade. Os "cinco desafios" (detestável calão) que apresentou ao Parlamento não passam de lugares-comuns, que por toda a parte toda a gente papagueia. Portugal precisa de um "crescimento mais forte"; o futuro depende da educação e da formação; a justiça está a pedir uma reforma drástica; é urgente tratar da Segurança Social; e não seria mau que os políticos se tornassem (por milagre?) muito virtuosos. Fora esta lista seca e peca, nem uma palavra em que o país sentisse o sopro de um novo espírito. Verdade que o dr. Cavaco exigiu "acção", mas que espécie de acção para que espécie de Portugal? Se ele sabe, não disse. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Infelizmente, não disse, porque não sabe. O dr. Cavaco não desembarcou ontem de Boliqueime e a cabeça dele não é um mistério. Nunca percebeu o país que governava e, hoje como ontem, sempre o quis transformar num "bom aluno" da Europa: sério, cumpridor e "moderno". Como? Aplicando, "com rigor", o "modelo" de Bruxelas: no fundo, o modelo clássico da "social-democracia", corrigido por algum "liberalismo" relutante e forçado. Não lhe ocorreu que esse "modelo" pudesse não servir à nossa velha cultura de isolamento e miséria, e à nossa classe "dirigente" irresponsável, oportunista e crassa. O resultado não se recomenda. Mas Cavaco não aprendeu nada no exílio. Volta disposto a repetir a dose, "em comum" com o Governo, se o Governo deixar. Ou seja, ponto a ponto, "medida" a "medida", vai tentar refazer o Portugal imaginário do seu tempo de glória. Um exercício inútil, como já se provou.»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114199942975634156?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114199942975634156/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114199942975634156' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114199942975634156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114199942975634156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/03/sois-rei.html' title='Sois Rei!'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-114165497955118036</id><published>2006-03-06T14:16:00.000Z</published><updated>2006-03-06T14:22:59.573Z</updated><title type='text'>Ainda o enevelope</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Miguel Sousa Tavares&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Assalto ao computador"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Expresso - 04.03.2006 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"HÁ QUALQUER coisa de novo no raide da justiça contra o jornal «24 Horas» que é suficientemente grave como sintoma para que, mesmo sem cair em alarmismos histéricos, possa passar em claro. Como se fosse um teste da magistratura contra a imprensa, para medir as reacções e ver se há terreno livre para avançar e criar jurisprudência. Pena que tenha sido logo escolhido um jornal que é tudo menos uma referência ética e um modelo de bom jornalismo: vamos acreditar que a ofensiva judicial não teve precisamente isso em conta. O facto é que não apetece nada ter de ser solidário com um jornal como o «24 Horas», mas há alturas em que o mais importante é escolher contra quem se está e não com quem se está.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Recapitulemos o que está em causa, pois o seu simples enunciado é elucidativo. Ao abrigo das investigações do processo Casa Pia - que abriram um precedente nunca visto de meios e métodos de investigação - foi parar ao processo o chamado «Envelope 9», o qual, aberto pelo «24 Horas», revelou conter uma extensa lista das chamadas telefónicas recebidas e efectuadas por umas dezenas de pessoas que tinham em comum estar ligadas à política e não terem qualquer ligação com o processo. Perante a estupefacção geral que esta revelação causou, o Presidente da República (um dos constantes do «Envelope»), chamou a Belém o procurador e falou à Nação para dizer que não toleraria métodos de investigação que incluíam a invasão indevida da privacidade das pessoas e, como tal, dera ao procurador um prazo curtíssimo para apurar como tal fora possível e daí extrair as necessárias consequências, disciplinares e penais. Claro e inequívoco: tratava-se apenas de esclarecer qual das duas hipóteses acontecera: se os investigadores tinham pedido esses elementos ao operador telefónico ou se fora este, sem ter sido solicitado para tal, que os fornecera. Nada mais do que isto e para apurar isto, mesmo ao mais incompetente serviço de investigação do mundo, bastariam três dias, para não dizer três horas.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Mas sucedeu, uma vez mais, o impensável: passado mês e meio, o procurador nada apurou e, não contente com isso, deixou que os seus magistrados mudassem o sentido do mandado presidencial - em vez de apurarem como e por ordem de quem é que tais elementos tinham ido parar ao processo, resolveram apurar como é que tal notícia tinha ido parar ao jornal. Entretanto, o dr. Souto Moura espera que nada suceda até terça-feira próxima, último dia da presidência de Jorge Sampaio, e confia que o novo Presidente não irá mexer num assunto que não foi ele a levantar, criando logo à partida um conflito entre órgãos de soberania. Perfeito, exemplar: nenhuma biografia poderá jamais testemunhar melhor o que tem sido o entendimento das suas funções por parte do dr. Souto Moura - na esteira, aliás, do seu inesquecível antecessor, Cunha Rodrigues, a quem a justiça portuguesa deve muito do estado a que chegou.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora, um juiz de instrução criminal acaba de determinar que os computadores apreendidos a dois jornalistas do «24 Horas» podem ser abertos e livremente vasculhados pelos investigadores a mando do dr. Souto Moura. Para justificar aquilo que, antes de mais, é uma extrema violação da privacidade e do segredo profissional, o juiz considerou que «a possibilidade de devassa do sigilo profissional é inferior ao crime que está em discussão». Lê-se esta decisão e fica-se perplexo. Primeiro que tudo, não se percebe bem que crime poderão ter cometido os jornalistas, ao revelarem uma peça que consta de um processo que está em julgamento. Em seguida, «o crime que está em discussão» é o que consiste no pedido ou no fornecimento indevido dos registos telefónicos do «Envelope 9» - foi isso que o Presidente mandou investigar e isso nunca poderia ter sido feito por jornalistas, mas só por quem tinha poderes para tal. Em terceiro lugar, tendo os jornalistas do «24 Horas» fornecido logo as disquetes referentes ao «Envelope 9», assim que foram visitados pelos investigadores, que mais quererão estes vasculhar nos seus computadores que tenha que ver com esta investigação? E, finalmente, atente-se no desprezo a que o magistrado vota o sigilo profissional dos jornalistas, sem o qual nunca teria existido &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;jornalismo de investigação, a começar por Watergate e a acabar nas denúncias de todos os abusos processuais cometidos durante a instrução do processo Casa Pia.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É impossível fugir à conclusão da leitura sobreposta e sucessiva dos factos. A instrução do processo Casa Pia foi revelando algumas práticas investigatórias e alguns métodos de actuação dos magistrados que não são aceitáveis num Estado de direito (felizmente não extensíveis ao julgamento, cuja condução tem sido inatacável). A certa altura, tornou-se mesmo evidente que havia um desvio político na investigação, visando particularmente o Partido Socialista e acabando por vir a ter uma influência determinante no curso da política nacional. Basta recordar o episódio em que às vítimas do caso foi exibido um catálogo de fotografias de potenciais suspeitos e onde se incluíam, entre muitos outros da área política escolhidos a dedo, Mário Soares, Almeida Santos ou Jaime Gama - um método de investigação inédito, aberrante e assustador.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nessa fase da instrução, os investigadores contavam com o apoio geralmente acrítico da imprensa, cujo interesse legítimo em querer sempre saber mais do que se passava lá dentro foram alimentando com sucessivas e oportunas fugas de informação, invariavelmente mandadas investigar e logo deixadas em descanso pelo inabalável Souto Moura. Mas agora, ao que parece, os jornalistas já não estão bem vistos lá por casa. Porque, aos poucos, foram pondo crescentemente em causa coisas estranhas que se iam passando e porque, agora que o Presidente da República resolveu intervir e pedir satisfações pelo «Envelope 9», era preciso sacudir a água do capote e arranjar bode expiatório mais à mão: os aliados de ontem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fiquemos atentos, porque vêm aí mais episódios desta roda livre em que funciona a justiça. Para breve, prepara-se a criminalização dos jornalistas pela violação do segredo de justiça: prende-se o mensageiro, que está identificado e não faz parte da corporação, e manda-se investigar «rigorosamente», e sempre fracassadamente, quem lhe passou a mensagem, a partir do processo que tem à sua guarda."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-114165497955118036?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/114165497955118036/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=114165497955118036' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114165497955118036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/114165497955118036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/03/ainda-o-enevelope.html' title='Ainda o enevelope'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113716597231254746</id><published>2006-01-13T15:22:00.000Z</published><updated>2006-01-13T15:26:12.326Z</updated><title type='text'>Inquérito ao próprio?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;«Telefone do Presidente foi controlado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Jorge Sampaio: escutas telefónicas a altas figuras do Estado "é uma questão grave"»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;13.01.2006 - 13h27   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«O Presidente da República, Jorge Sampaio, classificou hoje como "uma questão grave" o registo de milhares de chamadas telefónicas feitas por altas figuras do Estado, entre as quais ele próprio.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"A única coisa que se tem de esperar é que o procurador-geral da república [PGR], como já anunciou à comunicação social, faça desencadear o inquérito necessário para que esta questão grave possa ser definitivamente esclarecida", declarou Jorge Sampaio.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O Presidente falava hoje à saída de um encontro com militares no Instituto Superior de Estudos Militares e só acedeu a prestar declarações após muita insistência por parte dos jornalistas.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"A vossa agressividade não faz nenhum sentido", ripostou o Presidente da República depois das sucessivas perguntas dos jornalistas.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O procurador-geral da república, Souto Moura, anunciou hoje a abertura de um "inquérito rigoroso" à situação, depois de um encontro em Belém com Jorge Sampaio, a pedido do chefe de Estado.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Sampaio chamou o procurador a Belém na sequência de uma notícia do "24horas" que dá conta de que o "Ministério Público controlou 80 mil chamadas de todos os titulares dos órgãos de soberania feitas de números privados" durante ano e meio, no âmbito do processo Casa Pia.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Souto Moura admitiu após o encontro com Sampaio que a notícia contém "elementos extremamente graves".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O registo dos números foi fornecido pela Portugal Telecom, que entregou ao MP e ao juiz Rui Teixeira - juiz de instrução do processo Casa Pia - informação específica sobre as chamadas realizadas a partir de telefones particulares.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O jornal refere que não encontrou no processo qualquer documento que validasse juridicamente esse registo das chamadas nem conseguiu obter junto da Portugal Telecom (que fornece os registos) o despacho do juiz de instrução específico sobre estas chamadas, efectuadas a partir de telefones fixos.»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113716597231254746?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113716597231254746/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113716597231254746' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113716597231254746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113716597231254746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/01/inqurito-ao-prprio.html' title='Inquérito ao próprio?'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113656114696797493</id><published>2006-01-06T15:17:00.000Z</published><updated>2006-01-06T15:25:46.983Z</updated><title type='text'>Eis porque ela seria uma excelente candidata</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;UMA CANDIDATURA INOVADORA&lt;br /&gt;Helena Roseta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;em&gt;"Até ao próximo dia 20 de Janeiro, o PÚBLICO editará 12 textos de opinião onde os autores assumem o apoio claro a um candidato, inserindo-os nas páginas de cobertura de campanha para a eleição do Presidente da República. O critério foi o de atribuir dois textos a cada candidatura. Estes textos serão seleccionados pelos serviços de candidatura dos seis candidatos: Cavaco Silva, Francisco Louçã, Garcia Pereira, Jerónimo de Sousa, Manuel Alegre e Mário Soares. A sua ordem de publicação é aleatória."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«1.A candidatura de Manuel Alegre é o facto político mais inovador que aconteceu em Portugal nos últimos anos. Pela sua génese, pela maneira como se tem desenvolvido, pelo tipo de apoios que tem recebido, pela expectativa que criou e pelas altas probabilidades de vir a obter um excelente resultado. Manuel Alegre é um homem livre, independente, corajoso e com um percurso de vida notável. Mas é também poeta, qualidade que lhe dá uma especial capacidade para captar os sinais dos tempos e compreender as motivações mais fundas das pessoas. Em tempos difíceis como os que vivemos, essa capacidade de ver mais longe é talvez a mais urgente. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Todo o processo da sua candidatura representa uma pedrada no charco. As pessoas estão fartas de ter de suportar as consequências de decisões que foram tomadas sem as ouvirem. E nenhum dos outros cinco candidatos acrescenta algo de realmente novo ao debate político em Portugal.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;2. Cavaco Silva é um homem do passado, que quer fazer em Belém uma "cooperação estratégica" com o Governo, mas que não tem um sentido da história e do futuro. O modelo de&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;desenvolvimento que defendeu e aplicou em Portugal está esgotado. O próprio reconheceu aliás, honra lhe seja feita, em debate com Manuel Alegre, que os seus governos se tinham preocupado mais com a quantidade do que com a qualidade. O simples facto de dissociar quantidade e qualidade mostra que ainda não mudou de paradigma. Não haverá quantidade (ou seja crescimento) se não se apostar ao mesmo tempo na qualidade. No mundo global e competitivo que é o nosso, não haverá uma sem a outra.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Mário Soares também não tem nada de novo a dizer. Passou os debates televisivos a atacar os adversários, por vezes de forma grosseira, o que lhe fica muito mal. Não me lembro de nenhuma eleição em Portugal ser ganha por quem tenha baseado toda a sua estratégia na demolição do adversário. Foi o grande erro de Sá Carneiro contra Eanes, em 1980. Soares também não tem hoje a mesma aceitação e simpatia que já teve. Não se pode beber duas vezes a mesma água do rio, disse Heráclito. A ideia de que Soares "já lá esteve" e não tinha realmente necessidade de voltar é muito generalizada. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Jerónimo, Louçã e Garcia Pereira são candidaturas de protesto, legítimas, evidentemente, mas que não têm Belém como objectivo. Ligadas aos respectivos partidos, não têm qualquer propósito de alargamento e abertura a outros eleitorados. Tomara que tivessem. Com o sistema eleitoral de duas voltas, todos os votos que cada uma delas conseguir na primeira volta podem contribuir para garantir uma segunda volta.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;3. Houve muita gente que não acreditou que a candidatura de Alegre fosse capaz sequer de existir, quanto mais de se organizar e bater de igual para igual com candidaturas que têm outras máquinas e outros meios. Na falta de um aparelho logístico, usamos todas as potencialidades da Internet, dos telemóveis e do correio electrónico. Na falta de dinheiro, pedimos um empréstimo, angariamos fundos com obras de arte dadas e enchemos as sedes de voluntários. Fomos os únicos que cumprimos as formalidades legais sem o apoio de nenhum partido. Temos sedes abertas em todo o país, e em muitos distritos mais do que uma. Juntamos gente das mais diversas proveniências, de várias esquerdas, de vários passados e muitos estreantes. Acreditamos no poder dos cidadãos. E o que temos constatado é que as pessoas têm criatividade, vontade de participar e coisas para dizer. No nosso portal e nos nossos blogues, é possível comentar e criticar. Não há aqui hierarquias, disciplinas partidárias ou qualquer outro tipo de tutelas. Tudo isto são traços de novas formas de intervenção política, que nos EUA têm tradição, mas em Portugal são pouco usuais.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;4. Mas também nas propostas de Manuel Alegre há inovação. Sucede, aliás, um fenómeno muito estranho: alguns comentadores criticam o vazio de ideias, mas os outros candidatos, de uma forma ou outra, têm vindo a utilizar propostas que Alegre foi o primeiro a apresentar. Cavaco Silva, no debate televisivo com Soares, falou num "Pacto Económico e Social" nos mesmos e precisos termos com que Manuel Alegre o propôs no seu Contrato Presidencial. E Mário Soares apresentou como grande novidade da sua campanha a ideia de "presidências de proximidade", numa colagem óbvia à proposta de Manuel Alegre de desenvolver uma "magistratura de proximidade e exigência". Esqueceu-se foi da exigência.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;5. A questão europeia é outro dos mistérios desta campanha. Em todas as suas intervenções, Alegre desenvolve este tema. Foi o único a falar da constituição económica não escrita, formada pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento, juntamente com as Grandes Orientações de Política Económica, que condicionam todos os governos e limitam a construção de verdadeiras alternativas. Aqui está um tema essencial. Mas o espaço que lhe tem sido dado em entrevistas e noticiários é mínimo ou inexistente.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;6. O que nos leva a colocar outra questão, que é a da forma como os media têm lidado com as candidaturas presidenciais. Ao sair do formato pré-estabelecido (bipolarização entre as candidaturas apoiadas pelos maiores partidos) a candidatura de Manuel Alegre também tem representado um desafio. Para lá de alguma desigualdade de tratamento (evidente nos estudos objectivos sobre o tempo ou o espaço atribuído às diferentes candidaturas), a candidatura de Alegre trouxe à luz do dia o desfasamento que existe entre opinião pública e opinião publicada. No final dos debates televisivos, por várias vezes Alegre foi dado como vencedor por sondagens imediatas. Os comentadores disseram quase sempre o contrário. Quem comenta os comentadores?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;7. A velha maneira de fazer política ainda anda por aí. As ameaças de dirigentes do PS contra a liberdade de voto nestas presidenciais foram um dos momentos mais negros da pré-campanha. Mas os votos não têm dono, ao contrário do que ainda pensam os velhos políticos. A eleição presidencial é a única eleição unipessoal. Tem de ser ela própria um acto de liberdade. E uma oportunidade histórica de demonstrarmos desde já o poder dos cidadãos para mudar a política. Pelo que vemos e sentimos no terreno e pela transversalidade desta candidatura, estou convencida de que iremos assistir a resultados surpreendentes. Sejam eles quais forem, ficaremos a dever à coragem de Manuel Alegre o ter sido capaz de acrescentar liberdade à liberdade de todos nós. E isso é já, por si só, uma enorme vitória. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Membro da Comissão Política da candidatura de Manuel Alegre»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113656114696797493?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113656114696797493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113656114696797493' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113656114696797493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113656114696797493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/01/eis-porque-ela-seria-uma-excelente.html' title='Eis porque ela seria uma excelente candidata'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113629881220478732</id><published>2006-01-03T14:31:00.000Z</published><updated>2006-01-03T14:33:32.206Z</updated><title type='text'>Se calhar não é assim tão mau um Presidente saber alguma coisita dos dossiers</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Presidente deverá receber ministro da Economia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sampaio quer conhecer o novo modelo de governação da EDP" &lt;/span&gt;&lt;a href="http://10.38.1.194/admin/editaNoticiaHTM.asp?idNot=1243550&amp;id=10" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PUBLICO.PT  - 03.01.2006 - 09h09   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«O Presidente da República, Jorge Sampaio, pediu informações sobre o novo modelo de governação da EDP e pretende obter detalhes sobre a entrada da espanhola Iberdrola, presidida em Portugal pelo deputado do PS e antigo ministro das Finanças, Pina Moura, nos órgãos sociais da eléctrica portuguesa.&lt;br /&gt;Segundo o “Diário Económico”, Jorge Sampaio deverá receber hoje o ministro da Economia, Manuel Pinho, para conhecer detalhes sobre o novo modelo orgânico da EDP. Ontem, foi a vez de os accionistas privados darem a conhecer as suas propostas. António Mexia é apontado pela imprensa para substituir João Talone na presidência da eléctrica.»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113629881220478732?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113629881220478732/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113629881220478732' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113629881220478732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113629881220478732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/01/se-calhar-no-assim-to-mau-um.html' title='Se calhar não é assim tão mau um Presidente saber alguma coisita dos dossiers'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113629866696878471</id><published>2006-01-03T14:27:00.000Z</published><updated>2006-01-03T14:31:06.973Z</updated><title type='text'>E vão mesmo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Espanhóis poderão integrar conselho superior da eléctrica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Talone diz que entrada da Iberdrola no governo da EDP é inaceitável"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;C.F./PÚBLICO  - 03.01.2006 - 09h35&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«João Talone, presidente executivo da EDP - Energias de Portugal, atacou ontem a possível entrada da espanhola Iberdrola nos órgãos sociais da eléctrica portuguesa, por estar em causa a possibilidade de um concorrente poder ter acesso às orientações estratégicas definidas pelos accionistas para a eléctrica nacional.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Iberdrola é representada em Portugal pelo deputado socialista Joaquim Pina Moura, o ex-ministro da Economia do PS, que negociou a entrada da operadora espanhola na EDP (onde tem 5,7 por cento).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Em comunicado emitido ontem ao final da tarde, e falando em seu nome pessoal, Talone considera "totalmente inaceitável" que "um dos mais importantes concorrentes da EDP" possa "integrar o futuro governo" da empresa, "tendo acesso e participando na decisão da sua estratégia futura", situação que em "Espanha seria ilegal".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Manuel Pinho, ministro da Economia de José Sócrates, já admitiu a possibilidade da Iberdrola poder integrar o conselho superior da EDP, onde estão todos os accionistas com posições qualificadas (superiores a dois por cento) e que aprovam as orientações estratégicas da empresa portuguesa. De acordo com Pinho a eléctrica espanhola não terá acesso ao conselho de administração, onde estão os gestores profissionais com funções executivas. Este foi o modelo proposto ao Governo (que o aceitou) pelos accionistas privados (BCP, Mello, Stanley Ho, Iberdrola, Cajaastur, CGD).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Talone lembra que "não houve qualquer posição inequívoca pública dos accionistas qualificados contrariando" a solução avançada pelo Governo de admitir a presença da eléctrica espanhola na estruturas de gestão da EDP.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Gestor está de saída&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O gestor afirma que terminou a 31 de Dezembro o "período formal" do seu mandato, explicando que não é sua "intenção fazer novo mandato". E manifesta-se disponível para a partir de agora ter uma intervenção mais pró-activa, interna e publicamente, "comentando" iniciativas que possam "afectar a empresa", a sua "independência" e o interesse dos seus accionistas. Isto, porque "embora tenha havido muita especulação recentemente sobre este tema, até hoje nenhum accionista qualificado (público ou privado) tomou a iniciativa de falar" com o gestor sobre se continuaria ou não à frente da empresa. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Para além da Iberdrola, são accionistas da EDP o Estado e a CGD, com uma posição conjunta de 25 por cento, o BCP, com seis por cento, e a espanhola Cajastur, com 5,53 por cento. O empresário macaense Stanley Ho, que detém 2,5 por cento da EDP, já confessou o desejo de elevar a sua participação para cinco por cento. Por sua vez, Vasco de Mello, da Brisa, que controla dois por cento da operadora, afirmou que estava disposto a sair da eléctrica.»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113629866696878471?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113629866696878471/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113629866696878471' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113629866696878471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113629866696878471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/01/e-vo-mesmo.html' title='E vão mesmo'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113629840396947708</id><published>2006-01-03T14:20:00.001Z</published><updated>2006-01-03T14:26:43.973Z</updated><title type='text'>Lá se vão as pilhas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Espanhóis poderão integrar conselho superior da eléctrica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Talone diz que entrada da Iberdrola no governo da EDP é inaceitável"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;C.F./PÚBLICO  - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://10.38.1.194/admin/editaNoticiaHTM.asp?idNot=1243553&amp;id=10" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;03.01.2006 - 09h35  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"FOI UMA intriga palaciana, urdida nos corredores de São Bento, Horta Seca e rua Augusta, envolvendo José Sócrates, Manuel Pinho, Pina Moura e Paulo Teixeira Pinto. As primeiras cabeças a rolar são as de João Talone e Francisco Sánchez, que deixam a liderança da EDP.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;António Mexia, ministro de Santana Lopes e amigo de Manuel Pinho, é o mais provável sucessor de Talone como CEO da EDP. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Os espanhóis da Iberdola vão finalmente ter o que queriam - um lugar nos órgãos sociais da eléctrica portuguesa.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Talone teme que o acordo com Iberdrola tenha como consequência o desaparecimento da EDP, ou a sua transformação numa segunda marca do gigante espanhol. E considera um caso de espionagem industrial, a entrada na gestão da EDP desta sua concorrente no mercado ibérico. &lt;strong&gt;«Quando um acto de espionagem industrial é legalizado pelos accionistas, só resta a quem está na gestão aceitar ficar, ou ser sério e sair»&lt;/strong&gt;, diz um porta voz da administração.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Há um mês, o ministro da Economia afirmava ao EXPRESSO que o seu papel era garantir a estabilidade da gestão da EDP. Agora, optou pela instabilidade e decidiu substituir Talone. O articulador desta vontade tem sido Teixeira Pinto, que, como presidente do BCP e accionista estratégico da EDP, promoveu reuniões individuais e conjuntas com outros accionistas relevantes da empresa.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O objectivo destes encontros - a que compareceram representantes da CGD, Brisa, Stanley-Ho, Cajastur e Iberdrola - era alcançar o consenso para a alteração do modelo de governo da eléctrica, adaptando-a ao modelo em vigor no BCP, com um Conselho Superior e uma Comissão Executiva. O Conselho Superior, sem funções de gestão diária, serviria de veículo para a entrada da Iberdrola na administração.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O problema fundamental levantado pelo acordo com os espanhóis será o futuro da Hidrocantábrico, empresa espanhola que a EDP comprou para se tornar o terceiro maior operador ibérico. Talone considera que a entrada da Iberdrola na gestão pode condicionar não só o desenvolvimento da EDP como criar graves problemas em Espanha para a HC Energias.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um dos accionistas desagradados com esta atitude do Governo/BCP é a Cajastur, que considera que a EDP está a ser entregue à Iberdrola, sem que esta pague um prémio pelo controlo da empresa.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Talone acha que os pequenos accionistas - que chegaram a ser cerca de 800 mil - estão a ser traídos neste processo e deveriam ter uma palavra a dizer sobre esta situação.»&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;«Só uma gestão desesperada pode aceitar ficar em funções se não conhece as intenções dos accionistas de referência, se é pelos mesmos desautorizada ou se são condicionados de algum modo os seus planos de desenvolvimento estratégico, aprovados em assembleia geral, órgão representativo de todos os accionistas»&lt;/strong&gt;, conclui o porta voz da EDP."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113629840396947708?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113629840396947708/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113629840396947708' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113629840396947708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113629840396947708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/01/l-se-vo-as-pilhas_03.html' title='Lá se vão as pilhas'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113629798621043610</id><published>2006-01-03T14:06:00.000Z</published><updated>2006-01-03T14:19:46.226Z</updated><title type='text'>E nós que enviámos o Cherne...ai...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"A Europa, a Ucrânia e Vladimir Putin"&lt;br /&gt;Teresa de Sousa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Público - 03/01/2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«A União Europeia arrisca-se a começar o ano de 2006 com o despertar doloroso para uma nova e complexa realidade: a crescente dependência energética de uma potência cada vez menos fiável que ameaça cada vez mais a estabilidade da sua fronteira leste&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;1.A chantagem de Vladimir Putin sobre a Ucrânia acaba de revelar a face mais brutal da forma como Moscovo pode utilizar a arma energética para prosseguir os seus objectivos estratégicos. E nem vale a pena dizer, como chegaram a balbuciar alguns responsáveis europeus, que se trata de uma questão de natureza meramente económica. Foi o próprio Kremlin que, sem qualquer pudor, lembrou o que estava em causa. O novo regime de Kiev quer ser "ocidental", ou seja, aspira a integrar a NATO e a UE? Então habitue-se a pagar a energia ao preço do mercado "ocidental". No Inverno do ano passado, com a sua "revolução laranja", a Ucrânia iniciou o caminho de saída da zona de influência de Moscovo. No Inverno deste ano, passa frio. O circunspecto e insuspeito Monde não hesitava ontem em escrever em editorial que "a primeira guerra do século XXI foi declarada". "Um país acaba de cortar o abastecimento de energia a outro porque este último não se submete às suas exigências. A Rússia, primeiro produtor mundial de gás, acaba de carregar no botão da arma energética."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Berlim, que importa da Rússia, via Ucrânia, 40 por cento do gás natural de que necessita, avisou (timidamente) Moscovo de que a sua decisão unilateral pode vir a afectar as relações económicas com o Ocidente. A presidência austríaca da UE já disse que talvez valha a pena colocar a questão da dependência energética da Europa na sua agenda. A Comissão já convocou para Bruxelas uma reunião de peritos. O alto representante da UE para a política externa, Javier Solana, já se ofereceu como mediador. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ironicamente, a Rússia acaba de assumir pela primeira vez a presidência do G8, elegendo a segurança energética como o tema político dominante do seu mandato. A forma como tratou a Ucrânia não ajuda nada a dissipar algumas dúvidas sobre a sua legitimidade para exercer tais funções. Mas provavelmente nada disto vai dissuadir Moscovo de prosseguir a sua política de chantagem económica sobre a Ucrânia, precisamente quando as eleições legislativas em Kiev, previstas para o próximo mês de Abril, lhe abrem a oportunidade de tentar reverter a situação a seu favor. Não foi por acaso que Putin classificou o fim da União Soviética como a maior "catástrofe geopolítica" do século XX, durante as celebrações do fim da Segunda Guerra Mundial que decorreram no passado dia 9 de Maio em Moscovo. Por mais que os europeus não queiram ouvir, é esta a realidade com que têm de lidar. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;2. A Ucrânia é o elo mais fraco da cadeia de dependência energética da Europa em relação à Rússia. Mas há alguns factos que vale a pena recordar. A Gazprom, a megaempresa estatal russa que cortou o abastecimento à Ucrânia, controla 20 por cento da produção mundial de gás natural, 60 por cento das reservas russas e 16 por cento das reservas mundiais. Se fosse um país, as suas reservas de petróleo e gás combinadas colocá-la-iam apenas atrás da Arábia Saudita e do Irão. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Um quarto do gás natural consumido pela União Europeia vem da Rússia, através de gasodutos que atravessam a Ucrânia. A Rússia é hoje o segundo maior exportador de petróleo do mundo e o primeiro de gás natural&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;. Alguns analistas têm vindo a alertar para "uma relação ao estilo saudita" entre a Rússia e os países ocidentais, numa altura em que a sede de energia das grandes potências económicas emergentes, como a China ou da Índia, volta a colocar a questão do abastecimento energético no centro da geopolítica mundial. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Como é que a União e os seus Estados-membros vão reagir, no curto e no longo prazo, a esta crise? Provavelmente como nos últimos anos, em ordem dispersa e sem uma visão estratégica. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;3. Desde que Vladimir Putin chegou ao poder no Kremlin, as relações com Moscovo têm dividido profundamente os países europeus. Para a Polónia, para as repúblicas bálticas e, em geral, para os novos Estados-membros da Europa de Leste, a Rússia continua a ser olhada, por razões mais do que óbvias, com profunda desconfiança. Pelo contrário, a França tende a ver em Moscovo um grande aliado político no seu afã de "contrabalançar" o poder dos Estados Unidos. E nada parece impedi-la de seguir a sua política de "mão sempre estendida", nem a Tchetchénia, nem os direitos humanos nem as liberdades cívicas que Putin se entretém a violar e a limitar sem qualquer preocupação. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O caso alemão é um pouco diferente. A Alemanha olha hoje para a Rússia como um parceiro económico de primeira importância e um insubstituível fornecedor de energia. Em Setembro passado, Gerhard Schroeder assinou com o seu amigo Vladimir Putin um contrato milionário (4 mil milhões de euros) para a construção de um novo pipeline ligando directamente a Rússia à Alemanha através do mar Báltico. Perante os protestos da Polónia e das repúblicas bálticas, o anterior chanceler alemão respondeu que se tratava do interesse vital do seu país em matéria de segurança energética. Angela Markel não põe em causa esta decisão, mas falta saber em que medida a nova chanceler, que prometeu não se relacionar com Moscovo "por cima da cabeça da Polónia", vai reagir à presente crise. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O Reino Unido tem hesitado entre uma visão optimista em relação ao futuro da Rússia e uma reacção mais pessimista e prudente face à deriva autoritária de Moscovo. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Mas quando, no Inverno passado, rebentou a crise ucraniana, não fosse Varsóvia ter saltado para a primeira linha da diplomacia europeia (e os EUA terem dado um pequeno empurrão fundamental), a União teria preferido olhar para o lado. Acabou por fazer o que estava certo, mesmo que sempre receosa de perturbar as boas relações com Moscovo e de ser ver confrontada com mais um país de grandes dimensões e enormes problemas a bater-lhe à porta. Esta crise ajudará certamente a Europa a olhar com mais atenção para as suas relações com Moscovo. A presença de Angela Merkel na chancelaria de Berlim poderá também significar uma abordagem diferente por parte da Alemanha. Mas uma coisa parece ser certa. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Depois de ter passado o ano de 2005 a tentar lidar com a emergência da China na cena internacional (sem grandes resultados, diga-se de passagem), a União Europeia arrisca-se a começar o ano de 2006 com o despertar doloroso para uma nova e complexa realidade: a crescente dependência energética de uma potência cada vez menos fiável que ameaça cada vez mais a estabilidade da sua fronteira leste.Talvez isso a faça acordar para as suas responsabilidades mundiais.»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113629798621043610?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113629798621043610/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113629798621043610' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113629798621043610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113629798621043610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/01/e-ns-que-envimos-o-cherneai.html' title='E nós que enviámos o Cherne...ai...'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113628597574411049</id><published>2006-01-03T10:57:00.000Z</published><updated>2006-01-03T10:59:35.753Z</updated><title type='text'>Nortada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Paulo Pereira Coelho afastado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Câmara da Figueira da Foz reúne em clima de tensão"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PÚBLICO  03.01.2006 - 10h12&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«A Câmara da Figueira da Foz reúne-se hoje pela primeira vez depois de Paulo Pereira Coelho ter sido afastado da vice-presidência e de todos os pelouros que detinha.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A oposição socialista promete trazer a questão para a ordem do dia, para assinalar o que classifica como "estado de desagregação da maioria social-democrata", enquanto Paulo Pereira Coelho diz aguardar "que o presidente justifique a decisão", para fazer depois uma declaração sobre "a situação política" na autarquia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Acho que a iniciativa está do lado do presidente. Houve uma decisão, aguardo que, na reunião de câmara, ela seja formalmente justificada, e em função disso falarei", afirmou ao PÚBLICO, sem querer antecipar o conteúdo dessa declaração que, segundo o próprio, "será, em grande parte, condicionada pelo teor das afirmações" do presidente da autarquia. Já o socialista Vítor Sarmento adianta que os vereadores do PS irão apresentar uma declaração para destacar "a grande desorientação e falta de unidade" no executivo municipal social-democrata. "Um episódio deste tipo, dois meses depois das eleições, revela que a equipa não foi bem constituída e revela, sobretudo, que a crise financeira e económica da autarquia é de tal forma grave que suscitou divergências muito profundas".»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113628597574411049?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113628597574411049/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113628597574411049' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113628597574411049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113628597574411049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/01/nortada.html' title='Nortada'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113619985109883607</id><published>2006-01-02T10:51:00.000Z</published><updated>2006-01-02T14:59:26.260Z</updated><title type='text'>Simples</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Não podemos tirar comida a quem tem fome para a pôr nos nossos supermercados&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O documentário O Pesadelo de Darwin é uma denúncia da globalização a partir da história de um peixe cujos filetes vêm para a Europa, enquanto as carcaças podres são disputadas pelos miseráveis que o pescam em África."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Alexandra Prado Coelho &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Público - 30/12/2005&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«Nos anos 60, a perca do Nilo, um predador voraz, foi introduzida no lago Vitória, na Tanzânia, como experiência científica. Quase todos os outros peixes existentes do lago foram dizimados. Hoje, a população vive na dependência de um único recurso: a venda da carne branca da perca para a Europa. Uma minoria enriqueceu. A maioria está a morrer aos poucos. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O Pesadelo de Darwin mostra a miséria dos pescadores que sonharam ganhar uns dólares e deixaram terras e famílias, das prostitutas condenadas a morrer de sida, das crianças abandonadas e esfomeadas a lutar por uma cabeça de peixe já podre (tirados os filetes, os milhões de carcaças são aproveitadas pelos tanzanianos, que as secam ao sol num cenário de verdadeiro pesadelo).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;No meio de tudo isto, há os aviões, guiados por pilotos russos, que não param de chegar: para a Europa levam o peixe, para África as armas. Para o realizador austríaco Hubert Sauper, o ciclo fecha-se e é muito claro: "Não teríamos percas do Nilo no nosso supermercado se não houvesse guerra em África." &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O filme - Melhor Documentário nos Prémios Europeus do Cinema 2004 - estreou-se ontem em Portugal (ver texto no suplemento Y). &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;PÚBLICO - O filme mostra uma realidade terrível. Mas a perca do Nilo não é também uma fonte de riqueza para as pessoas da região? &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;HUBERT SAUPER - É, mas a questão é para que pessoas? O que vemos no filme são também "as pessoas", o dono indiano da fábrica faz parte das "pessoas" e está a ganhar muito dinheiro. Se não houvesse o peixe não seria tão rico. Muitos ministros na Tanzânia ganham dinheiro, muitos agentes na Holanda, muitas companhias aéreas ganham muito dinheiro. Muita gente ganha muito dinheiro. Mas a maioria das pessoas do lago Vitória não só não estão a ganhar dinheiro como estão a morrer por causa disto. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Diz que todos os países que têm um importante recurso, seja a perca do Nilo no lago Vitória, os diamantes ou o petróleo, sofrem de certa forma uma maldição.&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Seria melhor não o terem?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Na maior parte das vezes é uma maldição. Uma das razões pelas quais, por exemplo, o Mali é um país pacífico é porque até agora não encontrou petróleo ou ouro. E por que é que a Nigéria está a arder? Porque há muito petróleo. É uma maldição, mas também uma bênção para muita gente que vem da Nigéria e agora tem uma grande casa no Sul da França. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Mas quando se fala de recursos naturais, como comida, algo que se pode consumir no local, então é um crime ainda mais óbvio levá-lo para fora do país. Não se pode tirar comida de um país onde as pessoas não têm suficiente para a pôr num supermercado em Lisboa. Há uma palavra para isto: neocolonialismo, com uma lógica de mercado.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Acontece sempre a mesma história, quando um país encontra um recurso natural apetecível?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Na maior parte das vezes, sim. Há algumas pessoas que cultivam café e que beneficiam do comércio justo, mas 99 por cento não só já não têm comida, porque qualquer pedaço de terra verde é usado para cultivar café, como já não conseguem vender o café porque é a Nestlé que dita os preços. Por isso as pessoas morrem de fome em zonas onde tudo é verde. E nós, os europeus, chegamos lá e perguntamos "como é que as pessoas morrem de fome num sítio onde tudo cresce?". Sim, mas em todos os espaços onde as coisas crescem está uma estúpida planta de café, ou tabaco, ou de outra coisa para a Europa.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mas como é que a população pobre do lago Vitória encara a perca do Nilo?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Os pescadores, por exemplo, vêm de sítios muito distantes do lago, eram camponeses e deixaram os seus campos porque queriam ganhar dólares. Acham que a perca do Nilo é uma coisa boa porque agora ganham dólares. Mas não sabem que 90 por cento de entre eles estão infectados com HIV, esqueceram-se que deixaram para trás oito crianças, e que o campo que tinham antes já não é cultivado, e que a Unicef tem que alimentar os filhos deles porque eles foram ganhar dólares. Os donos das fábricas não sabem como vivem os pescadores. Há um total desfasamento de conhecimentos. E uma absoluta relação de todos os seres humanos com os dólares. Esta globalização faz com que estejamos todos ligados mas não saibamos nada uns dos outros. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Foi descobrindo essas relações à medida que ia filmando ou já tinha o quadro completo no início?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;No filme convido o espectador a esta descoberta. Pergunto às pessoas o que trazem os aviões, não é que eu não saiba, é a minha técnica de trabalho. Mas durante a filmagem houve uma série de pormenores que foram surgindo. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Toda a gente parece ter grandes reservas em falar do tráfico de armas. Era também assim quando desligava a câmara?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;A forma como filmo tem muito a ver com o estar com as pessoas. Não há diferença entre falar com alguém com ou sem câmara - nem para mim nem para eles. Não fui ter com as pessoas nem lhes disse "ok, não estou a filmar, diga-me a verdade". Eu sabia a verdade. Sabia o que estavam a fazer. Queria convidar os espectadores nesta viagem de descoberta. Era uma viagem que eu já tinha feito há muito tempo. Há um momento de reconhecimento, em que nos apercebemos de uma coisa. Aconteceu-me há muitos anos quando fiz um filme no Congo sobre refugiados, e conheci pilotos que me contaram o que faziam [o transporte de armas]. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Considera-se um cineasta político?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Sou um realizador interessado na história contemporânea. Interesso-me pelas pessoas e isso torna-se político, porque a política tem a ver com as pessoas. Mas não sou um activista. Não quero investigar. Não é o meu trabalho descobrir que há aviões cheios de armas a ir para África. Não é o meu trabalho dizer-lhe que as crianças são pobres em África, que morrem de fome, que há guerra, prostituição - isso já você sabe. Só posso traduzir o que você já sabe numa obra de arte que a faça talvez entender alguma coisa.»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113619985109883607?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113619985109883607/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113619985109883607' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113619985109883607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113619985109883607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2006/01/simples.html' title='Simples'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113595507779308097</id><published>2005-12-30T15:02:00.000Z</published><updated>2005-12-30T15:04:37.793Z</updated><title type='text'>A conclusão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Sondagem EXPRESSO/Eurosondagem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um milhão de portugueses são homossexuais"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Expresso - 30/12/2005&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="javascript:Smaller();"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="javascript:Bigger();"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«CERCA de um milhão de portugueses (9,9%) revelam ser homossexuais, numa sondagem, com questionários anónimos e confidenciais, realizada este mês pela Eurosondagem para o EXPRESSO.&lt;br /&gt;No conjunto dos portugueses com mais de 15 anos, 7% afirmam ser homossexuais, 2,9% bissexuais e 90,1% heterossexuais. Entre os que indicam a sua orientação homossexual ou bissexual, não há diferenças significativas entre os homens (7,3% e 2,8%, respectivamente) e as mulheres (6,8% e 3%). E, no total, apenas cerca de 50% assumem socialmente a sua homossexualidade.&lt;br /&gt;Estes valores são semelhantes aos de outros países europeus, como a Espanha (onde estudos recentes apontam para 7,5% a 10% de homossexuais), ou a Grã-Bretanha (6% da população).&lt;br /&gt;A sondagem do EXPRESSO sobre os hábitos sexuais dos portugueses revela, ainda, que 52,8% dos inquiridos mantêm relações sexuais não se preocupando com os riscos da sida e que um terço (33,5%) nunca usa preservativo.&lt;br /&gt;Por outro lado, 6,3% admitem usar produtos potenciadores de desejo sexual, como o Viagra, e 27,1% das mulheres assumem já ter feito uma interrupção voluntária da gravidez ou mais. E a grande maioria (82%) fez a IVG em Portugal, ilegalmente.»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113595507779308097?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113595507779308097/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113595507779308097' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113595507779308097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113595507779308097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/concluso.html' title='A conclusão'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113595494624960149</id><published>2005-12-30T14:59:00.000Z</published><updated>2005-12-30T15:02:26.260Z</updated><title type='text'>As técnicas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Expresso - 30/12/2005&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ficha técnica &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;"Estudo sobre orientação e hábitos sexuais, realizado pela Eurosondagem, S.A., nos dias 13 a 20 de Dezembro de 2005. Entrevistas directas e pessoais, sendo os inquiridos - a quem foi fornecido o questionário para responderem - previamente informados do objectivo do trabalho. As perguntas foram efectuadas por entrevistadores seleccionados, e supervisionadas, a residentes em Portugal Continental com 15 ou mais anos. Foram efectuadas 1.980 tentativas de entrevistas. Dos contactados, 1.254 (63,3%) recusaram colaborar no estudo. Trata-se de uma percentagem anormalmente alta, devida aos temas abordados.&lt;br /&gt;A amostra atingida, de 726 entrevistas validadas, é composta por 369 pessoas (50,8%) do sexo feminino e 357 (49,2%) do sexo masculino. No que concerne à faixa etária, constata-se que, com o aumento da idade, foi maior a percentagem de recusa em responder. Daí resultou, em termos de entrevistas validadas, o seguinte quadro: 326 pessoas (44,9%) dos 15 aos 30; 267 (36,8%) dos 31 aos 49 anos; e 133 (18,3%) com 50 anos ou mais, distribuição que obviamente não tem correspondência com a população residente em Portugal Continental.&lt;br /&gt;Não foi incluída a hipótese Não Sabe/Não Responde, tendo os inquiridos sido previamente informados. O erro máximo da Amostra é de 3,64%, para um grau de probabilidade de 95,0%."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113595494624960149?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113595494624960149/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113595494624960149' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113595494624960149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113595494624960149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/as-tcnicas.html' title='As técnicas'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113579428026668920</id><published>2005-12-28T18:21:00.000Z</published><updated>2005-12-28T18:24:40.276Z</updated><title type='text'>"Memories..."</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Actualização - seis jovens salvos por helicóptero&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Escuteiros que se perderam na Serra da Estrela já foram resgatados"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Público 28.12.2005 - 16h10   Lusa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«Um helicóptero da Protecção Civil resgatou às 13h30 de hoje o grupo de seis escuteiros que desde a tarde de ontem estava perdido na Serra da Estrela.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os cinco rapazes e a rapariga do grupo "Pioneiros 61", dos escuteiros do Estoril, estão todos em perfeitas condições de saúde. Os jovens foram resgatados no sítio do Piornal, entre a Torre e o vale do Rossim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo informação das autoridades locais, estiveram envolvidos nas operações de busca mais de 60 bombeiros de diversas corporações da Serra da Estrela e militares da GNR, nomeadamente o grupo de montanha da Covilhã.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Fizemos equipas que se espalharam pela Serra da Estrela durante a noite e madrugada", explicou Hélder Almeida, comandante distrital da GNR de Castelo Branco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mesmo responsável destacou a colaboração do Centro de Limpeza de Neve da Serra da Estrela, que, para que as buscas se pudessem realizar, abriu a estrada Nave-Piornes-Sabugueiro, que estava fechada ao trânsito devido ao nevoeiro e queda de neve.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O grupo saiu ontem de Manteigas pelas 10h35, no âmbito de uma actividade de cinco dias na Serra da Estrela, num dia caracterizado por intenso nevoeiro e queda de neve.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Começámos a sentir-nos perdidos ao fim da tarde, quando a neve e o nevoeiro cobriram por completo o trilho", disse André Vieira, de 17 anos, um dos escuteiros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os jovens não tinham no local onde se encontravam rede de telemóvel ou qualquer ponto de referência, pelo que optaram por procurar abrigo. Como estava a anoitecer, "tratamos de arranjar abrigo, debaixo de uma rocha", explicou André Vieira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, ao amanhecer, sem neve, mas com nevoeiro intenso, o grupo procurou obter rede de telemóvel num pico das proximidades, de onde conseguiu finalmente comunicar com o acampamento, dando assim a sua localização e permitindo reorientar as buscas. Os elementos do grupo têm entre 14 e 17 anos e vão prosseguir as actividades programadas na Serra da Estrela.»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113579428026668920?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113579428026668920/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113579428026668920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113579428026668920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113579428026668920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/memories.html' title='&quot;Memories...&quot;'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113577974454950728</id><published>2005-12-28T14:19:00.000Z</published><updated>2005-12-28T14:22:24.563Z</updated><title type='text'>Ora vamos lá ver, não foi bem isso que eu disse!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Candidato presidencial diz que apenas se limitou a dar um exemplo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cavaco Silva nega ter sugerido Secretaria de Estado para as empresas estrangeiras" &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://10.38.1.194/admin/editaNoticiaHTM.asp?idNot=1243005&amp;id=10" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;27.12.2005 - 17h54   Lusa, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PUBLICO.PT&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«Cavaco Silva negou hoje ter sugerido a criação de uma Secretaria de Estado para acompanhar as empresas estrangeiras em Portugal, dizendo que se limitou a "contar histórias de sucesso que ocorrem em outros países".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Eu não sugeri a criação de um secretário de Estado nem defendi a criação de nenhuma Secretaria de Estado. Apenas contei histórias de sucesso que ocorreram em outros países", argumentou o candidato presidencial à saída de uma reunião na Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), em Lisboa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em entrevista à edição de hoje do "Jornal de Notícias", Cavaco Silva defendeu que "tem de ser feito um acompanhamento com algum pormenor" das empresas estrangeiras em Portugal, sugerindo que este "deveria ser feito por um secretário de Estado especialmente dedicado a esta tarefa". Questionado pelo diário sobre se iria fazer essa proposta ao Governo, se for eleito Presidente da República, o candidato respondeu: "Já o estou a propor aqui".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No entanto, esta tarde, Cavaco Silva afirmou que as suas declarações "não têm nada a ver com o Governo português", nem mesmo com a sua candidatura a Presidente da República. "O que me preocupa é o desemprego. Não deixarei de contar o que é feito nos outros países para tentar resolver o problema de desemprego", justificou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A este propósito, Cavaco Silva desvalorizou as críticas dos seus adversários Jerónimo de Sousa, Francisco Louçã e Manuel Alegre, que o acusaram de estar a entrar na esfera do Governo, classificando-as como "inverdades".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Se os candidatos à Presidência da República disserem mais ou menos inverdades é coisa que não me preocupa absolutamente nada, já ouvi muitas ao longo destes três meses e meio", rematou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em reacção às declarações de Cavaco Silva ao JN, Manuel Alegre alertou para "os riscos de governamentalização da Presidência da República", se Cavaco Silva for eleito chefe de Estado, e acusou o seu adversário de "interferir claramente em assuntos que são da esfera executiva, que competem ao Governo".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Isto é uma interferência clara na esfera de competências de outro órgão de soberania e mostra que ele não avançou nas suas ideias e que pensa que é, ainda, o homem do leme", afirmou Manuel Alegre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também o candidato presidencial apoiado pelo Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, considerou que Cavaco Silva está a tentar interferir nas competências do Executivo. "Com franqueza, não compete a um candidato a Presidente da República definir a orgânica do Governo", declarou Francisco Louçã, sustentado que "se o dr. Cavaco Silva conhecesse bem a Constituição e as leis, perceberia que a orgânica do Governo é uma competência exclusiva do Governo, que nem sequer passa pela Assembleia da República".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por sua vez, Jerónimo de Sousa acusou Cavaco Silva de "ainda ter alma de primeiro-ministro", defendendo que a proposta do candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP "constitui, no mínimo, uma ingerência". Cavaco Silva "tem ainda essa alma de primeiro-ministro, é-lhe muito difícil vestir a capa de Presidente da República", considerou Jerónimo de Sousa.»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113577974454950728?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113577974454950728/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113577974454950728' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113577974454950728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113577974454950728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/ora-vamos-l-ver-no-foi-bem-isso-que-eu.html' title='Ora vamos lá ver, não foi bem isso que eu disse!'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113536301238860147</id><published>2005-12-23T18:34:00.000Z</published><updated>2005-12-23T18:36:52.400Z</updated><title type='text'>Este interessa-me a mim, não digam que não faço nada neste blog....</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Portucel hesita entre Stora ou uma nova máquina de papel 2005-12-23 12:40&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Semanario.pt&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O BESI quer que Queirós Pereira compre a Stora para ganhar uma comissão. Mas a Portucel tem interesse em comprar uma nova rotativa para fabricar papel de maior valor acrescentado, em vez de se envolver ainda mais na produção de pasta de papel. Queirós Pereira hesita, porque ainda tem que comprar as acções da OPA que não fez na Portucel e porque tem a família em guerra.&lt;br /&gt;O BESI quer que Queirós Pereira compre a Stora para ganhar uma comissão. Mas a Portucel tem interesse em comprar uma nova rotativa para fabricar papel de maior valor acrescentado, em vez de se envolver ainda mais na produção de pasta de papel. Queirós Pereira hesita, porque ainda tem que comprar as acções da OPA que não fez na Portucel e porque tem a família em guerra.Depois da refinaria de Patrick Monteiro de Barros, a compra de uma nova máquina de produção de pasta de papel para a Portucel pode ser um dos programas mais emblemáticos do Governo e da API. Mas, neste momento assediado com a guerra com os irmãos e sobrinhos, Pedro Queirós Pereira hesita em avançar com o novo investimento definido por Manuel Pinho como um dos projectos prioritários para o País. Para além da instabilidade accionista no grupo Semapa, da família Queirós Pereira, o empresário está a ser pressionado por José Maria Ricciardi, do BESI, a comprar a Stora, a antiga fábrica da Celbi, que produz actualmente cerca de 250 mil toneladas de pasta, totalmente para o mercado externo, concorrendo assim com o Brasil ou a Indonésia. A Portucel produz actualmente mais de 1,2 milhões de toneladas repartidas pelas fábricas da antiga Soporcel e da Portucel de Setúbal e Aveiro. Esta produção é direccionada, em cerca de 80%, para ser convertida em papel, sendo actualmente a Portucel líder europeu no mercado de papel de fotocópias. Ou seja, a Portucel, neste momento, para um papel de baixa qualidade e corrente, ainda tem capacidade excedentária de produção de pasta, o que a obriga a exportar cerca de 20% da produção. Neste sentido, não faz qualquer sentido económico a compra da Stora por parte da Portucel, servindo apenas para o BESI ganhar uma comissão, mas prejudicando claramente a Portucel e os seus accionistas.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Uma rotativa de papel em vez de uma nova máquina de pasta&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Faz muito mais sentido converter o excedente de pasta em papel de maior valor acrescentado em Portugal, evitando assim que a Portucel esteja sujeita às flutuações do mercado internacional de pasta, podendo a pasta adicionalmente necessária ser comprada no mercado internacional ou mesmo à própria Stora. Neste sentido, seguindo os especialistas do sector papeleiro, faz muito mais sentido a compra de uma nova rotativa, sobretudo para fabrico de papéis de maior valor acrescentado por parte da Portucel, que a compra de uma nova máquina de pasta de papel ou mesmo a compra da fábrica da Stora.A oportunidade da compra de uma nova máquina de pasta para a Portucel coloca-se, contudo, num plano diverso, dada a existência de fundos comunitários para apoiar o investimento. Dado que o Governo está disponível para financiar, a 20%, a compra da nova máquina, a Portucel teria interesse no investimento, se conseguisse jogar com o preço, levando o Estado a financiar pelo menos 50% do papel. Bastaria para tanto que a máquina, em vez de custar 500 milhões como previa Álvaro Barreto, custasse 800 ou 900 milhões de euros.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113536301238860147?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113536301238860147/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113536301238860147' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113536301238860147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113536301238860147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/este-interessa-me-mim-no-digam-que-no.html' title='Este interessa-me a mim, não digam que não faço nada neste blog....'/><author><name>Jaf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05337913019002523394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_L8bhR16IAxQ/SK9__YmB17I/AAAAAAAAA80/JOSakNIZOCk/S220/Meu+Silhueta.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113535288858935293</id><published>2005-12-23T15:31:00.000Z</published><updated>2005-12-23T15:48:08.600Z</updated><title type='text'>Ó infortúnio, que me afastaste anos e anos deste excelso rigor no raciocínio...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Os polegares de Soares"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Jorge Fiel&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Expresso - 23/12/2005&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"DOMINGO à noite estive a ajudar a minha filha Mariana, 20 anos, a redigir o seu primeiro «curriculum vitae» (CV). Acondicionar o mais relevante da vida de uma pessoa no espaço equivalente a uma folha A4 é um tremendo desafio.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Devo confessar que torço o nariz quando me chega às mãos um longo e entediante currículo em que um candidato a jornalista tenta disfarçar o nada com o relatório fastidioso de dezenas de participações em seminários, conferências e mesas-redondas. Lembro-me logo das minhas vãs tentativas de esconder com a travessa uma feia mancha na minha toalha de mesa preferida - há sempre alguém a pegar na travessa e a desvendar a nódoa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O factor escasso é a atenção humana e por isso os currículos devem ser curtos e sintéticos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas para mim o que é realmente importante é a selecção dos factos que revelamos. Nesse aspecto, a elaboração de um currículo é a coisa mais parecida que há com o jornalismo puro e duro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Duas viagens de «inter-rail» na adolescência, ter sido dirigente da associação de estudantes ou trabalhado nas férias de Verão a distribuir pizzas ou ter um «site» na Internet revelam mais sobre o carácter e personalidade de uma pessoa que a participação num obscuro seminário sobre o PIDDAC.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Mundo mudou mais nos 20 anos que separam estas presidenciais das de 86 - imaginem que no ano em que Soares bateu Freitas os telefones estavam todos agarrados à parede por um fio! - do que nos restantes 20 séculos dC. Há toda uma geração que está a crescer com o rato do computador numa mão e o comando à distância do televisor na outra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O essencial para decidirmos em quem votamos não são as promessas dos candidatos, mas sim o verificar nos seus currículos se têm as aptidões e personalidade adequadas ao momento que o país e o Mundo vivem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao incluir no currículo que não usa telemóvel, Mário Soares está a revelar que pertence a uma geração que nunca enviou uma SMS e não deu outra utilidade aos polegares senão a de chuchar neles (quando eram bebés) - ou eventual, e posteriormente, como auxiliares de uma recatada limpeza de salão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A última revolução tecnológica que Soares acompanhou foi provavelmente a das máquinas de escrever. Não é o homem adequado ao momento em que o choque tecnológico está a encher todas as bocas. Não usar telemóvel no ano 2005 é muitíssimo mais grave do que não ter lido Os Maias em 1955. E o candidato do PS não percebeu isso. Mário Soares não está velho por ter 82 anos. Está obsoleto porque não usa telemóvel e tem orgulho nisso."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113535288858935293?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113535288858935293/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113535288858935293' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113535288858935293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113535288858935293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/infortnio-que-me-afastaste-anos-e-anos.html' title='Ó infortúnio, que me afastaste anos e anos deste excelso rigor no raciocínio...'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113535160365736987</id><published>2005-12-23T15:01:00.000Z</published><updated>2005-12-23T15:26:43.670Z</updated><title type='text'>É Natal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"A ‘recentragem’ "&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Clara Ferreira Alves&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Expresso - 23/12/2005&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«O Vítor e a Fredy ofereceram-me dois frascos, geleia de marmelo e compota. Eu dei-lhes a colecção de DVD das peças de Shakespeare pela BBC e um livro de Saul Bellow. Houve outros presentes, menos literários, mas, nas conversas que tenho com o Vítor por mail, sei que ele é um amante de literatura. As observações sobre «A Mancha Humana», de Philip Roth, são perfeitas. E sobre o Graham Greene, uma das minhas paixões, e que ele acabou a oferecer à Fredy, «O Fim da Aventura». Como não pode virar as páginas do livro, e o virador automático avariou, é a Fredy que se senta na cadeira de rodas dela ao lado da cadeira de rodas dele, mais alta, e lhe vira as páginas. Com o DVD é mais simples. O DVD foi a Fredy que lhe comprou, mais a televisão com antena interior e apenas quatro canais, porque não há parabólica nem cabo no quarto do Vítor no Pousal. Assim, poderão ver juntos «Hamlet», «Romeu e Julieta», «Macbeth», «Júlio César»... com legendas em português. E poderão ver o «Gato Fedorento», aliás, vimos juntos uns sketches dos Gatos, descambou em gargalhada. Num lar de deficientes profundos ouvem-se muitos gritos, choro, objectos arrastados, sussurros, gemidos, grunhidos, não se ouve o riso. A gargalhada do Vítor é silenciosa, aprendeu a rir com os olhos. A doença degenerativa que lhe aprisionou o corpo e lhe paralisou todos os músculos excepto aquele no pescoço com que ele acciona o computador que a PT lhe ofereceu, com o sistema especial The Grid (parecido, creio, com o do físico Stephen Hawking), não lhe tocou na cabeça e vingou-se em tudo o resto. O cérebro lá está, activo, vigilante, inteligente, emotivo, o corpo é que foi deixando de obedecer. De modo que ele e a Fredy comunicam pelo velho sistema por ela inventado, filas de letras do alfabeto coladas no tabuleiro da cadeira. Ela diz, com a sua voz entaramelada (a deficiência dela, embora a paralise, não lhe retirou a fala nem o uso dos braços e das mãos), um, e vai soletrando as letras da fila número um, A, B, C, D, até o Vítor, com um sinal imperceptível dos olhos e um ruído da laringe (o Vítor não pode falar), assinalar a letra. E assim, lentamente, pacientemente, constroem um diálogo. Demora tempo, tudo demora tempo, e a Fredy recomeça quando não consegue identificar a palavra. Para abreviar, completamos a frase, e se não acertamos, voltamos atrás, caminhando sobre os nossos passos naquele discurso a conta-gotas. As frases do Vítor são sempre acertadas e cheias de humor. A televisão faz-lhe companhia e a RTP2 é a sua favorita. Adorou o «Six Feet Under», eu aviso-o (ele ouve bem) que vem aí o «Curb Your Enthusiasm», do Larry David, o homem que inventou a série «Seinfeld». Esquecemo-nos como a televisão pode ser a única companhia, e a boa companhia, embora no caso dele a companhia seja a Fredy e as pessoas do Lar do Pousal, gente heróica que atravessa o inferno do sofrimento humano. Freiras, terapeutas, professoras, empregadas, juntos fazem daquela casa sustentada pela Santa Casa da Misericórdia um verdadeiro lar. No Pousal coabitam as doenças genéticas mais terríveis com as deficiências mais e menos profundas. Da esclerose múltipla a síndromas com nomes impronunciáveis. E coabitam as idades todas, as crianças e os velhos, os que vivem numa região crepuscular onde anda desaparecida a face de Deus, onde parece desumano aquilo que não deixa de ser profundamente humano. E a directora do Lar, a Maria Antónia Goulão, a que a Maria José Nogueira Pinto chamava «a santa», quando era a provedora, toma conta de tudo. O dinheiro não abunda, mas o Lar está impecável. Não tem muitos visitantes, as famílias têm problemas em enfrentar a extrema vulnerabilidade de um dos seus, a não pertença ao reino superior da normalidade. A verdade é que uma visita ao Pousal, na Malveira, nos deixa diferentes por dentro. Foi a Maria José que conseguiu editar o livro de poemas do Vítor e da Fredy, «Pontes da Vida», na Bertrand, com prefácio do João Lobo Antunes. Eu apresentei o livro, e vai ter segunda edição, proeza que enche a Fredy de comovido orgulho. A alegria é uma especiaria tão rara e tão cara. Tudo o que aborrece na vida de todos os dias não constitui para os deficientes profundos um problema, ali não há a vida de todos os dias, há a vida de um dia de cada vez. Eu perdi a festa de Natal. Da outra vez havia um lanche, bolos, geleias e compotas caseiras, sanduíches, grinaldas, cartazes, ninguém imagina a quantidade de coisas bonitas que os dedos rebeldes dos internados do Pousal conseguem fazer. Presentes de Natal. Quem olhar para aquilo com olhos cá de fora, fica petrificado de horror. Quem habitua os olhos à luz que há lá dentro, a luz negra do desespero e da dor misturada com a luz clara da esperança e da vontade, sabe que o Pousal é um lugar que não pode ser abandonado aos desaires da Administração Pública, nem aos caprichos dos políticos. O Pousal é a prova de que é para isto, para os que não conseguem caminhar pela vida fora sem a muleta da acção social e da solidariedade, que o Estado existe e tem de continuar a existir. O Pousal é a prova de que o liberalismo que quer retirar o Estado disto tudo é, apenas, a teorização da estupidez e da força bruta de quem é válido e se julga imortal. Por isso, porque sei que mesmo o que é bom pode e deve ser melhorado, e que, se não fosse a caridade da PT, o Vítor não podia comunicar, nem escrever e ir à Net (e ninguém imagina como isso o prende à vida, mantém acesa a sua curiosidade, e a tortura que foi quando a PT demorou dois meses a arranjar o computador), por isso, dizia eu, não acredito que a notícia do jornal diga isto: «Os mais de 100 milhões de euros de receitas líquidas do primeiro ano de exploração do Euromilhões - canalizados para o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social e destinados a apoiar idosos e pessoas com deficiência - não foram gastos apenas porque este ano não têm enquadramento orçamental». As receitas revelaram-se «absolutamente explosivas», suplantando as expectativas, e o anterior ministro da Segurança Social apenas terá feito reflectir no Orçamento de Estado deste ano uma pequena parte, pois o jogo estava em fase de arranque. O dinheiro apenas será canalizado, para a Santa Casa inclusive, em 2006, «mas não se pode partir do princípio de que as receitas continuarão tão elevadas». Por isso, diz um porta-voz, está em cima da mesa uma renegociação dos acordos do Estado com as instituições de solidariedade social, incluindo as misericórdias, o que poderá ditar «uma recentragem» das verbas. «Recentragem»? Traduzo do burocratês: menos dinheiro, e toda a gente sabe que as receitas dos Euromilhões nunca descem, só sobem. Tenham vergonha. E, meu caro engenheiro Sócrates, vá ao Lar do Pousal. Faça-me esse favor. Vá lá. E «recentre-se» depois na paz do seu lar e tenha um Feliz Natal.»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113535160365736987?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113535160365736987/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113535160365736987' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113535160365736987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113535160365736987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/natal.html' title='É Natal'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113533911929665993</id><published>2005-12-23T11:56:00.000Z</published><updated>2005-12-23T11:58:39.310Z</updated><title type='text'>Finalmente um artigo sobre o aeroporto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Rio Frio: o novo aeroporto, em Lisboa"&lt;br /&gt;S. Pompeu Santos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Público - 23/12/2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«Um aspecto marcante no processo de decisão da construção do aeroporto da Ota é, sem dúvida, a sua rejeição pela opinião pública portuguesa, bem evidenciada em várias sondagens realizadas. Ainda recentemente, no Barómetro organizado por este jornal, com a pergunta: "Concorda com o aeroporto da Ota?", a percentagem do "não" foi de 73 por cento.Porquê esta reacção? Não é porque as pessoas morram de amores pelo Aeroporto da Portela. Sobretudo os que viajam de avião (e hoje em dia são já muitos) sabem que o Aeroporto da Portela está longe de responder aos padrões de serviço de um bom aeroporto. É acanhado, desconfortável, confuso; uma autêntica manta de retalhos.Além disso, as pessoas vão tomando consciência de que a Portela não é, nos tempos que correm, sítio para um aeroporto. A poluição sonora, o cheiro quando o vento sopra em certas direcções e o risco pelo contínuo sobrevoo da cidade pelos aviões são inaceitáveis. Felizmente nunca houve ali um acidente grave. Depois, há o problema de estar limitado na sua capacidade, que, apesar das obras já anunciadas, ficará esgotada no máximo em 10 anos. É certo que a Portela tem os seus defensores, mas isto acontece, fundamentalmente, porque não estão satisfeitos com a opção da Ota. Então, o que é que se passa? A resposta é fácil: um aeroporto na Ota tem defeitos graves, e a generalidade das pessoas já se apercebeu.A Ota fica fora da Área Metropolitana de Lisboa, a mais de 50 km do centro da cidade. É uma distância fora do razoável, até porque Lisboa é uma cidade média, à escala europeia. Na Europa, com raras excepções, os aeroportos encontram-se a distâncias da ordem de 15-25 km do centro das cidades. É claro que Lisboa vai perder competitividade no contexto internacional, sobretudo, no turismo. Além disso, com a deslocação para norte, o aeroporto de Lisboa vai prejudicar o aeroporto do Porto, como se vêm queixando, com grande fervor, as gentes do Norte.E os problemas não se ficam por aqui. A zona de implantação do aeroporto é muito húmida (um autêntico charco no Inverno), pelo que a sua construção obriga a construir um enorme dique e a aterrar uma ribeira. Além disso, o terreno é muito irregular (tem desníveis de quase 60 metros), obrigando a escavar quase 50 milhões de metros cúbicos de terras (uma monstruosidade) e a construir um aterro com mais de 10 metros de altura, grande parte sobre lodos. Tudo isto se vai reflectir em elevados custos e graves prejuízos ambientais. Mesmo assim, o local é acanhado e não permite uma futura expansão.E quanto às acessibilidades? Um aeroporto na Ota vai provocar um aumento drástico do tráfego na auto-estrada A1, no já saturado troço Lisboa-Carregado. Muita gente vai perder o avião! Fala-se agora em construir uma nova auto-estrada entre a A1 e a CREL, mas uma obra dessas será caríssima e terá graves problemas ambientais. É incrível como se decide a localização de um aeroporto e só depois se pensa nos acessos. Fala-se também em estabelecer uma ligação ferroviária tipo "vai-vem" através da linha do Norte. Mas um "vai-vem" precisa de vias dedicadas e já não cabem mais vias entre Alverca e V. Franca; só com muitos quilómetros de túneis. Também não existe ainda uma ideia clara quanto à ligação do aeroporto à futura rede de alta velocidade (TGV).Assim sendo, parece que o único argumento a favor da Ota é o facto de não haver alternativas. Mas não é verdade, existe uma alternativa e muito mais favorável: Rio Frio. Rio Frio fica dentro da Área Metropolitana de Lisboa, na margem Sul do Tejo, junto à auto-estrada A12, a pouco mais de 20 km de Lisboa pela futura ponte Chelas-Barreiro. Além disso, Rio Frio é uma zona ampla, plana e de fácil acesso a todo o país. Os terrenos são bons para a construção e o aeroporto terá facilidade de expansão. Na ponte Chelas-Barreiro seria também instalado o TGV para Madrid e para o Porto, fazendo-se a bifurcação da linha em Rio Frio, debaixo do aeroporto, onde haveria uma estação. Nessa linha circularia ainda o "vai-vem" para Lisboa que faria a viagem em 10 minutos. Além disso, como a deslocação do aeroporto é para leste, não irá prejudicar os aeroportos de Porto e Faro. E será atraente para os espanhóis!Mas, talvez se lembrem do que aconteceu em 1999. Através de um despacho conjunto dos ministros do Ambiente e das Obras Públicas de 5 de Julho, o Governo de então vetou a construção do aeroporto em Rio Frio, invocando que iria criar aí graves prejuízos ambientais. Então, e na Ota, não são graves? É de notar que em todos os estudos até agora realizados com vista à escolha do local do novo aeroporto (cinco estudos, desde 1970), Rio Frio ficou sempre em primeiro lugar. O último data de Agosto de 1999, apenas um mês após a decisão do Governo de vetar Rio Frio, e foi elaborado pelo conceituado consultor internacional ADP-Aeroports de Paris, a pedido da Naer, empresa estatal que está encarregue do novo aeroporto. O relatório só agora foi tornado público, fazendo parte do pacote de relatórios incluídos nos CD distribuídos pelo Governo no mês passado.De acordo com esse relatório, foram analisadas duas localizações: Ota e Rio Frio. O estudo é muito completo (o relatório tem mais de 180 páginas), e teve por base uma análise multicritério, em que foram considerados todos os aspectos relevantes para a sustentabilidade de um grande projecto: aspectos económicos, sociais e ambientais. Os aspectos ambientais tiveram por base o Estudo Preliminar de Impacto Ambiental dos dois locais, o mesmo que serviu de base ao veto do Governo. No caso de Rio Frio foram estudadas duas opções de orientação das pistas: sul/norte (S/N) e oeste/leste (W/E). Apesar de já existir o veto do Governo, o estudo considera as três hipóteses viáveis e chega à seguinte classificação: 1.º, Rio Frio W/E, 718 pontos; 2.º, Rio Frio N/S, 675 pontos; e 3.º, Ota, 616 pontos. Também no que se refere aos custos de construção (para as duas fases previstas) o resultado do estudo é claro: Rio Frio W/E, 1600 milhões de euros; Rio Frio S/N, 1900 milhões de euros; e Ota, 2000 milhões de euros, portanto mais 25 por cento do custo de Rio Frio W/E.Contudo, com as dificuldades do local, os custos de construção do aeroporto da Ota vão disparar. As últimas estimativas apontam já para custos superiores a 3000 milhões de euros. E não se diga que isso não tem importância, lá porque o Estado só vai pagar 10 por cento. É claro que os privados não vão fazer caridade e nós, como utilizadores, iremos pagar tanto mais quanto mais caro ficar.Aos custos de construção do aeroporto haverá ainda que somar os custos das novas acessibilidades, as tais que não estão ainda resolvidas. Não será exagero dizer que, só em custos directos, a opção Ota vai custar mais de 2000 milhões de euros a mais que a opção Rio Frio. E, claro, o que se gastar a mais com o aeroporto vai faltar para outras coisas. Mas os custos para a economia geral do país serão ainda bem mais gravosos.É incompreensível que num país com escassos recursos, como o nosso, haja um veto político a impedir que seja adoptada a&lt;/em&gt; &lt;em&gt;melhor &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;solução. Ainda há tempo para emendar o erro. É o nosso futuro e o dos vindouros que está em causa."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113533911929665993?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113533911929665993/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113533911929665993' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113533911929665993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113533911929665993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/finalmente-um-artigo-sobre-o-aeroporto.html' title='Finalmente um artigo sobre o aeroporto'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113527475801446215</id><published>2005-12-22T17:56:00.000Z</published><updated>2005-12-22T18:05:58.026Z</updated><title type='text'>Verdade, mas precisei de viver 10 anos cavacosos mais 10 de endeusamento antes de poder apreciar uns “uppercuts”</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Como Soares deu um KO a si próprio"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;José António Lima&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Expresso - 21 Dezembro 2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«Mário Soares precisava, no debate final com Cavaco Silva, de ser politicamente contundente mas, também, construtivo e credível. Foi, apenas e só, agressivo no tom e destrutivo nas palavras. Precisava de abrir brechas no distanciamento esfíngico de Cavaco, de o fazer descer do pedestal de superioridade em que tem decorrido a sua campanha. Conseguiu, apenas e só, desgastar-se a si próprio em ataques e indelicadezas sucessivas reforçando a aura de seriedade e respeitabilidade do seu adversário.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Mário Soares não fez uma única intervenção, uma única, ao longo de mais de uma hora de debate, com uma ideia para o país, com uma proposta mobilizadora, com uma mensagem positiva. Foi reiteradamente agreste, catastrofista, acintoso, negativista. Obcecado em denegrir e abalar o adversário, esqueceu-se de que estava a falar para os portugueses, perdeu a compostura e o discernimento, transformou uma campanha presidencial num recinto de luta livre, converteu um debate político numa conversa, azeda e ressentida, de vizinha rezingona e maldizente.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Soares chamou tudo o que podia chamar a Cavaco. «Não tem competência, não tem temperamento, não tem conversa, não é um social-democrata, é um homem de direita, quer vender gato por lebre, não tem uma formação democrática precisa, não fala, está blindado, deu o poder a outro porque tinha medo de ser julgado e de perder, é um político intermitente, só gosta de panegíricos, só governa em tempo de vacas gordas, é um economista razoável, não é um suprassumo da economia, tem vergonha do partido dele, quando está com outras pessoas ou fala de economia ou cala-se, etc., etc., etc».&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A diatribe de Soares foi-se tornando, a cada remoque ou intervenção que fazia, mais incómoda para os espectadores, mais patética pela exaltação, mais confrangedora pelo excesso de linguagem e pela gratuitidade dos ataques. Chegou a roçar a inconveniência, como na alusão às conversas com políticos europeus sobre o comportamento de Cavaco quando este era primeiro-ministro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cavaco nem precisou de ser brilhante para sair claramente por cima deste debate. Bastou-lhe ignorar a má-língua, não baixar ao nível conflituoso e chocarreiro do seu adversário, falar do pensa poder ser o seu papel em Belém e, em sintomático contraste, deixar cair alguns elogios às qualidades do opositor. Enquanto isso, Mário Soares tratava, acusação atrás de acusação, golpe após golpe, de dar um KO a si próprio e de se pôr fora de combate.»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113527475801446215?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113527475801446215/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113527475801446215' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113527475801446215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113527475801446215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/verdade-mas-precisei-de-viver-10-anos.html' title='Verdade, mas precisei de viver 10 anos cavacosos mais 10 de endeusamento antes de poder apreciar uns “uppercuts”'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113526439339447547</id><published>2005-12-22T15:08:00.000Z</published><updated>2005-12-22T15:13:13.396Z</updated><title type='text'>Ninguém disse o contrário Saddam, mas a questão agora é outra.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;«Antigo ditador acusa Washington de mentir acerca das "torturas" que diz ter sido alvo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Saddam Hussein: "a Casa Branca é a maior mentirosa do mundo"»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Público -  &lt;/span&gt;&lt;a href="http://10.38.1.194/admin/editaNoticiaHTM.asp?idNot=1242629&amp;id=10" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;22.12.2005 - 13h37&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«Saddam Hussein acusou hoje Washington de “mentir” acerca das alegadas torturas que diz ter sido alvo por parte das forças americanas no Iraque. “Na Casa Branca só há mentirosos. A Casa Branca é a maior mentirosa do mundo”, acusou o antigo ditador iraquiano que compareceu hoje em tribunal para a sétima sessão do seu julgamento em conjunto com sete dos seus mais directos colaboradores.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A sessão começou com uma viva troca de palavras entre o meio-irmão de Saddam, Barzan al-Tikriti, e o procurador, Jaafar al-Mussaui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na sessão de ontem, Saddam surpreendeu os juízes acusando as forças americanas de o terem “torturado” e de lhe terem “batido” enquanto esteve preso garantindo que ainda tem as marcas no corpo. Hoje regressou ao assunto para responder à Casa Branca que ontem desmentiu esta acusação. “A Casa Branca é a maior mentirosa do mundo”, atirou. “Eles mentiram quando disseram que o Iraque tinha armas químicas. E mentem também quando dizem que eu nunca fui espancado”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Barzan al-Tikriti também disse ter sido vítima de maus tratos. “Eles colocaram-me questões e quando eu lhes dizia que não sabia eles exigiam uma resposta do tipo ‘sim ou não’ e esbofeteavam-me quando estava de mãos atadas”, disse Al-Tikriti sem precisar se os autores destas agressões eram iraquianos ou americanos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Barzan al-Tikriti acusou ainda o procurador Jaafar al-Mussaui de ser um antigo responsável do partido Baas, de Saddam Hussein. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma testemunha, cuja voz foi alterada, testemunhou hoje por detrás de uma cortina verde falando acerca da repressão que foi alvo a localidade xiita de Dujail depois de um ataque à caravana em que seguia Saddam Hussein, em 1982. “A minha avó disse-nos que foi torturada à frente dos seus filhos e filhas que também foram torturados à sua frente”, disse. A defesa contestou esta afirmação perguntando à testemunha se tinha visto com os seus próprios olhos os factos que relatou. “Nós fomos ameaçados e refugiamo-nos em casa”, respondeu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outra testemunha revelou ter visto uma criança torturada à frente da sua mãe na prisão de Abu Ghraib e que outras crianças morreram de fome no mesmo local.»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113526439339447547?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113526439339447547/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113526439339447547' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113526439339447547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113526439339447547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/ningum-disse-o-contrrio-saddam-mas.html' title='Ninguém disse o contrário Saddam, mas a questão agora é outra.'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113526391608227842</id><published>2005-12-22T14:56:00.000Z</published><updated>2005-12-22T15:05:16.086Z</updated><title type='text'>Uns anos antes, JAF, e...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Entre 1935 e 1975, 63 mil pessoas foram submetidas a uma esterilização eugénica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Governo sueco quer esclarecer esterilizações maciças que realizou no passado"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Público - 22.12.2005 - 12h09   Lusa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;«O Governo sueco encomendou um estudo para esclarecer os motivos que levaram o país a esterilizar dezenas de milhar de pessoas, na sua grande maioria mulheres, nos séculos XIX e XX, noticia hoje a imprensa local.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Um dos objectivos fundamentais é saber que sociedade era esta que desenvolveu uma mentalidade eugenista e a investigação neste domínio, que era cientificamente aceite", refere um comunicado emitido quarta-feira pelo ministro da Cultura, do Ensino Superior e da Investigação, Leif Pagrotsky.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A eugenia é uma prática destinada a melhorar a espécie humana através da selecção ou eliminação de certas características hereditárias que foi desenvolvida na Suécia e noutros países no século XIX, e que serviu de base às políticas raciais do século XX.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na sua forma mais extrema, a eugenia esteve em vigor sob o regime nazi com vista a eliminar pessoas consideradas "inferiores", mas foi também praticada noutros países, nomeadamente nos Estados Unidos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No total, 63.000 pessoas, essencialmente mulheres, foram submetidas na Suécia, entre 1935 e 1975, a uma esterilização eugénica que visava criar uma raça sueca mais forte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este país escandinavo, oficialmente neutro durante a Segunda Guerra Mundial, forçou pessoas deficientes, epilépticas ou com problemas sociais a sofrer a intervenção, por vezes como contrapartida para serem autorizadas a casar-se ou ter alta de hospitais psiquiátricos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1999, as autoridades de Estocolmo aceitaram indemnizar as vítimas de esterilizações forçadas, dando-lhes quantias que chegaram nalguns casos a 175.000 coroas (19.000 euros) por pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Governo encarregou o Fórum para a História Viva - uma organização especializada em estudos sobre o Holocausto e que levanta questões de tolerância, democracia e direitos humanos - de fazer um balanço das investigações feitas na Suécia no domínio da eugenia e determinar se é necessário continuar a analisar a questão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os resultados deste trabalho deverão ser apresentados em 31 de Março de 2007.»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113526391608227842?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113526391608227842/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113526391608227842' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113526391608227842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113526391608227842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/uns-anos-antes-jaf-e.html' title='Uns anos antes, JAF, e...'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113526336414296670</id><published>2005-12-22T14:51:00.000Z</published><updated>2005-12-22T14:56:04.156Z</updated><title type='text'>Vou só confiscar, não é executar fiscalmente, está bem?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Contribuintes de maior risco&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fisco vai congelar bens"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Expresso - 09:46  22 Dezembro 2005 &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="javascript:Smaller();"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="javascript:Bigger();"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"A Direcção-Geral de Contribuições e Impostos está a trabalhar num modelo operacional que permita «confiscar» os bens dos contribuintes de maior risco, antes de ser instaurada a execução fiscal. A medida deverá ser aplicada sobretudo às dívidas de retenções na fonte de IVA. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A informação é avançada hoje pelo «Diário Económico», segundo o qual o objectivo é evitar que os devedores com dívidas de montante significativo se desfaçam dos bens antes da penhora, fugindo ao pagamento dos impostos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este é um dos projectos que as Finanças estão a pôr em marcha para evitar a prescrição de processos, que este ano deverá atingir um valor recorde, escreve também o DE.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O projecto, chamado «sistema de gestão e promoção de acções cautelares», é um modelo de reacção preventiva que vai funcionar mediante o cruzamento de informações entre as diversas bases de dados da Direcção-Geral de Contribuição e Impostos (DGCI).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O fiscalista Rogério Fernandes Ferreira disse ao DE que a «possibilidade de as Finanças avançarem com uma providência cautelar para garantirem que o devedor não se desfaz dos bens para fugir ao pagamento da dívida está consagrado no Código do Procedimento e Processo Tributário (CPPT) e na Lei Geral Tributária».&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, Rogério Fernandes Ferreira explicou ao jornal que até agora não tem sido muito usado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O CPTT permite que a administração fiscal solicite o arresto de bens de um contribuinte sempre que suspeite que a cobrança da dívida está em risco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A apreensão dos bens não obriga a que o contribuinte já tenha sido informado da dívida, bastando que o tributo esteja apenas em fase de liquidação, escreve o jornal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O fisco pode também apreender os bens dos responsáveis solidários ou subsidiários do devedor."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113526336414296670?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113526336414296670/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113526336414296670' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113526336414296670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113526336414296670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/vou-s-confiscar-no-executar.html' title='Vou só confiscar, não é executar fiscalmente, está bem?'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113509966420677721</id><published>2005-12-20T17:22:00.000Z</published><updated>2005-12-20T17:27:44.220Z</updated><title type='text'>Tempo novo... confesso que já tinha saudades!</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Santana Lopes aparece no Parlamento&lt;br /&gt;O antigo primeiro-ministro do PSD, Santana Lopes, esteve esta terça-feira no Parlamento para assistir «a um debate importante para o país», sobre as perspectivas financeiras da União Europeia, mas manteve o silêncio sobre presidenciais.&lt;br /&gt;( 16:45 / 20 de Dezembro 05 )&lt;br /&gt;TSF&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"À saída das galerias onde assistiu à primeira hora do debate mensal, no Parlamento, quando falaram o primeiro-ministro José Sócrates e o líder da oposição, Marques Mendes, o social-democrata Santana Lopes justificou: «Vim aqui para assistir a um debate importante sobre uma matéria importante para o país». &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sobre o acordo quanto às perspectivas financeiras para os próximos sete anos, o antigo líder do PSD considerou-o «uma boa notícia para Portugal» e agradeceu o reconhecimento feito por José Sócrates pelo trabalho do anterior executivo PSD/CDS, no qual era primeiro-ministro.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;«Fica bem ao sr. primeiro-ministro fazer esse reconhecimento público», disse, salientando que também Marques Mendes fez essa ressalva.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pedro Santana Lopes devolveu o elogio ao executivo socialista, considerando que este «continuou o bom trabalho» nas negociações europeias e trouxe «boas notícias para Portugal».&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Santana Lopes, que tem o mandato de deputado suspenso, afirmou que ainda não decidiu se irá regressar ao hemiciclo da Assembleia da República, frisando que não se esgotaram os dez meses que a lei prevêpara esta situação.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;«Ainda não tomei uma decisão sobre o regresso ao Parlamento, estou dentro do que a lei me permite», afirmou.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Questionado sobre as eleições presidenciais de 22 de Janeiro, o ex-primeiro-ministro disse ser sua «obrigação» manter o silêncio.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;«É o que tenciono fazer, são circunstâncias excepcionais. Por razões óbvias, há um ciclo que deve decorrer em que a minha obrigação deve ser esta: o silêncio», disse.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Apesar de nada dizer sobre as presidenciais, Santana Lopes afirmou que vai ver o debate de hoje, na RTP, entre Cavaco Silva, candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP, e Mário Soares, apoiado pelo PS.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depois de se despedir várias vezes dos jornalistas, mas continuando a responder às suas perguntas, o ex-presidente do PSD deixou um outrosignificado para a sua visita ao Parlamento.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;«Vim aqui porque é Natal, desejar a todos boas festas com a minha presença. É um gesto que significa que há um tempo novo que está a começar», afirmou, antes de abandonar a Assembleia da República."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113509966420677721?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113509966420677721/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113509966420677721' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113509966420677721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113509966420677721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/tempo-novo-confesso-que-j-tinha.html' title='Tempo novo... confesso que já tinha saudades!'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113509123075434695</id><published>2005-12-20T14:58:00.000Z</published><updated>2005-12-20T15:07:10.766Z</updated><title type='text'>Olha este, quem diria</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Tocqueville em Madrid"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;João Carlos Espada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Expresso - 17/12/2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"Decorreu esta semana em Madrid, por iniciativa do Professor Eduardo Nolla e da FAES (Fundacion para el Analisis y los Estudios Socials), uma conferência comemorativa do bicentenário do nascimento de Alexis de Tocqueville. Entre os temas abordados esteve a concepção de liberdade de Tocqueville, que deve ser distinguida claramente da de Rousseau e, ainda que menos vincadamente, da de John Stuart Mill.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como, por coincidência, recordei aqui no sábado passado, Rousseau não aceitava o indivíduo enraizado em qualquer particularismo: os seus interesses privados é a sua família, o seu negócio ou a sua igreja - impedi-lo-iam de se tornar um cidadão totalmente dedicado à vontade geral. Esta hostilidade contra todos os «attachments» particulares, para usar a expressão de Michael Oakeshott, esteve na origem do jacobinismo e do comunismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tocqueville e John Stuart Mill viram o perigo totalitário contido nesta concepção da vontade geral. No famoso ensaio On Liberty, John Stuart Mill argumentou que o principal perigo das sociedades modernas na era democrática era a tirania da maioria sobre as minorias e sobre o indivíduo. Isso levou-o a estabelecer o célebre princípio muito simples: que a única justificação para a interferência da sociedade com o indivíduo devia ser a prevenção de danos a terceiros. Podemos descrever esta visão de Mill sobre a liberdade como liberdade negativa ou como ausência de coerção por terceiros. Tocqueville estava seguramente ao lado de Stuart Mill na defesa desta liberdade contra as ameaças provenientes de um entendimento rousseauista da liberdade como soberania colectiva. Mas Tocqueville viu algo mais, a que Stuart Mill, pelo menos, não prestou tanta atenção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tocqueville viu que a liberdade ficaria muito frágil se ficasse apenas entregue à protecção de indivíduos isolados ou atomizados, indivíduos dedicados a multiplicar «experiências de vida», como lhes chamou Stuart Mill. Tocqueville queria proteger a liberdade dos indivíduos, mas não apenas daqueles que querem fazer «experiências de vida». Queria proteger a liberdade de indivíduos concretos que estão enraizados nos seus próprios modos de vida, nas suas famílias, actividades profissionais, igrejas e outras instituições descentralizadas - não directamente desenhadas ou dirigidas pelo desígnio de uma autoridade política.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Viu essas instituições com uma actividade vibrante na América - aquilo a que hoje chamamos sociedade civil ou instituições intermédias. E Tocqueville atribuiu à arte de associação dos americanos - bem como à sua religiosidade cristã - a principal barreira contra o despotismo na era democrática.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, podemos dizer que Tocqueville viu a liberdade essencialmente como dispersão do poder. Na divisão da autoridade e na multiplicação das suas fontes, viu as mais duradouras condições da liberdade."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113509123075434695?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113509123075434695/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113509123075434695' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113509123075434695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113509123075434695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/olha-este-quem-diria.html' title='Olha este, quem diria'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113507705542865118</id><published>2005-12-20T11:05:00.000Z</published><updated>2005-12-20T11:10:55.430Z</updated><title type='text'>O problema é que este tem uma certa razão (para mim, claro)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"O terceiro homem"&lt;br /&gt;Vasco Pulido Valente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Público - 18/12/2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"A última sondagem que dá Cavaco 55,5 por cento do voto, Soares com 20,4 e Alegre com 12,5 fez perder a cabeça ao PS oficial e sobretudo a Manuel Alegre. Jorge Coelho, António Costa e António Vitorino vieram a púbico pedir a desistência do resto dos candidatos da esquerda e Manuel Alegre, falando ameaçadoramente em "manipulação política", apresentou uma queixa à CNE. Percebendo que o dr. Cavaco já ganhou, os maiorais do PS querem naturalmente arranjar um bode expiatório para a sua espantosa inconsciência. Contando com Guterres (como se alguém pudesse contar com esse homem) e depois com Vitorino (que prefere ganhar dinheiro) tiveram de ir no fim bater à porta de Soares. Perante o desastre, apelam agora à "unidade", não porque a achem possível, mas para amanhã nos vir dizer que por pura obstinação Alegre foi o único culpado. São um triste retrato do partido.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Posto isto, é evidente que a candidatura de Alegre não faz espécie de sentido e matou à nascença a candidatura de Soares (uma façanha que a direita agradece). Se Alegre olhasse bem para si próprio, parava de espernear e percebia que ele, sozinho, chega e sobra para desconsolar e repelir qualquer eleitorado. Aparentemente, nunca lhe ocorreu que, com 30 anos de S. Bento e Largo do Rato, não era com certeza a personagem ideal para representar a "independência" e a "cidadania". Quando hoje vocifera contra a pressão do PS sobre os militantes, lembra irresistivelmente aqueles comunistas de 1980 (ou de 89), que um belo dia descobriram com fervor e espanto as belezas da liberdade. Como esses "convertidos", Alegre também não viu o que se passava à volta dele durante a vida inteira? E porque raio o Espírito Santo o iluminou tão a propósito? Ares de Belém? Vaidade ferida? De qualquer maneira, a coisa não pega. Ainda por cima os debates mostraram o verdadeiro Alegre. Não sabe nada sobre nada. Até nem sabe ao certo o que votou ou não votou na Assembleia. Como ocupou ele a eternidade que esteve em S. Bento? Ao menos, leu? Se leu, não se nota. Sobre a "Europa", sobre o ambiente ou sobre o diabo, este "renovador" serve sempre a retórica vaga e vácua de uma "esquerda" esquecida. Se Jorge Coelho, Costa e Vitorino são o retrato do partido, Alegre é o deputado típico - a ave canora, insubstancial e gorjeadora. E, olhando para ele na televisão, uma pessoa não pensa em o levar a Belém, pensa com horror que ele e centenas como ele continuam em S. Bento. A "renovação" de Alegre devia começar pela sua expeditiva reforma."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113507705542865118?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113507705542865118/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113507705542865118' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113507705542865118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113507705542865118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/o-problema-que-este-tem-uma-certa-razo.html' title='O problema é que este tem uma certa razão (para mim, claro)'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113507662920638159</id><published>2005-12-20T10:59:00.000Z</published><updated>2005-12-20T11:04:35.410Z</updated><title type='text'>Mulheres feias? Em que é que ficamos?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"The dark side of the moon"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Clara Ferreira Alves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Expresso - 17/12/2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"As garrafas pareciam soldados na prateleira, à espera de serem mobilizados pelas mãos dos dois criados, um deles muito velho e um deles muito novo. Garrafas de vidro murano, azul e verde e amarelo e encarnado, com mistelas e títulos de poemas. Prugna Liquore, Fior di Vite, Grappa Bianca, Julia Nova, Menta Secco, Liquore Secco Mistar. Ninguém em seu perfeito juízo pode querer beber estas coisas, ou dizer com ar sério quero um cálice de prugna secca, de fior bianca, de julia di vite, de menta nova, de grappa mistar. A solidão da cidade à noite entrava pelo Bar Americano dentro e todas as cidades mesmo as cidades de Inverno têm bares americanos com criados de olhos envelhecidos como aguardentes e dedos tremeliques a entornar o álcool no copo. Na Caixa, Cassa, cassa secca, cassa di vite, cassa bianca, cassa nova, Casanova, cassata, caixa registadora, uma mulher de peito vasto cruzava os braços e dizia vamos ouvir um pouco de música. Arrastou-se para um canto do bar e encostou-se ao balcão onde anoiteciam umas focaccias com legumes e uns pães com prosciutto e mozzarella. Espetou os dedos com a cassete na ponta e perguntou o que é isto? O lado escuro da lua, disse ela para ela, absolutamente só naquele dialogo, porque o criado mais novo servia um Campari a uma rapariga de preto que tinha entrado. Um Campari às dez da noite, mais um pires com amendoins salgados, podia começar-se um romance com isto, esta rapariga a entrar sozinha no Bar Americano da cidade que chovia com a praça deserta e iluminada com grinaldas de Natal verdes e encarnadas como os muranos das lojas de recordações, e a rapariga de chapéu preto de feltro ia despindo as luvas pretas para tocar no Campari gelado que o criado novo lhe servia com um sorriso e como quem oferece rosas vermelhas. Fora da porta, um indiano solitário estava abraçado a um ramo de rosas vermelhas e oferecia-as a inexistentes transeuntes, viajantes nocturnos. Nem um e nem uma rosa. Fiori? Cinco euros. A noite não estava para rosas, com a água a entrar pelas ruas, o frio a entrar pelos ossos, e em tudo uma falta de vida, a vita senza fiori, ao contrário da promessa do licor. A mulher enfiou a cassete no gravador e saíram os acordes sinfónicos dos Pink Floyd, podia ser um título de uma zurrapa italiana num bar americano de uma cidade qualquer numa noite de Inverno. Quero um cálice de pink floyd, sem gelo. E um pires de amendoins salgados. Lá fora, o indiano aguentava imóvel e molhado da chuva, abraçado às rosas dentro do plástico transparente, a olhar para a laguna como se esperasse alguém. Fiori? Indianos com rosas vermelhas e bares americanos existem em toda a parte, as raparigas de preto solitárias com Camparis vermelhos dependem da latitude. So you run and you run to catch up with the sun but it’s sinking... the sun is the same in a relative way but you’re older, shorter of breath and one day closer to death. A cassete cantava. A mulher de peito gordo remirava a cena e o criado velho acordou de repente da contemplação de um cartaz que anunciava gelados de fruta e de chocolate e cheirava a Verão e disse, são os pink floyd, the dark side of the moon. Talvez não fosse tão velho, pelo menos não tão velho como a aguardente. Um sopro de gelo entrava pelo bar dentro quando a porta se abria, um casal olhou, ficou a meio, viu o cenário, a peça, as personagens, leu o programa, teve uma intuição breve do largo desolado chamado Bar Americano e fugiu à procura de outro lugar que é o que fazemos todos quando encontramos a solidão nocturna que não nos pertence. O criado velho começou a limpar garrafas aprumadas em cor-de-rosa que anunciavam Bellinis, A Bebida Veneziana! Bellinis prontos-a-beber, sem Harry’s Bar, sem ingleses excêntricos, sem estilo, sem mistério. Bellinis de plástico, pêssego e prosecco, a zurrapa, quero um pink, pink, pink floyd. E um pires de amendoins. Pinga solidão e solitudine no Bar Americano, escorre pelas paredes com a humidade, cola-se às roupas como visco, e a rapariga do Campari tira o chapéu e os cabelos desfazem-se em desapontamento. Se ela fosse ruiva, uma figurinha do Quattrocento, uma madonna de Rafael, uma Vénus de Botticcelli, uma pré-rafaelita inglesa nua num lago verde, se ela fosse bela serviria para o criado novo passar a língua pelos dentes com gula e para o criado velho deixar de limpar a maldita bebida de Veneza e sentir um calor no corpo. Mas... não. Era o pêlo descorado, a cara que se esquece logo, o casaco coçado. O Campari era a sua originalidade, o adiantado da hora o seu não-sei-quê, ou talvez o modo como ela debicava os amendoins com casca, esfregando-os nos dedos para retirar o sal antes de os meter na boca com lentidão e sem som. Um não-sei-quê, um não-sei-que-faço-aqui, que é a pergunta que fazemos todos no silêncio do bar Americano pelas dez da noite da estação errada do ano. And everything under the sun is in tune but the sun is eclipsed by the moon. Quer um gelado de solitudine e chocolate? E o bellini é uma bebida idiota e não se compara com o champanhe bruto e seco. E quem se importaria com essas coisas?, no bar Americano não devem saber onde fica o Iraque que faz naquele dia mil dias de guerra. Nas cidades da chuva os desertos são diferentes, estão dentro das pessoas, na pele das pessoas, nas cavernas do criado velho, nas dunas da mulher da Caixa, na areia serradura do chão, sawdust restaurants with oyster shells como queria o prufrock na canção de amor. Nos desertos das pessoas não há sol nem amor como nos licores, fior di vite, julia nova, menta, prugna, elixires da embriaguez. Lá fora, tinha deixado de chover e o indiano fitava a água negra da noite e talvez visse uma miragem. Fiori? O criado novo recolheu as moedas da rapariga do Campari e voltou-se para a mulher da caixa e disse é ali naquele deserto que tem de pagar. Na registadora. Não que lhe importasse, a rapariga era feia. Uma raspa de beleza teria iluminado o bar, e talvez tivesse ficado de dia, quando a luz traz a varinha mágica e transforma os sapos em príncipes e os bares americanos em breves encontros. The bright side of the sun.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Era hora de fechar."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113507662920638159?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113507662920638159/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113507662920638159' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113507662920638159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113507662920638159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/mulheres-feias-em-que-que-ficamos.html' title='Mulheres feias? Em que é que ficamos?'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113507624672732910</id><published>2005-12-20T10:54:00.000Z</published><updated>2005-12-20T11:04:52.486Z</updated><title type='text'>Já somos 2 com estômagos de aço!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Vacas sagradas"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Jorge Fiel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Expresso - 17/12/2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"DEVO uma parte substancial da minha barriga, bem como uma extraordinária resistência a todos os tipos de intoxicação alimentar, à mania de me recusar terminantemente a atirar comida para o lixo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Era miúdo de calções quando os meus pais me tatuaram este hábito. Em minha casa, desperdiçar alimentos, «quando há tantas crianças por este mundo fora a morrerem de fome» (palavras da minha mãe), era um pecado tão grande como roubar ou mentir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Terça-feira à noite, os restos de jantar de sábado marcharam todos, apesar do mozarela fresco da salada de tomate estar já com um sabor estranho e da fatia de salmão marinado se apresentar com a cor adulterada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como é uma grande dor de alma para mim deitar comida ao lixo, sou bastante indulgente com os prazos de validade inscritos nas tampas dos iogurtes. E só capricho no rigor ao raspar o bolor que teima em se apoderar das minhas reservas de queijo Ilhas e Manchego porque sou alérgico à penicilina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em casa, uso a bateria de 14 diferentes «tupperwares» de todos os formatos que comprei no Ikea por €3.99 (uma verdadeira pechincha!) para acondicionar as sobras das refeições. No restaurante, armazeno os restos dentro de mim. Posso estar já saciado, mas não suporto deixar comida no prato e até me desagrada ver travessas cheias a regressarem à cozinha. Tenho simpatia pelo modelo norte-americano do «doggy bag», que mais tarde ou mais cedo se vai instalar na Europa. Já há muitas pizarias a incentivarem os clientes a levarem para casa as fatias não consumidas em práticas embalagens de papel «kraft».&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A minha grande admiração pela cozinha italiana fundamenta-se no facto da confecção dos seus pratos emblemáticos (pizas e «risottos») se adequar ao aproveitamento de restos. O truque consiste em adicionar as sobras que se acumulam no frigorífico em cima de massa de pão, tomate, queijo e levar tudo ao forno (caso da piza); ou de misturando as sobras com o arroz e ir mexendo, não esquecendo de acrescentar uma dose generosa de parmesão (caso dos «risottos»).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nós próprios temos a boa tradição de comer roupa velha ao almoço de Natal. Ora o que é a roupa velha senão o aproveitamento do bacalhau com batatas e couves que sobrou da véspera?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os indianos não comem vacas, que na sua cultura são um animal sagrado. Mas onde as vacas são realmente um animal sagrado é na UE. Uma vaca europeia custa, em subsídios, dois euros por dia. Muito mais do que recebem 1,2 biliões de pobres que passam fome neste mundo. Um estudo do Banco Mundial calcula que o fim dos subsídios aos agricultores na UE e Japão chegariam para arrancar à pobreza 140 milhões de seres humanos, nossos irmãos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os 44 mil milhões de euros que custa por ano a Política Agrícola Comum são um insulto, uma soma pornográfica - dinheiro que chegava para fazer quatro linhas de TGV Lisboa-Madrid e Lisboa-Porto e cinco aeroportos da Ota.&lt;br /&gt;Já sabem que sou incapaz de deitar ao lixo um bocado de pão seco de quatro dias sem ouvir na minha cabeça a voz da minha mãe a lembrar-me: «Olha que é pecado desperdiçar comida quando há tantas crianças no mundo a morrerem de fome».&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por isso, espero que compreendam e partilhem a enorme revolta e desprezo que me merecem os dirigentes da UE que atiraram para um beco a cimeira da OMC que está reunida em Hong Kong e me deixam com vontade de me referir a eles com os mesmos termos que um adepto de futebol costuma dedicar ao árbitro que marcou um penálti injusto contra o seu clube."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113507624672732910?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113507624672732910/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113507624672732910' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113507624672732910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113507624672732910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/j-somos-2-com-estmagos-de-ao.html' title='Já somos 2 com estômagos de aço!'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113507597039493225</id><published>2005-12-20T10:48:00.000Z</published><updated>2005-12-20T11:05:07.320Z</updated><title type='text'>5 aninhos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"O futuro da Galp e de Amorim" &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nicolau Santos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Expresso - 17/12/2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"A COMPRA de mais de um terço do capital da Galp por parte de Américo Amorim merece uma séria reflexão. É que sob a capa de se estar a tentar resolver um problema - a posição dos italianos da ENI, que controlam uma minoria de bloqueio e podem chegar aos 43% - pode estar-se a arranjar outro bem mais irremediável a prazo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Amorim tem um notável trajecto empresarial no sector da cortiça, onde é líder mundial. Foi fundador do maior banco privado português, o BCP, e investiu nas telecomunicações, estando no núcleo inicial da Telecel. Nunca deixou de apostar no sector financeiro e hoje é o maior accionista privado do espanhol Banco Popular. E o sector imobiliário e turístico também estiveram na sua mira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acontece, contudo, que nos últimos anos Américo Amorim tem trocado as suas posições industriais por participações financeiras, i.e. tem trocado o que exige capacidade de gestão por liquidez imediata. Pode ser coincidência mas foi o que fez António Champalimaud nos últimos anos de vida, ao concluir que entre os seus filhos vivos não havia nenhum com condições para lhe suceder. E acontece também que Amorim entra e sai com facilidade dos negócios onde investe, com excepção da cortiça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora se isto é assim, este investimento na Galp corre o sério risco de não ser estrutural, mas apenas pelo prazo de cinco anos em que Amorim não pode vender a participação. Há ainda outros dois riscos. O primeiro tem a ver com os accionistas que o empresário traz para a Galp: que mais-valia acrescentam à petrolífera portuguesa? O segundo tem a ver com o facto do financiamento da operação ser garantido por duas instituições financeiras espanholas, o Banco Santander e a Caja Galiza. O que acontece se alguma coisa correr mal?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Governo e Amorim assumem uma pesada responsabilidade nesta operação. O Governo porque aceitou esta solução sabendo que havia outros grupos portugueses interessados. Amorim porque se tornou uma peça-chave no futuro da única petrolífera nacional. Daqui a cinco anos falamos."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113507597039493225?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113507597039493225/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113507597039493225' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113507597039493225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113507597039493225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/5-aninhos.html' title='5 aninhos'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113499418275351135</id><published>2005-12-19T12:06:00.000Z</published><updated>2005-12-19T12:11:04.490Z</updated><title type='text'>Mundo estranho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"A partir de Janeiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hospital suíço autoriza suicídio assistido" &lt;/span&gt;&lt;a href="http://10.38.1.194/admin/editaNoticiaHTM.asp?idNot=1242302&amp;amp;id=10" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;19.12.2005 - 11h10 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Público&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"Pela primeira vez na Suíça, um hospital vai autorizar, a partir de Janeiro, uma organização de ajuda ao suicídio a assistir um doente terminal dentro das instalações da unidade, informou anteontem o presidente do hospital universitário do cantão de Vaud, em Lausanne.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O doente poderá autorizar a intervenção da associação Exit ou de outro médico da escolha do paciente, quando o doente que queira morrer não possa ser transportado para sua casa. O pessoal prestador de cuidados médicos, seja clínico ou enfermeiro, será livre de acompanhar ou não o suicídio. A ingestão de um cocktail provocando a morte será feita pelo paciente.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O hospital de Lausanne enviava os doentes que quisessem morrer para casa, onde podiam recorrer a organizações que ajudam no suicídio assistido, mas para isso precisavam de conseguir sair da unidade de saúde pelos seus próprios meios. A unidade hospitalar torna-se assim na primeira a permitir o acesso destas organizações ao interior do hospital.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;O suicídio no hospital só será permitido sob regras muito estritas, que prevêem que o doente esteja em estado terminal, que seja capaz de tomar decisões e que mantenha a sua sanidade mental. Ao mesmo tempo, têm que lhe ter sido propostos cuidados paliativos. Ajudar ao suicídio é legal na Suíça, mas a eutanásia - por exemplo, quando um médico dá uma injecção letal a um doente que o pediu - não é."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113499418275351135?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113499418275351135/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113499418275351135' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113499418275351135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113499418275351135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/mundo-estranho.html' title='Mundo estranho'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113473784167173050</id><published>2005-12-16T12:52:00.000Z</published><updated>2005-12-16T12:57:21.676Z</updated><title type='text'>Cedências...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Casa Branca cede&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Administração Bush aceita abolição da tortura para suspeitos de terrorismo"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;16.12.2005 - 10h49   Rita Siza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;PÚBLICO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"Ao fim de meses de oposição e impasse, a Casa Branca cedeu à pressão e finalmente concordou ontem com uma proposta de lei que elimina o "tratamento desumano, cruel e degradante" de suspeitos de terrorismo detidos sob a custódia dos Estados Unidos. O Presidente George W. Bush, que anteriormente tinha ameaçado vetar o projecto de lei da autoria do senador republicano John McCain, alegando que este diminuía a capacidade de actuação das várias agências envolvidas na guerra ao terrorismo, celebrou ontem o entendimento com o poder legislativo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bush sublinhou que a sua decisão vem comprovar, em definitivo, que "os EUA não praticam a tortura e respeitam todas as convenções internacionais relativas à tortura", nas prisões nacionais ou fora do seu território.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O acordo exclui a a anterior exigência da Casa Branca (veementemente defendida pelo vice-presidente Dick Cheney) da consagração de um regime de excepção para as actividades da CIA, isentando igualmente os seus operacionais de quaisquer responsabilidades no caso de virem a ser judicialmente acusados pela prática de actos de tortura. Pelo contrário, a Administração aceitou agora que os interrogadores da CIA sejam sujeitos ao mesmo regime dos restantes militares - alguns dos quais foram já condenados em tribunal militar pela forma como trataram prisioneiros em Abu Ghraib, no Iraque.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Um braço-de-ferro&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Há meses que John McCain, um veterano de guerra sujeito a tortura durante o seu cativeiro no Vietname, mantinha um braço-de-ferro com a Administração. O senador sempre recusou adendas ao seu projecto, e esta posição acabou por arrecadar o apoio da maioria republicana do Senado e da Câmara de Representantes. Significativamente, a câmara baixa do Congresso tinha acabado de votar, com uma confortável maioria de 308 votos a favor e apenas 122 contra, uma iniciativa a solicitar a consagração da abolição da tortura no âmbito de um pacote legislativo mais vasto e que abarca o orçamento para a defesa para o ano fiscal de 2006.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Em defesa da proposta de McCain, o congressista democrata da Pensilvânia John Murtha, outro veterano de guerra, notava ontem que "palavras como "tortura", "crueldade" e "abuso" remetem para imagens de ditaduras brutais. Estas palavras, associadas a esses regimes odiosos, não devem constar do léxico dos EUA", declarou. "Não podemos torturar os nossos detidos e querer manter a nossa posição moral perante o mundo. Não pode haver excepções para o uso da tortura. ", acrescentou.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Pelo seu lado, o republicano Bill Young, manifestou algumas reservas, considerando que a proposta de McCain concede a suspeitos de terrorismo demasiadas liberdades. "Tenho algumas dúvidas em aprovar uma provisão que garante aos terroristas exactamente os mesmos direitos constitucionais que os cidadãos cumpridores da lei", disse.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Segundo o anterior entendimento da Administração Bush, o tratamento de prisioneiros detidos no âmbito da guerra ao terrorismo em território estrangeiro não obedece aos mesmos critérios dos prisioneiros de guerra "convencionais". Os EUA negam o recurso à tortura, mas vários grupos de defesa dos direitos humanos têm acusado a Administração de ter uma noção demasiado ambígua sobre o que constitui tortura, documentando tácticas de interrogatório que incluem simulações de afogamentos ou de execuções."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113473784167173050?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113473784167173050/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113473784167173050' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113473784167173050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113473784167173050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/cedncias.html' title='Cedências...'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113473757007914226</id><published>2005-12-16T12:50:00.000Z</published><updated>2005-12-16T12:52:50.083Z</updated><title type='text'>Pátrias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"O patriotismo"&lt;br /&gt;Vasco Pulido Valente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Público - 16/12/2005&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Aparecem nesta campanha meia dúzia de ideias que mereciam ser discutidas, mas que se perderam na confusão geral. Uma delas veio em parte de Manuel Alegre e é a ideia de patriotismo. Não que Manuel Alegre tenha explicado muito bem o que pensa. Se, por um lado, se diz patriota, por outro também se diz cosmopolita, sem se aperceber que uma coisa excluiu a outra. De qualquer maneira, levantou a questão de saber em que pode assentar hoje o patriotismo português. Uma questão interessante: porque, tirando um cego amor à terra onde se nasceu, mesmo no caso extremo da Lapónia ou Alguidares-de-Baixo, o patriotismo precisa normalmente de uma razão: a paisagem, uma forma particular de sociedade, uma situação privilegiada no mundo, o que se quiser. Ora, do princípio do século XIX até agora, o patriotismo português foi sempre, na essência, "retrospectivo". Mais precisamente, ignorou o Portugal moderno, em que nunca encontrou qualquer motivo de satisfação ou de orgulho, e glorificou o Portugal do século XV e do século XVI de que Os Lusíadas se tornaram o emblema. A famosa polémica de Eça com Pinheiro Chagas, que fez rir gerações, não passa da crítica à devoção "histórica" de Chagas, que Eça acusa de ignorar e, pior ainda, de esconder o país fraco, mesquinho e miserável de 1880. Depois disso, o patriotismo republicano, que assentava numa consciência aguda da inferioridade indígena, não trouxe nada de novo (basta ouvir o hino), excepto o ódio à Inglaterra, vista (erradamente) como inimiga em África e sustentáculo dos Braganças na Europa. E, por fim, Salazar, o representante por excelência da contra-revolução (e não do fascismo, evidentemente), empurrando Portugal para uma espécie de Idade Média mítica (os castelos reconstruídos com cimento, a nostalgia da vida rural, a cultura popular, a&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;extraordinária exposição de 1940), tirou definitivamente o patriotismo da realidade e, a seu tempo, pregou connosco na suprema irrealidade da guerra colonial.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E em 2005: onde se irá buscar o fundamento para o amor da Pátria? Num Estado eficiente, numa democracia exemplar, numa sociedade inovadora e próspera, na integridade do ambiente, na ordem urbana, na ciência, na cultura humanística, na cozinha, na arte? Ou num mirífico papel internacional que só existe para a propaganda e a retórica? O bom senso deve supor que não. Fica, é claro, o patriotismo do futebol e das bandeirinhas do Euro. Será esse que Manuel Alegre anda por aí a recomendar?"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113473757007914226?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113473757007914226/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113473757007914226' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113473757007914226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113473757007914226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/ptrias.html' title='Pátrias'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113473742458322274</id><published>2005-12-16T12:44:00.000Z</published><updated>2005-12-16T12:50:24.593Z</updated><title type='text'>A despedida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Catorze anos"&lt;br /&gt;Miguel Sousa Tavares&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Público - 16/12/2005&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"Comecei a escrever no PÚBLICO em 1991. Estamos em 2005: foi há 14 anos, com uma interrupção de ano e meio, entre 2002 e 2003.Quando comecei, apanhei logo de entrada com a iminência da guerra do Golfo, na sequência da anexação do Kuwait pelo Iraque, de Saddam Hussein. A questão suscitou nas páginas do PÚBLICO um intenso debate sobre a justificação moral e política para a guerra, o papel que nela deveriam ter ou não ter o Ocidente, a Europa e Portugal. Esse debate, e posteriormente a cobertura da própria guerra, constituíram, a meu ver, a carta de alforria do PÚBLICO - ninguém mais, na imprensa portuguesa, atribuiu a esse genuíno momento de escolha e de definição política a importância que o PÚBLICO lhe atribuiu - e que mereceu uma surpreendente adesão e compreensão por parte dos seus leitores. Desde o início, defendi e em minoria clara, a legitimidade da guerra e o dever de a Europa e Portugal serem solidários nela com os Estados Unidos. Tratava-se, a meu ver, de não deixar passar em claro uma anexação pela força, sem qualquer título de legitimidade, de não ficar de braços cruzados a ver um ditador louco iniciar a conquista do Médio Oriente e preparar-se para se sentar em cima de dois terços das reservas mundiais de petróleo para depois ditar ordens ao mundo. E tratava-se, para nós portugueses, de adquirir a legitimidade específica que mais tarde nos permitiria exigir dos americanos o seu apoio à libertação de Timor - cuja ocupação era em tudo semelhante à do Kuwait. A guerra fez-se, foi rápida, "limpa" e politicamente exemplar. Quanto a nós, ficámo-nos pelas meias-tintas: solidários, sim, mas desde que não comprometêssemos nem meios nem homens.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Governava então, no apogeu da maioria absoluta, Aníbal Cavaco Silva. Não consegui evitar nunca uma incurável embirração pelo cavaquismo, mais do que pelo seu mentor. De um ponto de vista prático, reconheci a importância das obras feitas, o crescimento económico possibilitado pelo muito dinheiro aplicado, que os fundos europeus e o petróleo barato proporcionaram. Mas fui constatando e escrevendo que nenhuma verdadeira reforma tinha sido ensaiada, apesar das excepcionais condições para tal. Hoje, continuo a pensar que a generalidade dos problemas que enfrentamos e a desesperança que se instalou têm origem directa nesses anos (depois acrescentados aos do guterrismo), em que nada de essencial se mudou na educação, na justiça, na saúde, na reconversão agrícola e industrial e, sobretudo, numa cultura política e cívica fundada no mérito, na coragem de correr riscos, na liberdade individual e na separação entre o Estado e os negócios privados. Pelo contrário, o cavaquismo instalou a promiscuidade entre os empresários e o poder político, a subsidiodependência, a mentalidade dos jobs for the boys, o enriquecimento sem causa e a obediência e subserviência como dever cívico. Cumulada de dinheiro, lugares e favores, a grande oportunidade europeia transformou-se na grande oportunidade para virem ao de cima e florescerem impunemente os piores defeitos dos portugueses. Em lugar de riqueza o país produziu apenas novos-ricos, em lugar de desenvolvimento obras de fachada, em lugar de qualificação negócios desonestos com os dinheiros do Fundo Social Europeu, em lugar de reconversão agrícola e ordenamento do território Porsches, subsídios para nada fazer e urbanizações nas falésias do Algarve.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Os primeiros anos de António Guterres foram um momento de esperança, pelo menos no ar que se respirava. O cavaquismo caiu no justo momento em que o culto da personalidade do chefe e a demissão cívica dos oportunistas se estavam a tornar numa doença feia. Mas, rapidamente afectado por problemas familiares graves, Guterres começou a "deixar andar", entregando a governação aos "cardeais", "bispos" e "sacerdotes" do novo socialismo. A ganância não tem cor ideológica e o resultado foi trágico. O "bloco central", governando à vez, desperdiçou os 20 anos&lt;/em&gt; &lt;em&gt;mais propícios do país e temo que, de facto, o tenha tornado inviável para sempre. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Com a deserção de Guterres, o país, sem grande convicção nem ilusões, teve de escolher a única coisa que lhe apresentaram: um governo PSD-PP, chefiado por um senhor muito simpático mas totalmente desprovido de uma simples ideia para Portugal: Durão Barroso. Governou o menos que pôde e, ao primeiro sinal de alarme, agarrou o primeiro comboio que passava e fugiu - literalmente -, deixando-nos entregues nas mãos do impensável Santana Lopes. Para grande espanto meu, ainda houve almas piedosas que reclamaram para isto o "benefício da dúvida". Eu cá não: estão aí os arquivos do PÚBLICO para provar que, ainda ele não tinha tomado posse, e já eu antevia um país transformado em anedota. Sampaio demorou nove meses até perder definitivamente a vontade de rir. Hoje, podemos especular se o Presidente foi o mais calmo e o mais avisado de todos, escolhendo queimar friamente Santana Lopes, em lugar de o recusar liminarmente. Talvez ele tenha tido razão, mas a verdade é que com isso se perdeu mais um ano. E, enfim, chegámos aonde estamos agora, cedo de mais ainda para fazer um juízo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Nestes 14 anos de escrita, agarrei dezenas de temas e algumas poucas causas que me pareceram determinantes. Acho que fui dos primeiros a alertar para o descalabro para que caminhava a justiça, confundindo-se independência das funções com impunidade funcional; dos primeiros a alertar para as consequências de toda a ordem que a falta de uma política de ordenamento territorial e de defesa da paisagem e do ambiente iriam causar, aliadas à irresponsabilidade ou venialidade daquilo a que chamei "o poder fatal" - as autarquias. Uma e outra coisa foram causas perdidas.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Anos e anos a fio, insurgi-me contra a cobardia diplomática de Portugal face à questão de Timor. Alguém que muito respeito respondeu-me uma vez que Timor era a "causa romântica" de alguns jornalistas, cuja "militância" impedia a resolução definitiva do problema através das inevitáveis "soluções pragmáticas". Felizmente, contra toda a esperança, por uma vez os "românticos" venceram os "pragmáticos".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Também escrevi até me cansar contra a regionalização dos socialistas, que, confundindo descentralização com desorganização, iria dividir o país em oito coutadas para oito Albertos Joões Jardins regionais, tornando Portugal definitivamente ingovernável. A causa estava perdida à partida, mas, a partir do momento em que se conseguiu esclarecer as pessoas e forçar os políticos a consultar os portugueses, transformou-se numa vitória exemplar.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Escrevi a favor da intervenção na Somália e contra a segunda guerra do Iraque, a favor da Expo-98 e contra o Euro 2004, a favor dos toiros de morte em Barrancos e contra a política nacional de conivência com os governos corruptos dos PALOP, contra os submarinos da Armada e a favor da despenalização do aborto, etc, por aí fora. Não sei se no final sobra alguma coerência ou unidade de pensamento entre questões tão diversas, expostas num total de mais de 600 artigos de opinião. Mas três coisas me consolam: uma, saber e poder dizer que escrevi sempre com convicção e sinceridade e bastas vezes contra o que a prudência aconselharia; outra, que aqui encontrei sempre um espaço de absoluta liberdade e um jornal onde tive orgulho de escrever; e a terceira é que guardo numa gaveta de casa, a benefício de futuras nostalgias, o que tantos leitores me foram por sua vez escrevendo ao longo dos anos e que tantas vezes serviram de estímulo real para continuar.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Este breve balanço, como já perceberam, é uma despedida. Catorze anos chegam hoje ao fim. Naturalmente. Sem rancores e já com inevitáveis saudades. A partir de agora, passo a ser só mais um leitor às sextas-feiras."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113473742458322274?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113473742458322274/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113473742458322274' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113473742458322274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113473742458322274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/despedida.html' title='A despedida'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113439897641434571</id><published>2005-12-12T14:44:00.000Z</published><updated>2005-12-12T14:49:36.416Z</updated><title type='text'>Cidades talvez não</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Caracas by car"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Clara Ferreira Alves&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Expresso - 10/12/2005&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Quando pergunto onde é que se pode caminhar, em Caracas, toda a gente me responde o nome de um centro comercial, e cada um tem o seu. Vá ao Sambil, o maior de todos. Vá ao San Ignacio, o mais bonito, tem uma arquitectura e uma iluminação de luxo, vida nocturna, bares e discotecas. Vá ao CCT Tamanaco, o das boas lojas. Vá ao Recreo, que é mesmo ao lado do seu hotel. Não, respondo eu, caminhar pelas ruas, passear, ver montras, pessoas, paisagens, árvores, casas, o que seja, caminhar por dentro da cidade. Ah, respondem todos, isso não aconselho, é perigoso, questão de segurança, muitos assaltos, muitos roubos, muita violência. Aqui anda-se de carro, e ainda bem que existem os centros comerciais, são perímetros controlados de segurança, está-se muito melhor, é um alívio, e o ar é condicionado. No último dia, resolvi ignorar as normas de segurança e passear nas ruas perto do meu hotel, numa zona da cidade não muito recomendável, e não muito atraente, cheia de paragens de autocarros, vendedores ambulantes, casas de gelado decrépitas e casas de comida típica, areperas, comércio e gente em ziguezague apressado. Não se pode dizer que a capital da Venezuela seja um modelo de&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;desenvolvimento ordenado e harmonioso, pelo contrário, Caracas é a ilustração do modo imperfeito de construir uma cidade, sem plano, sem direcção, sem gosto, e com muito dinheiro nalguns lugares e nalguns bolsos. Caracas é o modelo daquilo em que Lisboa se está a transformar ali para os lados da cintura periférica, com as suas auto-estradas encostadas aos prédios, a fila constante de carros como transporte único e principal, os condomínios privados, a arquitectura pimba (a de Caracas é melhor do que a nossa), os guetos de ricos e de pobres, a mancha de favelas a abraçar a cidade, a ausência de jardins, de passeios, de peões, de pequeno comércio, de ruas habitadas, um centro histórico abandonado ao cair da noite, a abundância de centros comerciais como focos de lazer e «perímetros controlados de segurança». Apesar da sujidade das ruas, dos prédios roídos, da confusão da multidão, dos encontrões e das bichas, prefiro qualquer uma dessas ruas do centro de Caracas, o seus caos e a sua agitação, ao sopro gelado do ar condicionado e à vertigem das escadas rolantes para&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;cima e para baixo, com as pessoas parecidas com hamsters nas rodinhas, para cima e para baixo, para chegar à franchise mais próxima. Nas ruas sente-se o trópico, e aquilo que Gabriel García Márquez escreve em «El Olor de la Goyaba», o cheiro da goiaba. Prefiro o calor que sobe da terra em certas horas como um vapor húmido, as árvores com flores abertas como mãos brancas, as raízes a romper os passeios como cobras enroladas, a mistura do suor com os fritos e o perfume que entra pelas narinas e atordoa. Ali sente-se o trópico e não faz frio, ao contrário de Lisboa, que em certos dias de chuva e bruma, de cinza e Inverno, parece uma pobre cidade mal enfeitada, construída pela ganância e a especulação imobiliária, mobilada por empreiteiros e novos-ricos. Olhem para Caracas e reparem no que aconteceu, no que correu mal. E nem sequer temos a população jovem que a Venezuela tem, com as suas adolescentes viciadas em cirurgia plástica, dizem-me, e em concursos de misses. O grande orgulho nacional é o título de Miss Universo, parece que todas as misses universais são ou tendem a ser venezuelanas. Por cá temos futebolistas e estádios de futebol, cada um com os seus esplendores. Não temos o petróleo que eles têm. O Presidente Chávez, inimigo dos Estados Unidos, amigo de Fidel Castro e dos monólogos televisivos monocórdicos (o programa «Olá Presidente» é comparável a um desses discursos de Castro que só acabam quando Castro quer e com a audiência morta de tédio), o Presidente Chávez está sentado em cima de barris de petróleo, que passou de 20 bolívares em 2001 para 60 bolívares o barril em 2005, façam as contas das divisas que entram graças aos poços de Maracaibo. A água é mais cara que a gasolina. E agora, nas eleições confusas do fim-de-semana, com a retirada da oposição, Chávez tem uma maioria absoluta no Parlamento venezuelano, e rédea larga para mais olás, muitos olás. Chávez é odiado e amado, um chefe democraticamente eleito que tem tiques de ditador imperial e militar desfardado. Chávez adora-se, isso é claro, e os espanhóis não desgostam dele, acabam de fechar um negócios de dois mil milhões de euros em armamento e equipamento militar (fins civis, diz Espanha), para grande desgosto dos americanos, que acham que isto põe em causa o equilíbrio da região, sendo o equilíbrio da região aquele que o Pentágono e a Casa Branca definem. Espanha sempre soube tratar dos seus interesses com vigor, o vigor que nos falta, apesar de a comunidade portuguesa no país ser activa, próspera e enérgica e dotada de todas aquelas qualidade empreendedoras que parecem faltar pela pátria, chafurdando na lamúria e na burocracia do Estado, afogada em dívida e desperdício, escândalo e dúvida. No estrangeiro, posto perante a adversidade e a aventura, liberto da pressão dos seus pares, o português transforma-se num herói, uma personagem d’«Os Lusíadas». Os portugueses com quem falo contam-se e contam-me bocados das suas histórias pessoais, vidas feitas e desfeitas e refeitas, sem queixas nem enfados, com uma intensidade despida de cinismo e de chupeta. No estrangeiro, vemo-nos noutro espelho, mais claro, mais largo, mais perto do que não somos por cá. A lucidez com que os portugueses com quem falei apreciam e comentam o país onde vivem não os impede de o amar, e nem um, muito menos os filhos dos emigrantes, tem a intenção de deixar a Venezuela e regressar à terra. Contagiada pelo calor tropical, começo a preferir os restaurantes de Las Mercedes e a música dos mariachis, o cheiro da carne a assar nos varapaus e dos doces de leite condensado, das panquecas de milho com nata, ao faduncho lusitano e às preocupações diárias da nossa civilização funcionária. Hamster por hamster, antes com o cheiro da goiaba. E Caracas, com os seus bairros ricos, os seus arranha-céus, tem as árvores, a vegetação, e a mancha verde do Ávila, a montanha verde-escura que rodeia a metrópole e lhe dá oxigénio. Não, não é o Monsanto prostituído, é uma floresta tropical enfeitada com nuvens, que transforma a paisagem num cenário de filme de aventuras, como um vulcão adormecido. Nenhuma cidade, como nenhuma mulher, é inteiramente feia."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113439897641434571?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113439897641434571/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113439897641434571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113439897641434571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113439897641434571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/cidades-talvez-no.html' title='Cidades talvez não'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113439865525780515</id><published>2005-12-12T14:40:00.000Z</published><updated>2005-12-12T14:51:20.700Z</updated><title type='text'>Economia Aplicada I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Leitão da Bairrada"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Jorge Fiel&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Expresso - 10/12/2005&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;"NA MINHA opinião o melhor leitão assado à moda da Bairrada não se come na Mealhada mas sim no Vidal, um restaurante que fica em Aguada de Baixo e é usado diariamente à hora do almoço como cantina melhorada por empresários, gestores e directores das empresas da próspera região de Águeda.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Vidal está instalado numa casa tipo «maison», próximo da fábrica da Revigrés, e serve um leitão assado em forno de lenha com um sabor diferente, para muito melhor, do que é apresentado pelos seus concorrentes da Bairrada.&lt;br /&gt;Uma pequena investigação junto de amigos e conhecidos, permitiu-me chegar a umas primeiras conclusões sobre a origem das diferenças entre o sabor do leitão da Mealhada e o do Vidal.&lt;br /&gt;Na Mealhada, a uma dezena de quilómetros e duas dezenas de rotundas da saída da A1, está o «cluster» de restaurantes de leitão, onde o bácoro é vendido à dose ou ao quilo - sendo esta última hipótese bastante usada pela clientela, não só para consumir à mesa como também para levar embalado para casa.&lt;br /&gt;O preço de referência do quilo não varia muito de restaurante para restaurante na região demarcada da Mealhada - a cotação oscila entre os 25 euros do Stop e os 30 euros da Meta dos Leitões.&lt;br /&gt;O peso da venda a quilo do leitão assado na facturação dos restaurantes tem importantes repercussões na qualidade final do produto.&lt;br /&gt;A ocasião faz o ladrão e a venda a quilo leva os donos dos restaurantes a caírem amiúde na tentação de se abastecerem com leitões com mais de cinco quilos - ou seja, já quase porcos adolescentes.&lt;br /&gt;Depois, há o problema do estágio do reco no forno de lenha. Quanto mais tempo lá estiver, mais gordura e peso perde - ou seja, menor é a receita final. O que configura uma segunda tentação para os empresários de restauração - a de aumentar o período de cozedura (operação durante a qual o animal não perde peso) e reduzir ao mínimo indispensável a permanência no forno, onde só está o tempo de levar uma entaladela que lhe confira o apetitoso e característico aspecto tostado.&lt;br /&gt;No Vidal, o leitão é vendido só à dose. O que, aliado ao facto de não ter concorrência nos arredores de Aguada de Baixo, lhe permite trabalhar com leitões mais pequenos e deixá-los no forno o tempo necessário até ficarem bem mais saborosos e com pele estaladiça a brilhar.&lt;br /&gt;Regra geral, a livre concorrência é óptima para os consumidores - porque reduz os preços e aumenta a gama de oferta - e é magnífica para as empresas, que aumentam a sua eficiência. Mas o caso do leitão assado à moda da Bairrada ensina-nos que nem sempre a concorrência estimula a qualidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sem questionar a eficácia da mão invisível, a verdade é que o mercado entregue a si próprio nem sempre traz a felicidade."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113439865525780515?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113439865525780515/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113439865525780515' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113439865525780515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113439865525780515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/economia-aplicada-i.html' title='Economia Aplicada I'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113439841507024124</id><published>2005-12-12T14:29:00.000Z</published><updated>2005-12-12T14:40:15.080Z</updated><title type='text'>Esta história do Mourinho já começa a parecer amor...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"5 reflexões sobre uma visita a Angola"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nicolau Santos &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Expresso - 10/12/2005&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"A RECENTE visita a Angola do ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, permite retirar um conjunto de ilações e ensinamentos, sobre os quais vale a pena meditar, com o objectivo de Portugal consolidar uma parceria estratégica com o grande país africano irmão.&lt;br /&gt;1 Há cinco razões que explicam que Angola esteja a viver um período completamente diferente daquele que atravessou até 2002. A primeira é a paz, irreversível, que permite que todas as energias se concentrem agora na reconstrução do país. A segunda é a abertura política, que se traduz não só na existência de oposição e de um parlamento multipartidário, mas sobretudo numa imprensa independente, ainda frágil, mas que critica sem reservas o poder e denuncia&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;decisões e actos errados ou obscuros. Em terceiro, essa liberdade de opinião estende-se já a vários sectores, nomeadamente o universitário, onde vi e ouvi os estudantes colocarem questões, muito aplaudidas, a Freitas do Amaral, na presença de importantes membros do Governo angolano, que não passaria pela cabeça de ninguém fazer há cinco anos - por exemplo, como é possível Angola afirmar-se como potência regional com dirigentes que se eternizam no poder, com grandes desigualdades sociais e com elevados índices de corrupção. Em quarto, o elevado preço do petróleo tem permitido a Angola saldar os contenciosos financeiros com diversos países, entre os quais Portugal, condição necessária para encetar uma nova fase nas relações comerciais e de investimento com esses parceiros; e quinto, a enorme linha de crédito aberta pela China, no valor de dois mil milhões de dólares, vai permitir a recuperação, num prazo de três a cinco anos, de grande parte das infra-estruturas ferroviárias e rodoviárias, tornando utilizáveis os canais de distribuição e abastecimento às populações por todo o país, que, como se sabe, é 14,5 vezes maior que Portugal.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;2 Neste quadro, esta visita marca efectivamente o início de uma nova etapa no relacionamento entre os dois países, não só pelo pragmatismo de que o ministro deu provas, garantindo a resolução de casos concretos emperrados há anos pela burocracia, como pela empatia que foi visível com o MNE angolano, João Miranda, como pelo prestígio que desfruta em Angola, já que os estudantes de Direito se orientam pelos seus livros.&lt;br /&gt;3 É um novo quadro que deverá ficar sedimentado aquando da visita a Angola do primeiro-ministro, José Sócrates, na segunda quinzena de Março. E na verdade, a entrada em funcionamento das novas instalações da Escola Portuguesa em Luanda no próximo ano lectivo, com capacidade imediata para 1200 alunos, mas que chegará aos 2000; a criação do grande Hospital Português de Luanda; o apoio do ICEP à criação de plataformas logísticas comerciais, nomeadamente de mercados abastecedores e de redes de armazenamento, frio e distribuição de produtos alimentares; o aumento substancial, dos actuais 100 milhões para mais do dobro, da linha de crédito que garante as exportações portuguesas para aquele mercado; a decisão de tornar o consulado de Luanda como o modelo do que será a nova rede consular portuguesa, tudo isto demonstra pragmatismo, vontade de resolver problemas, apoiar naquilo em que obviamente temos vantagens em relação a chineses, espanhóis ou brasileiros - e cria certamente as condições para um novo relacionamento luso-angolano, na base da igualdade e respeito mútuo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;4 É claro que há arestas a limar. O programa do ensino secundário da Escola Portuguesa de Luanda, idêntico ao ministrado em Portugal, tem de ser adaptado à realidade local e incluir uma cadeira de história e geografia de Angola. O novo hospital tem de ser bem negociado entre o Estado português e os privados, para que depois do anúncio da iniciativa ela acabe mesmo por se concretizar. E o Banco de Portugal pode certamente olhar para o mercado angolano, que está em rápida mutação, e melhorar a sua apreciação, que o coloca no patamar do «risco máximo», obrigando os bancos nacionais a provisionar 25% dos créditos que concedem às exportações para Angola.&lt;br /&gt;5 A visita de Sócrates a Luanda não só pode resolver todas estas pequenas questões ainda pendentes, como lançar outras pontes para o futuro. A realização de uma grande conferência de investidores portugueses nessa altura será certamente um marco. É importante que todos os grandes grupos nacionais estejam presentes, inclusive Belmiro de Azevedo, o único grande empresário português sem investimentos em Angola. E que bom seria se fosse possível dar uma enorme alegria aos angolanos não só levando àquele país os nosso melhores escritores, artistas de teatro, cantores e grupos musicais, como os nossos ídolos do desporto, que lá são tão ou mais incensados do que cá: Cristiano Ronaldo e José Mourinho. Tornaria a visita verdadeiramente inesquecível. Será pedir muito?"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113439841507024124?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113439841507024124/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113439841507024124' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113439841507024124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113439841507024124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/esta-histria-do-mourinho-j-comea.html' title='Esta história do Mourinho já começa a parecer amor...'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113413691813965293</id><published>2005-12-09T13:59:00.000Z</published><updated>2005-12-09T14:01:58.140Z</updated><title type='text'>E pensava eu que era brusco...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Muito inteligente"&lt;br /&gt;Vasco Pulido Valente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Público - 09/12/2005&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Pouco a pouco, a língua da política acabou por se tornar numa "língua de pau". Basta reparar, por exemplo, nesta campanha: com a possível excepção Soares, só se ouvem fórmulas sobre fórmulas, que há muito tempo perderam qualquer espécie de significado ou valor evocativo. O jornalismo comenta essas fórmulas com outras fórmulas, se possível mais pobres, mais rígidas, mais previsíveis. Na televisão, além disto, a impropriedade e a asneira fervem. E na televisão por cabo, em muitos casos, já não se usa mesmo o português. Quem recebe relatórios de organismos do Estado, ou de uma empresa (de um banco, por exemplo), ou de um médico, está habituado às contorções que os peritos precisam para dizer a coisa mais trivial e óbvia. E não vale a pena insistir no e-mail ou nas mensagens SMS, que raramente excedem a comunicação do primata inferior. Chegámos, como povo falante, muito próximo do grunhido.Responsável por uma perversão que se tornou célebre sob o nome de "eduquês", contra a qual até o dr. Grilo se julgou no dever de protestar, o ministério da Educação achou agora conveniente eliminar, suponho que para animar a iliteracia indígena, as provas de português no 12.º ano. O pessoal superior do Ministério da Educação e a sra. ministra, que seriam incapazes de contar, como constantemente o provam, a história do Capuchinho Vermelho em 70 palavras, não vêem a menor vantagem na capacidade de escrever com lucidez, precisão e brevidade. Provavelmente pensam que o telemóvel basta às crianças meio mentecaptas, que saem do secundário. Uma convicção quase com certeza de experiência feita, que o Governo partilha. O analfabetismo protege sempre o analfabetismo.Entretanto, o deputado (e poeta) Manuel Alegre promete um "Laboratório (?) da Língua Portuguesa" e o dr. Cavaco puxa pela sua qualidade de "incentivador da Língua Portuguesa" ("incentivador", calculem&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;) &lt;span style="font-family:arial;"&gt;e proclama a sua fé na virtude persuasiva do verbo. Não entrou evidentemente naquelas cabeças que, por falta de vocabulário e de compreensão sintáctica, não tarda muito ninguém conseguirá ler ou perceber português. Nem sequer um jornal. Quanto mais Garrett, Camilo, Eça ou Pessoa. A "defesa da língua" serve para propaganda eleitoral (capítulo: política externa). Mas não interessa ao Ministério da Educação. O ministério julga favorecer a ciência e a técnica, transformando Portugal num país de alarves. Muito boa ideia. E muito inteligente."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113413691813965293?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113413691813965293/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113413691813965293' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113413691813965293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113413691813965293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/e-pensava-eu-que-era-brusco.html' title='E pensava eu que era brusco...'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113413285977770720</id><published>2005-12-09T12:51:00.000Z</published><updated>2005-12-09T14:02:15.573Z</updated><title type='text'>Transportes e afins</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Delírios de rico em terra de pobres"&lt;br /&gt;Miguel Sousa Tavares &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Público - 09/12/2005&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Depois da Ota, o TGV. A febre dos "grandes projectos" tomou definitivamente conta do país e traz numa roda-viva de entusiasmo sem limites o Governo, as construtoras e os bancos: o primeiro apresenta "obra" e os outros têm garantidos desde já negócios milionários para a próxima década - desde que, como foram adiantando os nossos empresários, o Governo não se esqueça de, sem violar a legislação concorrencial comunitária, apresentar "regras flexíveis" que permitam às nossas empresas ser parte determinante do negócio.Primeiro que tudo, o que impressiona nisto são os custos. A Ota vai custar, segundo as estimativas do Governo, 3,1 mil milhões de euros, e o TGV Lisboa-Porto e Lisboa-Madrid 7,6 mil milhões. Se, porém, considerarmos as inevitáveis derrapagens que qualquer, qualquer empreitada pública sempre tem por definição, se considerarmos que o custo público da Ota vai ser sob a forma de venda da ANA ou de abdicação das receitas aeroportuárias por várias décadas, e se levarmos em conta os juros do financiamento bancário, estaremos mais perto da verdade provável se falarmos num custo conjunto nunca inferior a 12 mil milhões de euros. É simplesmente astronómico.Depois, impressiona esta largueza de vistas, sobretudo quando comparada com outros países, bem mais ricos e desenvolvidos, onde não existem estes cíclicos impulsos faraónicos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;. Pergunto-me como é que um país que tem como dois hospitais centrais principais, nas duas maiores cidades, o S. João no Porto e o S. José em Lisboa - onde parece não haver sequer dinheiro para tampas de retrete nas casas de banho - já fez coisas como Sines, Cabora Bassa, Alqueva, Euro 2004. Tudo investimentos megalómanos, "desígnios nacionais" como lhes chamaram, e "elefantes brancos", como merecem ser chamados. Por que é que a Holanda e a Bélgica, bem mais prósperos que Portugal, organizaram em conjunto o Euro 2000 e apenas precisaram de sete estádios, dos quais dois novos, e nós, organizando sozinhos, precisámos de dez estádios, dos quais oito novos? Por que é que, em vez do grande Alqueva, gigante adormecido e majestático, não se fizeram antes uma série de médias e pequenas barragens que cobrissem todo o Alentejo e Algarve e retivessem toda a água que inutilmente escorre para o mar? Por que é que Málaga tem um aeroporto que actualmente movimenta o mesmo número de passageiros que a Portela mas que cresce o dobro desta anualmente, com apenas uma pista contra as duas da Portela e ocupando 320 hectares contra os 520 da Portela, e só espera rever as suas condições no ano 2020? Por que é que nenhum país do Norte da Europa, e países tão extensos e tão ricos como a Suécia, a Noruega, a Finlândia, sentiu até hoje a necessidade imperiosa de se dotar de um TGV?Cinquenta anos depois do mítico "Foguete", equipado com velhas locomotivas Fiat, os moderníssimos Alfa-Pendular demoram somente dez minutos a menos a fazer o Porto-Lisboa. Entretanto, gastaram-se décadas a desmantelar linhas interiores transformando o transporte rodoviário num próspero negócio privado com tremendos custos públicos. Entretanto, gastaram-se 600&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;milhões de euros para fazer apenas 30 quilómetros de linha compatível com o comboio pomposamente baptizado de pendular, antes de desistir e abandonar o projecto. Entretanto, nada se fez para começar a substituir a linha de bitola ibérica pela de bitola europeia nos percursos internacionais, constituindo, esta sim, a verdadeira causa de marginalidade de Portugal no domínio dos transportes e, uma vez mais, uma excelente oportunidade de negócio para o transporte TIR. Entretanto, dezenas de administrações, raramente nomeadas pela sua competência e antes pela sua dedicação partidária, acumularam prejuízos autenticamente escabrosos na CP, sem que jamais alguém fosse responsabilizado. E agora dizem-nos que tudo se resolve com um TGV para o Porto e outro para Madrid.Sem dúvida que é urgente uma ligação ferroviária Lisboa-Porto em tempo compatível com os dias de hoje, quanto mais não seja para pôr fim à situação de oligopólio concertado que faz da ligação aérea entre estas duas cidades talvez a milha aérea mais cara do mundo. A questão está em saber se, em lugar da Alta Velocidade (AV), cuja construção tem custos assustadores, incluindo até a construção de duas novas pontes sobre o Tejo, não seria suficiente e mais à medida das nossas necessidades e possibilidades a construção de uma linha de Velocidade Elevada (EV), que tem custos incomparavelmente mais baixos e que, no final, gastaria apenas cerca de 25-35 minutos a mais do que os 75 minutos previstos na ligação em AV. Será mesmo imperioso passarmos directamente do oito para o oitenta?Já quanto ao TGV para Madrid, façam por esquecer toda a propaganda associada: trata-se simplesmente&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;de uma imposição de Madrid, que assim, tal como já sucedeu com a A6, coloca cá, mais depressa e mais baratos, os produtos que esmagam a nossa insípida concorrência. É um TGV para servir Madrid e a única boa notícia, entre os planos divulgados pelo Governo, é que ao menos houve o bom senso de congelar, espera-se que definitivamente, os projectos liquidatários de levar a nossa submissão ao ponto de construir também as linhas Porto-Vigo, Aveiro-Salamanca e Faro-Huelva, que, num acesso de diplomacia "construtiva", Durão Barroso se tinha comprometido com Aznar a levar por diante.O esquema do Governo é este: a UE pagará entre 20 a 30 por cento dos custos de construção do TGV - os tais 7,6 mil milhões, com a nova ponte Chelas-Barreiro. O resto ficará por conta dos contribuintes portugueses e representa um custo não amortizável em vida das próximas gerações. Aliás, nem há, tecnicamente, forma de o amortizar, visto que os lucros da exploração das linhas ficarão para os privados, em troca da aquisição dos próprios comboios. O Lisboa-Porto é um negócio de lucro garantido à partida: com uma duração de 75 minutos entre as duas cidades, só um idiota é que se lembrará de ir de comboio ou de carro. Mais incerto é o negócio Lisboa-Madrid. Para atrair os privados, o Governo estima que haja anualmente cinco milhões de passageiros a circular no TGV de e para Madrid. O número parece, desde logo, absurdo: haverá mesmo 13.700 passageiros por dia a viajar entre Madrid e Lisboa de comboio? Se considerarmos que as estatísticas europeias revelam que o TGV entre duas cidades absorve em média metade de todo o tráfego de passageiros existente no total dos meios de transporte, isso implica a existência de mais de 27 mil pessoas a viajar diariamente entre as duas cidades. Alguém acredita?Por outro lado, é interessante comparar aqui os números da propaganda do Governo ao TGV com as da propaganda à Ota. Porque a ideia que fica é que estamos perante o clássico dilema do cobertor que ou destapa a cabeça ou destapa os pés. Se, na propaganda do TGV, se sustenta que haverá anualmente cinco milhões de utentes da linha Lisboa-Madrid, é forçoso concluir que o Governo, e logicamente, está a prever que essa ligação "seque" por completo as alternativas aérea e rodoviária. Ou seja, a esmagadora maioria dos passageiros entre as duas cidades optará pelo TGV. Logo, esses cinco milhões devem ser abatidos ao "congestionamento" imaginado para a Portela. E aos cinco milhões devemos acrescentar os 555 mil que actualmente voam entre o Porto e Lisboa. Somando uns e outros, temos que metade do actual trânsito da Portela (dez milhões e meio por ano) desapareceria automaticamente assim que o TGV entrasse ao serviço nas duas ligações. Conclusão: ou o TGV para Madrid assenta em previsões delirantes, que o tornam inútil, ou a Portela não está em vias de ficar saturada e inútil é a Ota.Seria bom que fizessem essa continhas mais bem feitas antes de nos apresentarem a factura a pagamento."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113413285977770720?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113413285977770720/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113413285977770720' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113413285977770720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113413285977770720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/transportes-e-afins.html' title='Transportes e afins'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19718106.post-113413116144992352</id><published>2005-12-09T12:22:00.000Z</published><updated>2005-12-09T12:26:01.456Z</updated><title type='text'>Inauguração</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Novo espaço. Aqui, a nossa culpa resume-se à compilação de notícias (naquela do "para mais tarde recordar"). E eventualmente aos títulos dos &lt;em&gt;posts. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Agradecem-se sugestões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lx&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19718106-113413116144992352?l=fisterranoticias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/feeds/113413116144992352/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19718106&amp;postID=113413116144992352' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113413116144992352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19718106/posts/default/113413116144992352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fisterranoticias.blogspot.com/2005/12/inaugurao.html' title='Inauguração'/><author><name>Jq</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03645999923885465757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
